Distúrbios Sexuais Femininos

Dra Claudiani Branco fala sobre os Distúrbios Sexuais Femininos. Foto por D Lanor no Unsplash.

Durante a vida sexual é possível que a mulher apresente alguns problemas em relação à sua sexualidade. A maioria das disfunções sexuais femininas pode ser tratada. Os distúrbios mais comuns são:

  • Falta de desejo sexual;
  • Incapacidade em obter orgasmo – anorgasmia;
  • Dor durante a relação sexual – dispareunia;
  • Dor ou dificuldade à penetração – vaginismo.

A falta de desejo sexual feminino

também chamada da perda ou diminuição da libido, é o problema mais frequente e acomete entre 15% e 35% das mulheres. As causas são as mais diversas, como alterações dos hormônios sexuais causadas pelo uso de anticoncepcional, parto, amamentação, menopausa, distúrbios de outros hormônios e uso de antidepressivos, entre outras.

É possível ainda estar relacionada ao cotidiano e ao estresse, e à dinâmica do relacionamento. Muitos casais acham que esse sintoma é falta de amor, quando na verdade o bem-estar dos parceiros no dia a dia é determinante para a sintonia entre o casal. Mudanças na rotina podem afetar a comunicação entre os parceiros, gerar distanciamento e afetar a vida sexual.

Anorgasmia

A incapacidade de ter orgasmo é um problema muito comum entre as mulheres. Mulheres que têm orgasmo por meio da masturbação não podem ser incluídas nesse grupo.

Do ponto de vista biológico, o orgasmo feminino é bem definido, e já foi até demonstrado por meio de imagens de ressonância magnética.  A sexualidade feminina foi tabu durante muito tempo e, apenas muito recentemente tem havido maior abertura para que as mulheres também queiram vivenciar completamente a sua sexualidade.

Expectativas irrealistas e a falta de comunicação clara entre os parceiros certamente contribuem para esse problema. A influência da pornografia no aprendizado sexual é também uma questão importante, ao tornar um universo fantasioso e muitas vezes irrealista como referência para homens e mulheres.

Dor durante a relação sexual ou dispareunia:

É quando a mulher sente dor no ato sexual. A causa dessa disfunção pode ser corrimento, infecção vaginal, menopausa e distúrbios hormonais. Também pode estar relacionada à falta de desejo sexual.

Vaginismo

É a incapacidade de haver penetração sexual prazerosa para a mulher, com a contração involuntária dos músculos próximos à vagina. Caracteriza-se por um ciclo que envolve ansiedade, tensão e dor, sucessivamente. É importante não tentar mais a penetração e fazer uma consulta ao ginecologista, para avaliar as causas e tratamentos. A terapia em conjunto do casal pode trazer gradativo aumento da intimidade sexual, com enormes chances de cura.

O que é Adenomiose?

Dra Claudiani Branco explica sobre a Adenomiose. Foto por Cristian Newman no Unsplash.

A adenomiose é uma doença ginecológica benigna, que consiste na invasão da parede muscular do útero pelo tecido endometrial – que reveste a parte interna do útero e sofre descamação durante a menstruação. Na maioria dos casos, essa condição atinge mulheres acima dos 30 anos de idade que apresentam um histórico prévio de gravidez.

Adenomiose pode evoluir para câncer?

A adenomiose é uma doença caracterizada como benigna, assim como a endometriose. Essa condição pode aparecer em diferentes intensidades para cada mulher, mas não existe nenhuma relação entre a adenomiose e o câncer.

Sintomas de adenomiose

Entre os principais sintomas da adenomiose, estão:

  • Útero amolecido e doloroso
  • Cólica menstrual forte
  • Irregularidade menstrual
  • Dores pélvicas
  • Aumento do fluxo menstrual
  • Alterações gastrointestinais
  • Infertilidade

O sangramento uterino anormal, chamado de S.U.A, pode se manifestar em excesso durante a menstruação, assim como fora do período menstrual. Há também a possibilidade de ocorrer um pequeno sangramento antes da menstruação.

Já as dores pélvicas podem evoluir para um quadro crônico, com duração superior a seis meses. Com isso, a mulher acaba apresentando um aumento das cólicas antes da menstruação e também dor durante a relação sexual.

Isso ocorre porque o útero é o órgão acometido por esta doença. Então, no ato sexual, o contato do pênis com o colo do útero pode provocar uma sensibilidade maior que causa dor.

