Infertilidade Feminina

Dra Claudiani Branco, Ginecologista, fala sobre a Infertilidade Feminina. Foto por

Para analisar as causas da infertilidade feminina, a mulher deve se submeter a alguns exames. São vários fatores que podem causar a dificuldade de engravidar. Dentre os mais comuns, estão:

  • Distúrbios hormonais que impedem ou dificultam o crescimento e a liberação do óvulo (ovulação);
  • Síndrome dos ovários policísticos;
  • Problemas nas trompas ou tubas uterinas, provocados por infecções ou cirurgias;
  • Endometriose;
  • Ligadura das trompas;
  • Muco cervical que impede a passagem dos espermatozoides;
  • Infecção no colo do útero;
  • Idade.

Segundo conhecimentos tradicionais da medicina, a produção dos óvulos ocorre juntamente com a formação do feto. Ou seja, as mulheres já nascem com o número de óvulos que serão liberados a cada menstruação. Dessa forma, quanto mais idade a mulher tiver, mais velho será o óvulo, dificultando a ocorrência da gravidez. Estudos recentes apontam, entretanto, a probabilidade de que mulheres adultas também produzam novos óvulos, o que poderia ampliar a eficácia dos tratamentos de infertilidade feminina.

Problemas no útero são comuns. Alguns desequilíbrios hormonais ocorridos no período fértil podem tornar o muco cervical mais espesso, dificultando ou impossibilitando a passagem dos espermatozoides. Os desequilíbrios hormonais também são recorrentes após os 35 anos de idade. Endometriose ou leiomiomas também podem dificultar a gravidez.

O hábito de fumar também afeta a fertilidade feminina. O fumo pode interferir na gametogênese ou na fertilização, na implantação do óvulo concebido ou na perda subclínica após a implantação. Assim, a mulher que deseja engravidar deve parar de fumar no mínimo dois meses antes de iniciar as tentativas. Segundo estudos, a fertilidade da mulher é mais afetada pelo tabagismo que a do homem, embora este também possa enfrentar consequências negativas do fumo ao tentar ser pai.

Para detectar qual é a causa da infertilidade, o casal deve procurar o médico ginecologista, primeiramente, e relatar os problemas apresentados. Após o diagnóstico de infertilidade feminina, serão solicitados exames complementares para identificar suas causas e possíveis tratamentos.

Para mais informações sobre a sua fertilidade, converse comigo através dos canais abaixo:

O que é OVULAÇÃO?

O processo de ovulação na mulher é uma das fases do ciclo menstrual, é a etapa em que o óvulo é liberado pelo ovário e chega até as trompas para seguir rumo ao útero e ser fecundado.

A ovulação é o início do processo que prepara a mulher para engravidar. Foto por Ava Sol no Unsplash.

Nessa etapa há a liberação de dois hormônios produzidos pela hipófise: o FSH e o LH. O Hormônio Folículo Estimulante (FSH) permite que os óvulos (ou folículos) se desenvolvam no ovário. E o Hormônio Luteinizante (LH) age no folículo para que este atinja seu desenvolvimento máximo seja liberado como o óvulo maduro.

Após a liberação do óvulo, o folículo ovariano se transforma em corpo lúteo, uma estrutura endócrina temporária e característica das mulheres, que produz progesterona para preparar o organismo para uma possível fecundação. Caso não ocorra a fecundação, este corpo lúteo e o óvulo serão expelidos na forma de menstruação.

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Inseminação Artificial

inseminação artificial é um dos métodos mais simples de reprodução assistida. Isso porque, muitas vezes, ela pode ser feita no próprio consultório médico. Ou seja, sem a necessidade de uma sala de cirurgia ou mesmo laboratório.

Realizada em casos que os espermatozóides não conseguem atingir as trompas, a técnica consiste em inserir os melhores espermatozóides dentro do útero da mulher, facilitando assim a união dos gametas para a formação do embrião.

Como é feita a técnica:

  1. Coleta de sêmen em laboratório . As amostras são selecionadas em laboratório, separando os espermatozóides de acordo com sua mobilidade.
  2. O espermatozóide também pode ser obtido em um banco de sêmen, caso a doação seja necessária.
  3. A mulher poderá utilizar hormônios para indução da ovulação. Durante a estimulação, são realizados ultrassonografias seriadas para acompanhar o crescimento dos fólicos (local onde se encontram os óvulos).
  4. Quando os folículos estão prontos, é administrado um hormônio que permite a  liberação dos óvulos. Neste momento de ovulação são inseridos os espermatozóides dentro do útero da mulher.
  5. Depois de todo esse procedimento, o teste de gravidez é feito com o passar de 2 semanas.

Como restaurar a fertilidade

Dependendo de cada casal, existem algumas das principais possibilidades de técnicas de tratamento para restaurar a fertilidade:

FIV: fertilização in-vitro – a técnica consiste em inserir o embrião, que é manipulado em laboratório de reprodução assistida, no interior da cavidade do útero da mulher.

Fertilização Invitro

IIU: inseminação intrauterina – a técnica consiste em inserir os melhores espermatozóides no útero da mulher, facilitando a fecundação natural do óvulo.

Inseminação Intrauterina

Maiores esclarecimentos só podem ser dados mediante uma visita ao seu médico de confiança, onde a melhor alternativa será utilizada.

Preservar a Fertilidade

No dia a dia da mulher são tantas preocupações! É a carreira profissional, a procura pelo relacionamento ideal, a segurança financeira, a incerteza da maternidade… Tanta coisa!

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Os fatores são os mais diversos, levando as mulheres cada vez mais tarde para a escolha do momento exato para ser mãe.

Porém, com a idade mais madura surgem dificuldades para engravidar.

Pensando nestas mulheres, foram criados meios de ajudá-las a  não perderem o tempo biológico da maternidade. Hoje em dia, existe a possibilidade de congelar os óvulos para planejar o momento ideal da gravidez.

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A preservação da fertilidade pode ser necessária também frente a situações como tratamentos oncológicos ou cirurgias que colocam em risco a fertilidade.

Quando a gravidez não ocorre de forma espontânea será necessário recorrer a reprodução assistida, que será abordada futuramente aqui.

Fertilidade

A partir dos 35 anos, a fertilidade feminina começa a cair bruscamente.

Com isto, as chances de engravidar após os 40 anos são muito menores, enquanto aumentam as possibilidades de ocorrência de má formação e de abortamentos.

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A idade afeta a quantidade e a qualidade dos óvulos. Na medida em
que a menopausa vai se aproximando, os ovários podem não responder bem aos hormônios responsáveis por ajudar na ovulação.