LARCs: Contraceptivos reversíveis de longa ação

Os métodos contraceptivos mais eficazes existentes são os métodos de longa ação, também conhecidos como LARCs. A alta eficácia é garantida por não dependerem da memória da usuária e, como o próprio nome diz, sua ação é prolongada: entre 3 a 10 anos, dependendo do método escolhido. São eles os DIUs hormonais, DIU de cobre e implante.

Implante, DIU hormonal e de cobre são os métodos contraceptivos mais eficientes. Foto por Health Supplies Coalition no Unspash.
Escolha seu método contraceptivo de longo prazo

Os DIUs hormonais possuem eficácia superior à laqueadura, de apenas duas a três gestações a cada 1000 usuárias, e ação por até 5 anos. Os dois DIUs hormonais reduzem o fluxo menstrual com o passar do tempo.

O DIU de cobre é um contraceptivo sem hormônios e com ação de até 10 anos, mas sua alta eficácia é garantida pelo cobre, que causa um processo inflamatório no local e é tóxico para os espermatozóides. A eficácia do DIU de cobre é de cinco gestações a cada 1000 usuárias.

Já o implante é um contraceptivo inserido no braço da usuária por um médico e com ação garantida por até 3 anos. Ele também possui uma eficácia de duas gestações a cada 1000 mulheres, sendo um dos métodos contraceptivos mais eficazes do mercado.

Quer saber qual método é mais adequado para você? Entre em contato conosco, saiba mais e agende seu horário:

Referências

1.https://www.vivasuavida.com.br/pt/metodos-contraceptivos/#methods-

2.https://www.meuanticoncepcional.com.br/compare-os-metodos

DIU

DIUs são dispositivos intrauterinos com eficácia de longa ação, que pode variar de 5 a 10 anos, dependendo do tipo escolhido. Atualmente, estão disponíveis dois tipos de DIU: o hormonal, que contém levonorgestrel (um hormônio similar à progesterona), e o de cobre. Eles estão entre os contraceptivos mais eficazes que existem, pois não dependem da disciplina da usuária para fazerem efeito, ou seja, você não precisa lembrar de tomar.

O mais novo DIU hormonal, recém chegado no Brasil, possui 19,5 mg de hormônio e menores dimensões ou, em outras palavras, é o método com menor dose hormonal disponível no mercado brasileiro.

Quer saber mais?! Entre em contato conosco:

Referências:

1. Comittee on adolescent Health Care Long acting reversible contraception working group. Comittee opinion n. 539: Adolescents and long acting reversible contraception: implants and intrauterine devices. Obstet Gynecol. 2012;120(4):983-8.

2. Reinecke I, Hofman B, Mesic E, Drenth HJ, Garmann D. An Integrated Population Pharmacokinetic Analysis to Characterize Levonorgestrel Pharmacokinetics After Different Administration Routes. J Clin Pharmacol. 2018;58(12):1639-1654.

Posso ter tromboembolismo usando contraceptivos hormonais?

Alguns tipos de anticoncepcionais hormonais estão associados com o aumento do risco de problemas cardiovasculares. Um deles é o tromboembolismo venoso, que acontece quando coágulos se formam nas veias e bloqueiam a passagem do sangue. Em alguns casos, os coágulos podem até causar acidente vascular cerebral (AVC).

Embora os anticoncepcionais orais combinados à base de estrogênio sejam os mais associados com a ocorrência do tromboembolismo, há outros fatores que também podem aumentar o risco, como obesidade e tabagismo.

Cerca de 61,5% das mulheres que tiveram o problema, por exemplo, eram fumantes. Então, converse com o seu ginecologista para saber quais anticoncepcionais são mais adequados para o seu caso antes de escolher algum.

Inseminação Artificial

inseminação artificial é um dos métodos mais simples de reprodução assistida. Isso porque, muitas vezes, ela pode ser feita no próprio consultório médico. Ou seja, sem a necessidade de uma sala de cirurgia ou mesmo laboratório.

Realizada em casos que os espermatozóides não conseguem atingir as trompas, a técnica consiste em inserir os melhores espermatozóides dentro do útero da mulher, facilitando assim a união dos gametas para a formação do embrião.

Como é feita a técnica:

  1. Coleta de sêmen em laboratório . As amostras são selecionadas em laboratório, separando os espermatozóides de acordo com sua mobilidade.
  2. O espermatozóide também pode ser obtido em um banco de sêmen, caso a doação seja necessária.
  3. A mulher poderá utilizar hormônios para indução da ovulação. Durante a estimulação, são realizados ultrassonografias seriadas para acompanhar o crescimento dos fólicos (local onde se encontram os óvulos).
  4. Quando os folículos estão prontos, é administrado um hormônio que permite a  liberação dos óvulos. Neste momento de ovulação são inseridos os espermatozóides dentro do útero da mulher.
  5. Depois de todo esse procedimento, o teste de gravidez é feito com o passar de 2 semanas.