A sensação de inchaço abdominal e os sintomas gastrointestinais são outros sinais comuns da adenomiose, devido a proximidade do útero com a bexiga e o intestino, pode ocorrer dor ao urinar e evacuar, além de ardência.

A adenomiose também pode afetar a concepção, causando dificuldade para engravidar e abortos espontâneos frequentes. Dessa forma, é preciso que seja feita uma consulta com um especialista para realizar o tratamento adequado para a condição.

Adenomiose e gravidez

A adenomiose não afeta a gravidez diretamente, ou seja, não causa nenhuma complicação para o feto ou torna a gestação de alto risco. Entretanto, ela pode gerar dificuldade para engravidar e fixar o embrião, aumentando as chances de abortamento precoce. Assim, após o estabelecimento da gestação, não há riscos relacionados a adenomiose.

Tratamento de adenomiose

O tratamento para adenomiose escolhido depende do histórico de saúde de cada paciente, podendo ser feito das seguintes maneiras:

  • Clínico: é indicado o uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios prescritos pelo médico para melhorar a dor causada pela adenomiose
  • Hormonal: é feito o uso de hormônios para diminuir o fluxo menstrual ou até mesmo cessá-lo, como a pílula anticoncepcional contínua, injeção anticoncepcional e o DIU hormonal – que faz a liberação de progesterona dentro do útero. Essas opções tratam os sintomas, não a doença em si
  • Cirúrgico: caso as outras opções de tratamento não tenham surtido efeito, é possível optar pela cirurgia. Nela, o ginecologista irá visualizar possíveis lesões de adenomiose no útero. Caso a mulher tenha o desejo de engravidar, podemos retirar a lesão de forma mais superficial. Caso a mulher já tenha filhos, podemos retirar o útero inteiro”

Diagnóstico

O diagnóstico de adenomiose é realizado a partir de uma combinação de diferentes análises:

  • Investigação profunda do histórico de saúde da paciente
  • Diagnóstico clínico, com a apresentação dos sintomas
  • Exame de toque, para entender se o útero é doloroso ao toque
  • Exames de imagem, como ultrassonografia pélvica e transvaginal.
  • Ressonância magnética da pelve

Causas

Ainda há muitas dúvidas sobre as possíveis causas da adenomiose. Os especialistas acreditam que ela pode surgir a partir de fatores genéticos, como uma maior predisponibilidade de desenvolver esse tipo de alteração, ou até mesmo causas multifatoriais, como fatores ambientais, hormonais e estilo de vida. As principais causas apontadas e mais investigadas são:

  • Menstruação retrógrada: no sangramento menstrual, ao invés do endométrio ser expelido, ele se infiltra no miométrio por meio de uma maior vascularização
  • Metaplasia: é a transformação de células. Neste caso, células do músculo poderiam se transformar em células do endométrio, caracterizando a adenomiose
  • De fora para dentro: uma possível endometriose que, no sangramento menstrual, ao invés do endométrio ser expelido, ele migra para a cavidade abdominal e, a partir de lá, se infiltra na parede uterina de fora para dentro, comprometendo o miométrio.

Laser íntimo

Dra Claudiani Branco dá a sua opinião sobre o tratamento com o Laser Íntimo ou Intravaginal, e seus benefícios funcionais e estéticos. Foto por Averie Woodard no Unsplash.

Benefícios do tratamento Funcional

As mudanças no corpo feminino levam a vagina a perder elasticidade e firmeza. Isso faz com que as mulheres sofram com problemas como incontinência urinária leve, ressecamento da região, dor durante a relação sexual, entre outros efeitos.

Uma das possibilidades de cuidado é o laser íntimo ou intravaginal. O tratamento oferece bons resultados.

Com a aplicação adequada, o tratamento ajuda a combater a síndrome de relaxamento vaginal. Ela acontece quando a estrutura original é perdida, como por causa de um parto normal com grande pressão. A queda hormonal na menopausa também impacta a plasticidade e a forma do canal vaginal.

Com o bom emprego do laser, há a otimização da maleabilidade da pele, umidificação da região e redução de incômodos ou pruridos. O laser é capaz de remodelar a estrutura vaginal, de modo a garantir bons resultados para o corpo feminino.

Há um ganho na espessura da região, uma melhoria na vida sexual e maior segurança no cotidiano — especialmente, em relação à questão da incontinência urinária leve.

O tratamento é ótimo também para as mulheres na menopausa. Isso porque a queda hormonal naquele período impacta a plasticidade e a forma do canal vaginal.

