Como tratar os sintomas da Menopausa?

Ginecologista Dra. Claudiani Branco explica sobre os sintomas da menopausa e como tratá-los.  Foto por Averie Woodard no Unsplash.

A idade média da instalação da menopausa é por volta dos 45 anos. Este é o período em que a mulher deixa de produzir hormônios e poderá ter sintomas muito fortes, o que interfere no dia a dia e na qualidade de vida. Conheça os principais sintomas da menopausa e como tratá-los.

Sintomas da menopausa

A interrupção na produção de estrogênio, hormônio responsável pelo controle da ovulação, é a principal responsável pelos sintomas da menopausa. Saiba quais são as principais alterações que a ausência desse hormônio pode causar:

Sintomas vasomotores (SVM) – são as ondas de calor no pescoço, face e peitos que atingem até 80% das mulheres;

Síndrome geniturinária (SGM) – alterações na vulva, vagina, uretra e bexiga. A mulher pode apresentar desconforto vaginal, dificultando manter relações sexuais.

Irritabilidade e depressão – o estrogênio está associado a sentimentos de bem-estar e autoestima elevada, a falta dele pode causar depressão;

Osteoporose – por causa da ausência de estrogênio, após a menopausa a mulher pode ter osteoporose, doença que causa enfraquecimento ósseo, o que pode levar à fraturas;

Alterações no corpo – é possível que a falta do hormônio cause a diminuição do brilho da pele e favoreça a concentração de gordura na barriga;ü Alterações no corpo – é possível que a falta do hormônio cause a diminuição do brilho da pele e favoreça a concentração de gordura na barriga;

Descontrole do colesterol – o estrogênio também está relacionado ao equilíbrio entre colesterol bom (HDL) e colesterol ruim (LDL) no sangue.

Tratamento para a menopausa

A terapia hormonal (TH), que é a reposição dos hormônios estrogênio e progesterona por meio de medicamentos, alivia efetivamente os sintomas da menopausa e tem como objetivo melhorar a qualidade de vida da mulher nessa nova fase.

Entretanto, é preciso manejar os riscos. A terapia hormonal aumenta as chances do desenvolvimento de algumas doenças, como tromboembolia pulmonar, câncer de mama, câncer de endométrio e doença hepática, além de apresentar sangramento vaginal não diagnosticado ou porfiria (distúrbio provocado por deficiências de enzimas).

O tratamento deve ser individualizado e é preciso acompanhar a manutenção dos benefícios, a melhora da qualidade de vida e o aparecimento de efeitos adversos nas mulheres que optarem por este tratamento. Converse com um médico de confiança para entender o que é melhor para o seu caso.

E precisando, você pode entrar em contato comigo através dos canais abaixo no modo de consulta online:

Laser íntimo

Dra Claudiani Branco dá a sua opinião sobre o tratamento com o Laser Íntimo ou Intravaginal, e seus benefícios funcionais e estéticos. Foto por Averie Woodard no Unsplash.

Benefícios do tratamento Funcional

As mudanças no corpo feminino levam a vagina a perder elasticidade e firmeza. Isso faz com que as mulheres sofram com problemas como incontinência urinária leve, ressecamento da região, dor durante a relação sexual, entre outros efeitos.

Uma das possibilidades de cuidado é o laser íntimo ou intravaginal. O tratamento oferece bons resultados.

Com a aplicação adequada, o tratamento ajuda a combater a síndrome de relaxamento vaginal. Ela acontece quando a estrutura original é perdida, como por causa de um parto normal com grande pressão. A queda hormonal na menopausa também impacta a plasticidade e a forma do canal vaginal.

Com o bom emprego do laser, há a otimização da maleabilidade da pele, umidificação da região e redução de incômodos ou pruridos. O laser é capaz de remodelar a estrutura vaginal, de modo a garantir bons resultados para o corpo feminino.

Há um ganho na espessura da região, uma melhoria na vida sexual e maior segurança no cotidiano — especialmente, em relação à questão da incontinência urinária leve.

O tratamento é ótimo também para as mulheres na menopausa. Isso porque a queda hormonal naquele período impacta a plasticidade e a forma do canal vaginal.

