3 Mitos sobre o DIU

DIUs são abortivos?

MITO! Os DIUs são muito eficazes em evitar uma gravidez antes dela ocorrer! O cobre é tóxico para os espermatozóides e o DIU hormonal forma uma barreira que impede a passagem deles pelo colo do útero!

DIUs falham muito?

MITO! Os DIUs junto com o implante formam o grupo contraceptivo conhecido como LARCs, sigla em inglês para contraceptivos reversíveis de longa ação. Os LARCs não dependem da lembrança, uma vez inseridos vão atuar por 3-10 anos ou até serem retirados. Com isso eles se tornam até 20x mais eficazes que os métodos de curta ação como pílula, anel vaginal e adesivo!

DIUs só podem ser usados por quem já teve filho?

Mito! Hoje em dia existem evidências científicas de que os DIUs além de serem muito eficazes são muito seguros para uso em mulheres, independentemente de sua idade. A maior parte das sociedades médicas, inclusive, recomendam os LARCs (DIUs e implante) como primeira linha (ou seja, deveriam ser os primeiros a serem considerados) para adolescentes!

O DIU pode alterar a minha menstruação?

Há dois tipos de DIU: o de cobre e o hormonal. Logo após a inserção do dispositivo, é provável que ocorra uma mudança no sangramento menstrual, que com o tempo tende a normalizar dependendo do tipo do dispositivo escolhido. No caso do DIU hormonal, é possível que algumas mulheres menstruem normalmente, outras tenham o fluxo menstrual reduzido ou até fique sem menstruar. Já o DIU de cobre pode aumentar o fluxo menstrual. Mas nada disso compromete a eficácia do método ou traz risco para a saúde da mulher.

O DIU de cobre é válido por até 10 anos e tem ação espermicida. Ou seja, destrói os espermatozoides antes de penetrarem no útero. Já o DIU hormonal libera progesterona, que modifica a secreção do colo uterino e impede a passagem dos espermatozoides. Ele pode ser usado por até cinco anos. Converse com o seu ginecologista para saber qual é a opção mais indicada para você ou fale comigo para esclarecer mais dúvidas:

Diferenças entre o DIU Kyleena® e o DIU Mirena®

Kyleena® e Mirena® são dois dispositivos intrauterinos (DIUs) hormonais de ação semelhante: afinar o endométrio e alterar o muco cervical, fazendo com que o ambiente seja hostil à fecundação, impedindo uma possível gravidez. Ambos contêm o mesmo hormônio, o levonorgestrel (progesterona), que é liberado no útero lentamente ao longo do tempo.

É importante esclarecer que, somente o tradicional Mirena® é indicado para tratar pacientes que têm sangramento menstrual intenso. O novo Kyleena® não tem essa indicação. Assim, Kyleena® e Mirena® são opções diferentes de contracepção para cada perfil de paciente.

Dúvidas? Entre em contato comigo:

Quais sintomas indicam algum problema com o meu DIU?

Após a inserção do DIU, é comum sentir cólicas leves, que podem ser aliviadas com anti-inflamatórios. Nos primeiros meses, também é possível ter sangramentos irregulares e mudanças no ciclo menstrual. Complicações decorrentes do uso do DIU não são frequentes, mas é importante estar atenta a sintomas anormais.

A posição correta do DIU pode ser sentida pela própria mulher, ao tocar o colo do útero. O correto é sentir as pontas dos fios apenas. Caso não consiga senti-las, ou perceba que a haste do dispositivo está para fora do colo do útero, é sinal de que o DIU saiu da posição correta.

Febre, cólicas intensas, sangramentos fortes e corrimento com cheiro anormal podem indicar problemas, como infecção, deslocamento ou outras situações. Ao perceber qualquer um desses sinais e sintomas, procure seu médico.

Posso usar o DIU antes da primeira gravidez?

Os dispositivos intrauterinos, tanto de cobre quanto hormonal, são contraceptivos eficazes, seguros e podem ser colocados antes da primeira gravidez e não apenas depois do primeiro filho. Eles não afetam a fertilidade da mulher e, ao contrário do que muitas mulheres pensam, não aumentam a chance de desenvolver doenças inflamatórias pélvicas.

O ideal é que você vá ao ginecologista mais de uma vez durante o primeiro ano de uso do DIU para fazer acompanhamento. Peça a orientação dele para escolher o método adequado para você, pois todos possuem contraindicações e a escolha deve ser individual.

Mais dúvidas como essa? Não deixe de entrar em contato comigo:

Sou diabética. Qual contraceptivo posso usar?

A diabetes, tanto a do tipo 1 quanto a do tipo 2, pode causar riscos durante uma gravidez não planejada. Para evitar isso, as mulheres que têm a doença devem usar contraceptivos de alta confiabilidade. O dispositivo intrauterino (DIU), por exemplo, tem alta taxa de eficácia.

Mulher pensativa, em alusão a dúvida sobre diabetes e método contraceptivo. Foto por Icons8 Team no Unsplash.