Benefícios do tratamento Estético

Além dos apontados anteriormente, como a incontinência urinária leve, a melhora dos sintomas vaginais da menopausa em mulheres que não podem (ou não querem) usar hormônios, promove também clareamento da região íntima, tratamento da flacidez e das assimetrias dos grandes lábios, correção dos pequenos lábios (quando muito proeminentes); além de tratamento de cicatrizes, marcas e até excesso de suor nessa área. 

Esclarecimento de dúvidas

Se você deseja mais informações sobre o tratamento com laser íntimo ou intravaginal, agende um horário para conversarmos pessoalmente através dos canais abaixo:

Pesquisa Básica da Infertilidade

Dra Claudiani Branco fala sobre a execução da pesquisa básica de fertilidade de um casal. Foto por Deon Black no Unsplash.

A pesquisa básica da infertilidade avalia os possíveis motivos de o casal não conseguir gerar filhos. Ela consiste em uma série de exames que tanto o homem quanto a mulher devem fazer para que seja possível indicar o tratamento adequado. A pesquisa pode dividir-se em duas etapas, veja quais são:

Pesquisa geral – em que são requeridos exames como hemograma, Papanicolau, tipagem sanguínea, fator RH e sorologias;

Pesquisa específica – envolve como avaliação seriada do muco cervical. Execução de exames como ultrassonografia endovaginal, dosagens hormonais, espermograma, histerossalpingografia, entre outros.

Pesquisa básica masculina

A pesquisa básica específica masculina é o espermograma. Esse exame avalia se há algum problema no líquido seminal masculino (a parte do sêmen sem o espermatozoide) que possa estar gerando a infertilidade. É um exame obrigatório para casais inférteis.

Para essa investigação é colhido o sêmen, geralmente por masturbação, após três dias de abstinência sexual. Se o primeiro exame não for esclarecedor, deve ser realizado um novo exame em 15 dias. O volume recolhido varia de 2 a 5ml de volume de esperma, que contém 20 milhões de espermatozoides por miligrama normalmente.

Pesquisa básica feminina

Já a pesquisa básica da infertilidade feminina possui várias etapas. Devem ser realizadas nos três períodos do ciclo: no menstrual, no periovulatório (fértil) e na fase lútea (fim da ovulação e início da menstruação). Podem ser realizados os seguintes exames:

Seleção do folículo dominante – na primeira fase, é feita a seleção do óvulo que recebe maior estímulo de estrogênio para avaliar as alterações hormonais do período fértil. A quantidade de hormônio no folículo reflete a reserva ovariana em relação à quantidade e qualidade dos óvulos.

Ultrassonografia transvaginal – também possibilita avaliar o potencial uterino. O exame é realizado entre o terceiro e o quinto dia do ciclo, quando o volume dos ovários apresenta significativamente o potencial fértil dos ovários. A avaliação pelo muco cervical consiste em observar características como volume, aspecto, elasticidade, cristalização, celularidade e pH. É atribuído para cada parâmetro o valor de um a três, e o muco cervical é considerado bom quando a soma de todos os fatores é igual ou superior a nove.

Exame de sangue – na fase lútea, é calculada a dosagem da progesterona por meio do exame de sangue colhido no sétimo dia (na fase lútea média). Se os resultados forem superiores a 10ng/ml, isso quer dizer que há um equilíbrio hormonal.

Histerossalpingografia – a última etapa da investigação é o exame de raio-X das trompas e útero. Ele é feito através da injeção de um líquido no interior do útero, que o preenche e percorre todo o trajeto até as tubas. O exame verifica a permeabilidade tubária e avalia se há anormalidades no interior do útero. As imagens são bastante úteis para informar as condições do sistema reprodutor feminino.

Todos esses exames se complementam, fazendo parte da pesquisa básica de infertilidade. Ao identificar a dificuldade de engravidar, após um ano de tentativas sem o uso de contraceptivo, o casal pode procurar um médico especialista em reprodução humana, que solicitará os exames necessários. Sem a investigação adequada, não é possível indicar o tratamento adequado para solucionar o problema do casal.

Não deixe de entrar em contato comigo para agendarmos uma consulta e sermos mais específicos quanto ao seu caso. Agende através dos canais abaixo:

Infertilidade Masculina

Dra Claudiani Branco fala sobre a Infertilidade Masculina. Foto por Karol Stefanski no Unsplash.