Benefícios do tratamento Estético

Além dos apontados anteriormente, como a incontinência urinária leve, a melhora dos sintomas vaginais da menopausa em mulheres que não podem (ou não querem) usar hormônios, promove também clareamento da região íntima, tratamento da flacidez e das assimetrias dos grandes lábios, correção dos pequenos lábios (quando muito proeminentes); além de tratamento de cicatrizes, marcas e até excesso de suor nessa área. 

Esclarecimento de dúvidas

Se você deseja mais informações sobre o tratamento com laser íntimo ou intravaginal, agende um horário para conversarmos pessoalmente através dos canais abaixo:

GORDURA ABDOMINAL

A gordura abdominal deve ser evitada a qualquer custo. Aqui listo algumas dicas. Foto por Ehimetalor Akher no Unsplash.

É o acúmulo de gordura na região abdominal, ou seja, a região da barriga. Há basicamente dois tipos dessa gordura: visceral e subcutânea. A visceral é quando há gordura nas vísceras do abdômen. É considerada a mais perigosa, pois fica próxima aos órgãos vitais e do sistema circulatório. Já a subcutânea é aquela que fica sob a pele.

Para saber se a gordura abdominal está prejudicando a saúde, é calculada a circunferência do abdômen e o Índice de Massa Corporal (IMC). A região é medida utilizando-se a fita métrica.

Confira a sua circunferência abdominal e os possíveis riscos à sua saúde:

Risco aumentadoRisco significantemente aumentado
HomensMaior ou igual a 94 cmMaior ou igual a 102 cm
MulheresMaior ou igual a 80 cmMaior ou igual a 88 cm
Circunferência Abdominal – Medidas de Risco

A presença de gordura em excesso no abdômen sempre foi um indicador de sobrepeso, mas agora ela está ganhando ainda mais atenção dos médicos especialistas. Isso porque pesquisas mostram que esse tipo de gordura está diretamente relacionado às alterações do metabolismo e ao maior risco de doenças cardiovasculares, como por exemplo, a resistência à insulina (o diabetes), a hipertensão e o infarto do miocárdio. Mulheres que estão na menopausa possuem mais risco de ter gordura abdominal em excesso.

Acredita-se que o maior perímetro de cintura está relacionado com o aumento de risco de sofrer doenças cardiovasculares, independentemente do peso ou da idade do paciente.

PREVENÇÃO

Para prevenir as doenças cardiovasculares e o diabetes, é necessário evitar o excesso de gordura abdominal. Confira abaixo algumas dicas para diminuir a gordura nesse local.

  • Faça exercícios aeróbicos diariamente por 20 a 30 minutos. Caminhadas, natação e bicicleta são algumas das opções;
  • Faça  entre cinco ou seis pequenas refeições por dia, a intervalos médios  de três horas, sempre se lembrando de comer com moderação e escolhendo com cuidado o que comer;
  • Atenção na mastigação dos alimentos;
  • Coma frutas, verduras e alimentos ricos em fibras;
  • Reduza o consumo de alimentos gordurosos, como frituras (por exemplo, batatas fritas) e salgadinhos industrializados. Evite também aqueles alimentos com muito açúcar, como bolos e tortas, doces e refrigerantes;
  • Não exagere no consumo de sal ou de bebidas alcoólicas;
  • É recomendável ingerir 2 litros de água por dia.

Para mais informações, agende um bate papo comigo em meu consultório através dos botões abaixo:

OUTUBRO ROSA: Qual a relação entre a menopausa e o câncer de mama?

A progesterona e o estrogênio – hormônios produzidos pelos ovários durante todo o período fértil da mulher – estimulam cerca de 60% dos casos de câncer de mama.

A menopausa é caraterizada por uma queda hormonal. No entanto, ela sozinha não contribui para o câncer de mama.

Ainda que a menopausa reduza consideravelmente a produção dos hormônios femininos, isso não significa que a chance do aparecimento do câncer diminua também quando a mulher entra nessa fase.

Na realidade, a maior incidência da doença ocorre após os 40 anos, em um período chamado de perimenopausa.