A importância do ácido fólico na gestação.

O ácido fólico é uma vitamina do complexo B (vitamina B9) que atua no processo de multiplicação das células e na formação de proteínas estruturais da hemoglobina. Sua forma natural, o folato, pode ser encontrada em vegetais de folhas verde escuras, como couve, brócolis e espinafre, mas ele é mal absorvido pelo organismo. Por isso, a forma sintética (ácido fólico) é a alternativa mais eficaz e prática para a mulher.

A ingestão dessa vitamina pode reduzir em até 75% o risco de má formação no tubo neural (estrutura que dará origem ao sistema nervoso central do bebê, incluindo cérebro e coluna) do feto, o que previne casos de anencefalia, paralisia de membros inferiores, incontinência urinária e intestinal nos bebês, além de diferentes graus de retardo mental e de dificuldades de aprendizagem escolar.

A Febrasgo (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) recomenda que as mulheres consumam uma suplementação de 400 microgramas de ácido fólico por dia um mês antes da gravidez e durante os três primeiros meses de gestação. 

Gravidez em tempos de coronavírus

De acordo com estudos iniciais realizados especificamente sobre o novo coronavírus, não foram encontradas evidências de que grávidas tenham maior risco de desenvolver complicações graves da COVID-19. Entretanto, estudos mais recentes demonstraram que mulheres com idade gestacional superior a 34 semanas e Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 30 apresentaram mais probabilidade de complicações respiratórias no decurso da COVID-19.

Embora a transmissão vertical – ou seja, da gestante para o feto – seja pouco provável, é necessário que haja medidas para prevenir infecções neonatais. Vários estudos demonstraram que não há transmissão da mãe para o feto, entretanto, existem relatos isolados de casos em que a transmissão da COVID-19 entre a parturiente e o recém-nato apresentaram probabilidade positiva, com detecção do vírus em extratos placentários. Apesar de já existir relato de detecção de vírus no leite materno, a amamentação continua sendo recomendada desde as primeiras horas de vida do bebê.

O fato de a gestante necessitar de visitas médicas regulares ou apresentar questões obstétricas no período pré-natal que demandem visitas hospitalares, a expõe a um maior risco de contaminação pelo novo coronavírus. Assim, as medidas preventivas, como uso de máscaras, cuidados com a higiene das mãos e isolamento social tornam-se de suma importância para esta população de mulheres. Além disso, as mudanças fisiológicas ocorridas durante a gestação podem deixar as futuras mamães mais vulneráveis a infecções em geral. Tendo isso em conta, no Brasil, o Ministério da Saúde incluiu as gestantes no grupo de risco. O mesmo vale para puérperas até duas semanas após o parto, incluindo as que sofreram aborto fetal.  

Ovários Policísticos

A Síndrome do Ovário Policístico, também conhecida pela sigla SOP, é um distúrbio endócrino que provoca alteração dos níveis hormonais, levando à formação de cistos nos ovários que fazem com que eles aumentem de tamanho.

É uma doença caracterizada pela menstruação irregular, alta produção do hormônio masculino e presença de micro cistos nos ovários.
Sua causa ainda não é totalmente esclarecida. A hipótese é que ela tenha uma origem genética e estudos indicam uma possível ligação entre a doença e a resistência à ação da insulina no organismo, gerando um aumento do hormônio na corrente sanguínea que provocaria o desequilíbrio hormonal.

SINTOMAS

A falta crônica de ovulação ou a deficiência dela é o principal sinal da síndrome. Em conjunto, outros sintomas podem ajudar a detectar essa doença, como:

  • Atrasos na menstruação (desde a primeira ocorrência do fluxo);
  • Aumento de pelos no rosto, seios e abdômen;
  • Obesidade;
  • Acne.

Em casos mais graves, pode predispor o desenvolvimento de diabetes, doenças cardiovasculares, infertilidade e câncer do endométrio.

DIAGNÓSTICO

Para realizar o diagnóstico da síndrome dos ovários policísticos são necessários o exame clínico, o ultrassom ginecológico e exames laboratoriais.

Ovário Policístico

Através do ultrassom, a doença é percebida pelo aparecimento de muitos folículos ao mesmo tempo na superfície de cada ovário. Esse ultrassom deve ser feito entre o terceiro e o quinto dia do ciclo menstrual. Não sendo a mulher virgem, deve-se dar preferência à técnica de ultrassom transvaginal.

É importante definir que esses resultados não se aplicam a mulheres que estejam tomando pílula anticoncepcional. Se houver um folículo dominante ou um corpo lúteo, é importante repetir o ultrassom em outro ciclo menstrual para realizar o diagnóstico corretamente.

Mulheres que apresentam apenas sinais de ovários policísticos ao ultrassom sem desordens de ovulação ou hiperandrogenismo não devem ser consideradas como portadoras da síndrome dos ovários policísticos.