A infertilidade masculina é o motivo de 30% dos casos de infertilidade entre os casais. As principais razões são:

  • Diminuição do número de espermatozoides, conforme o homem fica mais velho;
  • Pouca mobilidade dos espermatozoides;
  • Espermatozoides anormais;
  • Ausência da produção de espermatozoides;
  • Vasectomia;
  • Dificuldade na relação sexual;
  • Doenças sexualmente transmissíveis.

Para detectar o motivo da infertilidade masculina é realizado o espermograma, exame em que se avalia o sêmen. Na análise macroscópica, são observadas características como cor, odor, viscosidade, volume e pH. Na microscópica, identificam-se concentração, motilidade e morfologia dos espermatozoides.

Um dos problemas mais comuns para a produção de espermatozóides saudáveis é o aumento exagerado da temperatura no interior dos testículos. Isso pode ocorrer devido às doenças tais como criptorquidia (posicionamento irregular dos testículos) e varicocele (varizes na região do escroto), além de casos em que a permanência do homem em temperaturas ambientais elevadas altera a qualidade do sêmen produzido.

Os problemas da espermatogênese também podem ser provocados por alterações tais como orquite (inflamação testicular) ou por várias doenças endócrinas que alterem a produção dos hormônios hipofisários que estimulam a produção de espermatozoides nos testículos.

Por outro lado, existem vários tipos de processos infecciosos, tumores e malformações congênitas, que podem alterar a anatomia e obstruir os canais que transportam os espermatozoides dos testículos até o exterior. A obstrução total ou bilateral destes canais, nomeadamente dos epidídimos e canais deferentes, pode provocar infertilidade no homem. Em alguns casos, a cirurgia de correção resolve o problema de infertilidade.

Algumas infecções transmitidas sexualmente e que acometem o canal da ejaculação, tais como infecções causadas por bactérias (clamídia, ureaplasma), tricomoníase ou gonorreia podem alterar as taxas de espermatozoides.

Por último, problemas anatômicos ou funcionais que impeçam o adequado depósito do sêmen no interior da vagina através do coito, como ocorre com na hipospadia, nos distúrbios de ereção e na ejaculação precoce, podem igualmente favorecer a infertilidade masculina.

De acordo com a causa da infertilidade masculina, o médico indicará o tratamento adequado e o procedimento ideal a ser adotado.

Se você precisa de mais informações a respeito da infertilidade masculina, entre em contato comigo nos canais abaixo:

Infertilidade Feminina

Dra Claudiani Branco, Ginecologista, fala sobre a Infertilidade Feminina. Foto por

Para analisar as causas da infertilidade feminina, a mulher deve se submeter a alguns exames. São vários fatores que podem causar a dificuldade de engravidar. Dentre os mais comuns, estão:

  • Distúrbios hormonais que impedem ou dificultam o crescimento e a liberação do óvulo (ovulação);
  • Síndrome dos ovários policísticos;
  • Problemas nas trompas ou tubas uterinas, provocados por infecções ou cirurgias;
  • Endometriose;
  • Ligadura das trompas;
  • Muco cervical que impede a passagem dos espermatozoides;
  • Infecção no colo do útero;
  • Idade.

Segundo conhecimentos tradicionais da medicina, a produção dos óvulos ocorre juntamente com a formação do feto. Ou seja, as mulheres já nascem com o número de óvulos que serão liberados a cada menstruação. Dessa forma, quanto mais idade a mulher tiver, mais velho será o óvulo, dificultando a ocorrência da gravidez. Estudos recentes apontam, entretanto, a probabilidade de que mulheres adultas também produzam novos óvulos, o que poderia ampliar a eficácia dos tratamentos de infertilidade feminina.

Problemas no útero são comuns. Alguns desequilíbrios hormonais ocorridos no período fértil podem tornar o muco cervical mais espesso, dificultando ou impossibilitando a passagem dos espermatozoides. Os desequilíbrios hormonais também são recorrentes após os 35 anos de idade. Endometriose ou leiomiomas também podem dificultar a gravidez.

O hábito de fumar também afeta a fertilidade feminina. O fumo pode interferir na gametogênese ou na fertilização, na implantação do óvulo concebido ou na perda subclínica após a implantação. Assim, a mulher que deseja engravidar deve parar de fumar no mínimo dois meses antes de iniciar as tentativas. Segundo estudos, a fertilidade da mulher é mais afetada pelo tabagismo que a do homem, embora este também possa enfrentar consequências negativas do fumo ao tentar ser pai.