Para mais dicas como essas, fale comigo:

Menopausa

Menopausa é o nome que se dá à última menstruação, um episódio que ocorre, em geral, entre os 45 e 55 anos. Quando ocorre por volta dos 40 anos, é chamada de menopausa prematura ou precoce.

Muitas vezes, o termo menopausa é empregado indevidamente para designar o climatério, que é a fase de transição do período reprodutivo, ou fértil, para o não reprodutivo na vida da mulher.

Mulher feliz em meio a uma árvore. Foto por Fernando Cferdo no Unsplash.
Converse com o Ginecologista para entender e ingressar bem nessa fase da sua vida

A principal característica da menopausa é a parada das menstruações.

No entanto, em muitas mulheres, a menopausa se anuncia por irregularidades menstruais, menstruações mais escassas, hemorragias, menstruações mais ou menos frequentes. Outros sinais e sintomas característicos como ondas de calor (fogachos), alterações do sono, da libido e do humor, bem como atrofia dos órgãos genitais, aparecem em seguida.

O tratamento para mulheres na menopausa que podem ajudar na melhora dos sintomas podem ser divididos em medicamentosos e comportamentais. As pacientes se beneficiam bastante de mudança no estilo de vida como alimentação saudável, prática regular de exercícios físicos ou início de determinado tipo de hobby, diminuição de peso, cessação de tabagismo ou abuso de álcool. 

O tratamento medicamentoso depende muito dos sintomas que a paciente relata, porém ele pode ser realizado com auxílio de reposição hormonal, antidepressivos, fitoterápicos e cremes vaginais, tanto hormonais quanto lubrificantes, que diminuem o ressecamento local. Atualmente também há o uso do laser íntimo que é uma terapia inovadora e não invasiva que propicia o rejuvenescimento vaginal.

É importante conversar com um ginecologista para avaliar os sintomas e tratamento adequado para cada mulher. Se necessário, converse comigo:

Endometriose

Patologia em que o tecido endométrio, que normalmente reveste o útero cresce fora do útero. Na endometriose o tecido pode estar presente nos ovários, nas tubas uterinas, bexiga ou no intestino.

Comparação entre um útero saudável e um útero com áreas afetadas pela Endometriose.
Comparação entre um útero saudável e um útero com áreas afetadas pela Endometriose.

A endometriose pode comprometer a fertilidade da mulher, é umas das principais causas de infertilidade e pode comprometer muito a qualidade de vida pois pode causar dor antes ou durante a menstruação e na relação sexual, mas muitas vezes ela é assintomática.

Diante da suspeita, o exame ginecológico clínico é o primeiro passo para o diagnóstico, que pode ser confirmado pelos seguintes exames laboratoriais e de imagem: visualização das lesões por laparoscopia, ultrassom endovaginal, ressonância magnética e um exame de sangue chamado marcador tumoral CA-125, que se altera nos casos mais avançados da doença. O diagnóstico de certeza, porém, depende de uma biópsia.

A endometriose é uma doença crônica que regride espontaneamente com a menopausa, em razão da queda na produção dos hormônios femininos.

Mulheres mais jovens podem valer-se de medicamentos que suspendem a menstruação: a pílula anticoncepcional tomada sem intervalos e os análogos do GnRH. O inconveniente é que estes últimos podem provocar efeitos colaterais adversos.

Lesões maiores de endometriose, em geral, devem ser retiradas cirurgicamente. Quando a mulher já teve os filhos que desejava, a remoção dos ovários e do útero pode ser uma alternativa de tratamento.

Procure o ginecologista para avaliar e escolher o tratamento mais adequado. Se precisar, marque uma consulta comigo através dos canais abaixo:

Fertilidade

A partir dos 35 anos, a fertilidade feminina começa a cair bruscamente.

Com isto, as chances de engravidar após os 40 anos são muito menores, enquanto aumentam as possibilidades de ocorrência de má formação e de abortamentos.

Photo by Markus Winkler on Unsplash

A idade afeta a quantidade e a qualidade dos óvulos. Na medida em
que a menopausa vai se aproximando, os ovários podem não responder bem aos hormônios responsáveis por ajudar na ovulação.