TRATAMENTOS E CUIDADOS

O tratamento da síndrome dos ovários policísticos depende dos sintomas que a mulher apresenta e do que ela pretende. Cabe ao médico e à paciente a avaliação do melhor tratamento, mas para isso é fundamental questionar se a paciente pretende engravidar ou não. Os principais tratamentos são:

Anticoncepcionais orais – Não havendo desejo de engravidar, grande parte das mulheres se beneficia com tratamento à base de anticoncepcionais orais. A pílula melhora os sintomas de aumento de pelos, aparecimento de espinhas, irregularidade menstrual e cólicas. Não há uma pílula específica para o controle dos sintomas. Existem pílulas que têm um efeito melhor sobre a acne, espinhas e pele oleosa. Mulheres que não podem tomar a pílula se beneficiam de tratamentos à base de progesterona.

Cirurgia – Cada vez mais os métodos cirúrgicos para essa síndrome têm sido abandonados em função da eficiência do tratamento com anticoncepcionais orais.

Antidiabetogênicos orais – Estando a síndrome dos ovários policísticos associada à resistência insulínica, um dos tratamentos disponíveis é por meio de medicamentos para diabetes.

Dieta e atividade física – Essas pacientes devem ser orientadas em relação à dieta e atividade física, simultaneamente com as medidas terapêuticas.

Indução da ovulação – Se a paciente pretende engravidar, o médico lhe recomendará tratamento de indução da ovulação, não sem antes afastar as outras possibilidades de causas de infertilidade. Não se deve fazer esse tratamento em mulheres que não estejam realmente tentando engravidar.

Endometriose

Patologia em que o tecido endométrio, que normalmente reveste o útero cresce fora do útero. Na endometriose o tecido pode estar presente nos ovários, nas tubas uterinas, bexiga ou no intestino.

Comparação entre um útero saudável e um útero com áreas afetadas pela Endometriose.
Comparação entre um útero saudável e um útero com áreas afetadas pela Endometriose.

A endometriose pode comprometer a fertilidade da mulher, é umas das principais causas de infertilidade e pode comprometer muito a qualidade de vida pois pode  causar dor antes ou durante a menstruação e na relação sexual, mas muitas vezes ela é assintomática.

Diante da suspeita, o exame ginecológico clínico é o primeiro passo para o diagnóstico, que pode ser confirmado pelos seguintes exames laboratoriais e de imagem: visualização das lesões por laparoscopia, ultrassom endovaginal, ressonância magnética e um exame de sangue chamado marcador tumoral CA-125, que se altera nos casos mais avançados da doença. O diagnóstico de certeza, porém, depende de uma biópsia.

A endometriose é uma doença crônica que regride espontaneamente com a menopausa, em razão da queda na produção dos hormônios femininos.

Mulheres mais jovens podem valer-se de medicamentos que suspendem a menstruação: a pílula anticoncepcional tomada sem intervalos e os análogos do GnRH. O inconveniente é que estes últimos podem provocar efeitos colaterais adversos.

Lesões maiores de endometriose, em geral, devem ser retiradas cirurgicamente. Quando a mulher já teve os filhos que desejava, a remoção dos ovários e do útero pode ser uma alternativa de tratamento.

Procure o ginecologista para avaliar e escolher o tratamento mais adequado.

Agosto Dourado

Olá! Conhecido como o mês de aleitamento materno, é em Agosto celebramos o leite materno, daí vem a homenagem com o Agosto “Dourado”, cor que demonstra a importância e qualidade ouro do leite da mãe.

Temos neste outro artigo um link para os principais bancos de leite. Incentive essa causa: a amamentação e a doação.

O aleitamento é vital e há estudo que comprova que crianças até 5 anos de idade superam com facilidade problemas de saúde no inicio da vida graças ao leite materno. (Fonte: site da marinha do Brasil.)

Vamos celebrar e ressaltar a importância junto as mamães que conhecemos! Até o próximo artigo!

DSTs, ISTs e a Fertilidade

Pink and white flower by Yash Garg on Unspash

DST ou IST são causadas por diversos agentes e transmitidas por relação desprotegida. As principais DST´s são a clamídia, gonorréia, hpv, sífilis, hiv, hepatites virais, tricomoníase e herpes genital.

Os sintomas são variáveis, podendo surgir corrimentos, verrugas e dor pélvica. Muitas vezes podem ser assintomáticas, como no caso da clamídia, que na mulher pode desenvolver a doença infamatória pélvica, podendo lesionar as trompas, levando a complicações como a Infertilidade.

Para a maioria das condições há solução se uma DST for tratada a tempo com acompanhamento ginecológico. Na maioria dos casos o tratamento é feito com cremes vaginas, vacinas ou remédios específicos recomendados pelo seu ginecologista.

Por isto é muito importante realizar exames anuais de rotina para diagnosticar e tratar a tempo para que não ocorram complicações.