Para detectar qual é a causa da infertilidade, o casal deve procurar o médico ginecologista, primeiramente, e relatar os problemas apresentados. Após o diagnóstico de infertilidade feminina, serão solicitados exames complementares para identificar suas causas e possíveis tratamentos.

Para mais informações sobre a sua fertilidade, converse comigo através dos canais abaixo:

Vacina da Covid19 para gestantes e lactantes.

Claudiani Branco, com apoio da FEBRASGO fala sobre o uso da vacina de COVID 19 e Gestantes e Lactantes. Foto por Daniel Schludi no Unsplash.

Com a autorização da ANVISA e revisão de literatura, a Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) recomenda:

  • A segurança e eficácia das vacinas não foram avaliadas em gestantes e lactantes, no entanto estudos em animais não demonstraram risco de malformações.
  • Para as gestantes e lactantes pertencentes ao grupo de risco, a vacinação poderá ser realizada após avaliação dos riscos e benefícios em decisão compartilhada entre a mulher e seu médico prescritor.
  • As gestantes e lactantes devem ser informadas sobre os dados de eficácia e segurança das vacinas conhecidos assim como os dados ainda não disponíveis. A decisão entre o médico e a paciente deve considerar: o nível de potencial contaminação do vírus na comunidade; a potencial eficácia da vacina; o risco e a potencial gravidade da doença materna, incluindo os efeitos no feto e no recém nascido e a segurança da vacina para o binômio materno-fetal.
  • O teste de gravidez não deve ser um pré requisito para a administração das vacinas nas mulheres com potencial para engravidar e que se encontram em condições de risco.
  • As gestantes e lactantes do grupo de risco que não concordarem em serem vacinadas, devem ser apoiadas em sua decisão e instruídas a manterem medidas de proteção como higiene das mãos, uso de máscaras e distanciamento social.
  • Os eventos adversos esperados devem ser monitorados
  • As vacinas não são de vírus vivos e têm tecnologia conhecida e usada em outras vacinas que já fazem parte do calendário das gestantes como as vacinas do tétano, coqueluche e influenza.
  • Para as mulheres que foram vacinadas inadvertidamente e estavam gestantes no momento da administração da vacina, o profissional deverá tranquilizar a gestante sobre a baixa probabilidade de risco e encaminhar para o acompanhamento pré-natal. A vacinação inadvertida deverá ser notificada no sistema de notificação e-SUS notifica como um “erro de imunização” para fins de controle. [Informe Técnico]

Para esclarecer mais dúvidas como essa, agende uma conversa comigo através dos canais abaixo:

Baby Blues: qual a diferença para depressão pós-parto

Quando o bebê nasce, as emoções ocasionadas pelos hormônios podem se intensificar e causar uma sensação de tristeza e melancolia na mãe. Manifestar esse tipo de sensação não significa que a mãe não esteja feliz com a chegada de seu bebê.

Dra Claudiani Branco fala sobre a diferença entre Baby Blues e Depressão Pós-Parto. Foto por Anthony Tran no Unsplash.

Essa bagunça emocional acontece devido a toda as mudanças pelas quais a mãe vem passando: nova rotina, forma física diferente, trazer uma criança ao mundo, expectativas sobre o futuro.

O que é baby blues?

O período do puerpério de humor instável pode ser caracterizado como baby blues ou depressão materna.

Em relação aos fatores químicos, uma hipótese é a de que o período pós-parto faz com que ocorra uma queda dramática nos hormônios estrogênio e progesterona, e essas mudanças por si só podem contribuir para um quadro de tristeza.

Outros hormônios produzidos pela glândula tireoide também podem cair bruscamente – o que pode aumentar o cansaço e sensação de tristeza. Mudanças no seu volume de sangue, pressão arterial, sistema imunológico e metabolismo podem contribuir para a fadiga e alterações de humor.

O que é depressão pós-parto?

É um transtorno do humor que inicia na gestação ou nas primeiras seis semanas após o parto, podendo persistir por um ano ou mais. É uma doença relativamente comum, que acomete entre 10% e 20% das mulheres. 

A depressão pós-parto costuma acontecer quando a mãe já possui histórico de depressão durante a gravidez ou em outros momentos da vida. Além deste, outros fatores podem levar a uma depressão pós parto:

  • Ter outros transtornos emocionais (depressão, ansiedade, etc)
  • Ter tido depressão pós-parto em uma gravidez anterior
  • Ter membros na família com histórico de depressão
  • Ter vivido eventos estressantes durante o período da gravidez (como complicações, doença, perda de emprego)
  • Ter dificuldade em amamentar
  • Bebê ter nascido com problema de saúde
  • Ter problemas de relacionamento com o cônjuge ou familiares.