Há dois tipos de DIU. O de cobre, com validade de até dez anos, elimina os espermatozoides antes de penetrarem no útero. Já o hormonal, que pode tem validade de até cinco anos, libera progesterona, o que modifica a secreção do colo uterino e impede a passagem dos espermatozoides. O DIU de cobre tem uma taxa de falha de 0,4% nos primeiros 12 meses, enquanto a chance de falha do DIU hormonal no primeiro ano de uso é de 0,2%. Diabéticas podem usar tanto um quanto o outro.

As pílulas anticoncepcionais podem diminuir o efeito de hipoglicemiantes orais, anti-hipoglicemiantes e da insulina. Em alguns casos específicos, contraceptivos hormonais podem não ser indicados, devido ao tempo da doença, idade, tabagismo, hipertensão, obesidade e complicações em determinados órgãos. No entanto, antes de qualquer coisa, consulte o ginecologista para saber qual é a melhor opção para você.

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Posso usar o DIU após cirurgia bariátrica?

É recomendado que as mulheres evitem a gravidez até 12 a 24 meses após a cirurgia bariátrica. É o tempo necessário para o organismo normalizar a absorção de nutrientes após a grande perda de peso. Por isso, é muito importante usar um método contraceptivo eficaz durante esse período.

Mulher pensativa por The Creative Exchange no Unsplash.
Avalie muito bem o método contraceptivo escolhido

Os métodos contraceptivos orais, como as pílulas, devem ser evitados devido à má absorção após a cirurgia. Portanto, os métodos não orais, como os dispositivos intrauterinos (DIU), são os mais indicados. Eles oferecem contracepção reversível de longo prazo e apresentam alta eficácia, que não é afetada pela perda de peso ou má absorção após a cirurgia.

Porém, o DIU de cobre pode aumentar o fluxo menstrual e piorar o quadro de anemia presente nas pacientes e deve ser evitado. Por outro lado, o DIU hormonal reduz o sangramento menstrual, sendo vantajoso para essas mulheres. A camisinha não apresenta contraindicação e é o único método que também ajuda a evitar ISTs, porém tem maior chance de falha quando comparada a outros métodos.

Se você realizou ou vai realizar o procedimento, converse com o médico para saber qual método é o mais indicado para o seu caso.

LARCs: Contraceptivos reversíveis de longa ação

Os métodos contraceptivos mais eficazes existentes são os métodos de longa ação, também conhecidos como LARCs. A alta eficácia é garantida por não dependerem da memória da usuária e, como o próprio nome diz, sua ação é prolongada: entre 3 a 10 anos, dependendo do método escolhido. São eles os DIUs hormonais, DIU de cobre e implante.

Implante, DIU hormonal e de cobre são os métodos contraceptivos mais eficientes. Foto por Health Supplies Coalition no Unspash.
Escolha seu método contraceptivo de longo prazo

Os DIUs hormonais possuem eficácia superior à laqueadura, de apenas duas a três gestações a cada 1000 usuárias, e ação por até 5 anos. Os dois DIUs hormonais reduzem o fluxo menstrual com o passar do tempo.

O DIU de cobre é um contraceptivo sem hormônios e com ação de até 10 anos, mas sua alta eficácia é garantida pelo cobre, que causa um processo inflamatório no local e é tóxico para os espermatozóides. A eficácia do DIU de cobre é de cinco gestações a cada 1000 usuárias.

Já o implante é um contraceptivo inserido no braço da usuária por um médico e com ação garantida por até 3 anos. Ele também possui uma eficácia de duas gestações a cada 1000 mulheres, sendo um dos métodos contraceptivos mais eficazes do mercado.

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Referências

1.https://www.vivasuavida.com.br/pt/metodos-contraceptivos/#methods-

2.https://www.meuanticoncepcional.com.br/compare-os-metodos

DIU

DIUs são dispositivos intrauterinos com eficácia de longa ação, que pode variar de 5 a 10 anos, dependendo do tipo escolhido. Atualmente, estão disponíveis dois tipos de DIU: o hormonal, que contém levonorgestrel (um hormônio similar à progesterona), e o de cobre. Eles estão entre os contraceptivos mais eficazes que existem, pois não dependem da disciplina da usuária para fazerem efeito, ou seja, você não precisa lembrar de tomar.

O mais novo DIU hormonal, recém chegado no Brasil, possui 19,5 mg de hormônio e menores dimensões ou, em outras palavras, é o método com menor dose hormonal disponível no mercado brasileiro.

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Referências:

1. Comittee on adolescent Health Care Long acting reversible contraception working group. Comittee opinion n. 539: Adolescents and long acting reversible contraception: implants and intrauterine devices. Obstet Gynecol. 2012;120(4):983-8.

2. Reinecke I, Hofman B, Mesic E, Drenth HJ, Garmann D. An Integrated Population Pharmacokinetic Analysis to Characterize Levonorgestrel Pharmacokinetics After Different Administration Routes. J Clin Pharmacol. 2018;58(12):1639-1654.