Essa é uma condição que requer tratamento médico imediato. Se não tratada, essa doença pode trazer importantes prejuízos na interação entre mãe e bebê e na formação do vínculo afetivo, além de inseguranças no cuidado com a criança, podendo afetar significativamente a saúde da criança. 

Como diferenciar a depressão pós-parto de melancolia ou tristeza puerperal (baby blues)?

Nos primeiros dias depois do nascimento do bebê, é comum que a mãe se sinta irritada, triste e com vontade de chorar, mesmo sem motivo. Mas esses sentimentos podem ser intercalados com momentos de muita alegria e satisfação. Isso se deve a mudanças hormonais que acontecem nessa fase.

Esses hormônios vão se estabilizando no organismo à medida que ele começa a produzir o leite materno. Essa condição é passageira e costuma desaparecer até o final da segunda semana de vida do bebê, principalmente se a mulher puder contar com o apoio da família e das pessoas que convivam com ela. Não é necessário nenhum tratamento médico para o baby blues

HPV

Dra Claudiani explica sobre os riscos do HPV para casais, quais as vacinas, tratamentos e prevenções possíveis. Foto por Alex Iby no Unsplash.

Human Papiloma Virus, ou HPV, é um vírus que vive na pele e nas mucosas dos seres humanos, tais como vulva, vagina, colo de útero e pênis. É uma infecção transmitida sexualmente (DST). A ausência de camisinha no ato sexual é a principal causa da transmissão.

Também é possível a transmissão do HPV de mãe para filho no momento do parto, quando o trato genital materno estiver infectado. Entretanto, somente um pequeno número de crianças desenvolverá a papilomatose respiratória juvenil.

O HPV pode ser controlado, mas ainda não há cura contra o vírus. Quando não é tratado, torna-se a principal causa de câncer do colo do útero e da garganta. 99% das mulheres com câncer de colo do útero foram infectadas por esse vírus.

SINTOMAS

O HPV pode ser sintomático clínico e subclínico. Quando sintomático clínico, o principal sinal da doença é o aparecimento de verrugas genitais na vagina, pênis e ânus.

É possível também o aparecimento de prurido, queimação, dor e sangramento. Espalham-se rapidamente, podendo se estender ao clitóris, ao monte de Vênus e aos canais perineal, perianal e anal. Essas lesões também podem aparecer na boca e na garganta do homem e da mulher.

Nos homens, a maioria das lesões se encontra no prepúcio, na glande e no escroto. As verrugas apresentam um aspecto de uma couve-flor.

Já os sintomas do HPV subclínico (não visível a olho nu) podem aparecer como lesões no colo do útero, na região perianal, pubiana e ânus.

DIAGNÓSTICO

O HPV pode ser diagnosticado através do exame ginecológico e de exames laboratoriais, como Papanicolau, colposcopia, peniscopia e anuscopia.

Deve-se realizar diagnóstico diferencial com outras lesões papilomatosas, incluindo variações anatômicas (glândulas sebáceas, pápulas perláceas do pênis), outras doenças infecciosas e neoplasias.

Lesões Benignas Comuns na Pele 

  • Querastoses seborréticas – lesões hipertróficas de superfície rugosa.
  • Nevos-lesões tipicamente elevadas, porém tipos pedunculados podem ocorrer.
  • Pápulas perláceas do pênis – pápulas circunscritas, com 1 a 2mm de diâmetro, usualmente sobre a porção proximal de glande.

Neoplasias (se houver suspeita, a biópsia se faz necessária)

  • Papulose boewnóide – carcinoma in situ, pápulas rugosas únicas ou múltiplas, de 2 a 4mm de diâmetro, variando de cor da pele a vermelhos-acastanhado, recalcitrante às terapias habituais para verrugas.
  • Melanona maligno – tipicamente único, pode ser plano ou elevado com variação na cor e formato.
  • Condiloma gigante ou tumor de Buschke-Lowenstein – lesão maligna de baixo grau, localmente invasiva que pode surgir como condiloma pedunculado.  

EXAMES

O HPV pode ser identificado por meio de lesões que aparecem ao longo do trato genital, podendo chegar até o colo do útero. Ao perceber essas alterações nos exames ginecológicos comuns, o médico poderá solicitar mais exames para confirmar o diagnóstico. Conheça os principais:

Papanicolau: exame preventivo mais comum, detecta as alterações que o HPV pode causar nas células e um possível câncer, mas não é capaz de diagnosticar a presença do vírus. Recomenda-se que as mulheres realizem anualmente a partir dos 25 anos de idade. Com dois resultados negativos, a periodicidade do exame passa a ser a cada três anos, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.

Colposcopia: feito com um aparelho chamado colposcópio, que aumenta a visão do médico de 10 a 40 vezes, o exame permite a identificação de lesões na vulva, na vagina e no colo do útero. A colposcopia é indicada nos casos de resultados anormais do exame de Papanicolau, para saber a localização precisa das lesões precursoras do câncer de colo do útero. Após a identificação das regiões com suspeita de doença, remove-se um fragmento de tecido (biópsia) para confirmação diagnóstica.

Detecção molecular do HPV

Captura Híbrida: é um teste qualitativo de biologia molecular. A técnica investiga a presença de um conjunto de HPV de alto risco, mesmo antes da manifestação de qualquer sintoma, por meio da detecção de seu DNA, confirmando ou descartando a existência da infecção pelo vírus. Para realizá-la, o médico deve obter material da região genital ou anal por meio de uma escovinha especial, que é enviada para análise laboratorial.

PCR (reação em cadeia de polimerase): por meio de métodos de biologia molecular com alta sensibilidade, esse teste detecta a presença do genoma dos HPV em células, tecidos e fluidos corporais. É capaz de identificar a presença de praticamente todos os tipos de HPV existentes.

PREVENÇÃO

Para evitar a contaminação pelo HPV recomendam-se os seguintes cuidados:

  • Uso de camisinha masculina, para todos os tipos de relações sexuais (oral, anal, genital);
  • Uso de camisinha feminina;
  • Vacina quadrivalente (previne contra o HPV 6,11,16 e 18) ou bivalente (previne contra o HPV 16 e 18);
  • Rotina do exame preventivo (Papanicolau);
  • Evitar fumar, beber em excesso e usar drogas, pois essas atividades debilitam o sistema de defesa do organismo, tornando a pessoa mais susceptível ao HPV.

TRATAMENTOS E CUIDADOS

Na maioria dos casos, o HPV não causa sintomas e é eliminado espontaneamente pelo corpo. Entretanto, de 30 a 40% dos tipos existentes de HPV podem afetar as áreas genitais de ambos os sexos, provocando lesões como as verrugas genitais e as alterações pré-cancerígenas no colo do útero. A forma de tratamento deverá ser escolhida levando-se em conta a idade da paciente, o tipo de HPV, a extensão e a localização das lesões.

Verrugas genitais

O tratamento para as verrugas genitais é bastante trabalhoso, já que elas podem voltar a aparecer várias vezes em até 50% dos casos, exigindo muitas aplicações, ao longo de semanas ou meses. É importante ter disciplina e paciência. Pode ser feito por laser, crioterapia (congelamento) ou cirurgia com uso de anestésicos locais. Podem ser utilizadas substâncias químicas diretamente nas verrugas, como a podofilina e seus derivados, e o ácido tricloroacético. Além disso, existem compostos que estimulam o sistema imune quando aplicados topicamente.

Câncer de colo de útero

O tratamento depende do estágio do câncer. Em alguns casos em que o câncer está restrito ao revestimento do colo do útero, o médico pode conseguir removê-lo completamente, por meio de bisturi ou excisão eletrocirúrgica.

Como o câncer pode recidivar, os médicos aconselham as mulheres a retornarem ao controle e à realização do exame de Papanicolau e da colposcopia a cada seis meses. Após dois resultados negativos, o seguimento passa a ser a cada três anos.

Quando o câncer se encontra em um estágio mais avançado, a histerectomia radical (cirurgia para a retirada do útero e das estruturas adjacentes) e a remoção dos linfonodos são necessárias. A radioterapia é altamente eficaz no tratamento do câncer de colo do útero avançado que não se disseminou além da região pélvica. Apesar de a radioterapia geralmente não provocar muitos problemas imediatos, pode afetar o reto e a vagina. Uma lesão tardia da bexiga ou do reto pode ocorrer e, geralmente, os ovários deixam de funcionar. Quando há disseminação do câncer além da pelve, a quimioterapia é algumas vezes recomendada.

Cuidados

Usar camisinha em todas as relações sexuais é importantíssimo para prevenir a transmissão do HPV e outras doenças. No caso do HPV, existe ainda a possibilidade de contaminação por meio do contato de pele com pele, e pele com mucosa. Isso significa que qualquer contato sexual – incluindo sexo oral e masturbação – pode transmitir o vírus. O contágio também pode ocorrer por meio de roupas e objetos, o que torna a vacina um elemento relevante da prevenção, bem como a prevenção e tratamento em conjunto do casal.

A vacina contra o HPV pode prevenir diversas doenças causadas pelo vírus. Conheça as indicações aprovadas pela Anvisa no Brasil, segundo o Guia do HPV:

Vacina CepaIndicaçãoDosesPrevine qual Câncer
BivalenteHPV 16 e 18.Mulheres de 10 a 25 anos.3
(hoje, 1 mês e 6 meses)
Previne Câncer do Colo do útero em até 70% dos casos.
QuadrivalenteContra HPV 6, 11, 16 e 18.Mulheres e Homens de 9 a 26 anos.3
(hoje, 2 meses e 6 meses)
Colo do útero: até 70% dos casos.
Vulva: até 50% dos casos.
Vagina: até 60% dos casos.
Ânus: até 90% dos casos.
Verrugas genitais:
até 90% dos casos.

Conviver com qualquer doença exige responsabilidade. Muitas vezes, receber um diagnóstico de uma doença sexualmente transmissível tem um impacto emocional muito negativo. Por isso, é importante fazer o acompanhamento ginecológico recomendado e seguir o tratamento conforme orientação médica.

Além disso, busque maneiras de falar sobre isso, com amigos, familiares e profissionais de saúde de sua confiança. Para manter uma vida sexual saudável e prazerosa, é preciso cuidar de si mesmo e do parceiro, encarando as situações difíceis com responsabilidade.

CONVIVENDO

A infecção genital por HPV por si só não contraindica uma gravidez. Se existirem lesões induzidas pelo HPV (tanto verrugas genitais como lesões em vagina e colo), o ideal é tratar primeiro e depois engravidar.

Se ocorrer a gravidez na presença dessas lesões, não existem grandes problemas; porém, as verrugas podem se tornar maiores em tamanho e quantidade devido ao estímulo hormonal característico da gestação. Nessa situação, podem existir maiores dificuldades no tratamento, e o médico avaliará se é possível a realização de parto normal ou não.

Existe a possibilidade de o HPV ser transmitido para o feto ou recém-nascido e causar verrugas na laringe do recém-nascido e/ou verrugas na genitália. O risco parece ser maior nos casos de lesões como as verrugas genitais. Mesmo nesses casos, o risco de ocorrer esse tipo de transmissão é baixo.

É muito importante que a gestante informe ao seu médico, durante o pré-natal, se ela ou seu parceiro sexual já tiveram ou têm HPV.

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Tempo de espera para Tentantes

É o período em que o casal tenta a gravidez de forma espontânea e não utiliza métodos contraceptivos. Durante esse tempo, não se pode considerar ainda o diagnóstico de infertilidade, pois é considerada normal certa demora para a concepção. Após esse período de tentativas sem sucesso, o médico ginecologista deve ser procurado para a realização de exames como parte da pesquisa básica de infertilidade.

Pesquisas apontam que, para casais em que a mulher tem até 35 anos de idade, a probabilidade mensal de que consigam engravidar é de 20%. Isso significa que cerca de 85% dos casais nessas condições devem obter êxito, dentro do tempo de espera necessário.

Dra Claudiani Branco explica aos casais Tentantes o tempo de espera, e como ele varia de acordo com a idade da mulher. Foto por Jonathan Borba no Unsplash.

O tempo regular de espera varia conforme a idade da mulher. Para mulheres até os 35 anos de idade, o período a partir do qual se deve procurar orientação médica deve ser de pelo menos um ano, mantendo-se relações sexuais frequentes principalmente na janela fértil da mulher. A janela fértil, também conhecida como período de ovulação, acontece entre o 12˚e o 15˚ dia do ciclo menstrual para a maioria das mulheres.

Com o passar do tempo, especialmente depois que a mulher atinge 35 anos de idade, as chances de gravidez vão diminuindo gradativamente. Assim, o tempo de espera de uma gravidez espontânea segue a seguinte tendência:

IdadeTempo de EsperaProbabilidade de Infertilidade
35 a 38 anos6 meses11%
39 aos 40 anos4 meses11%
40 aos 43 anos3 meseschegando a 33%
a partir dos 44 anos2 meses87%

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