Prematuridade: entenda como é feito o rastreamento e prevenção

O parto pré-termo pode ser previsto e prevenido com algumas técnicas em exames de imagem. É considerado pré-termo um parto que ocorre antes de 37 semanas de gestação. No entanto, podemos classificar essa prematuridade dependendo do quanto antes das 37 semanas esse parto acontece.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define como:

Ginecologista e Obstetra Dra. Claudiani fala sobre prematuridade.
  • Pré-termo moderado/tardio: 32 – 36+6 sem
  • Muito pré-termo: 28 – 31+6 sem
  • Pré-termo extremo: < 28 sem

Já o Centers for Disease Control and Prevention (CDC) dos Estados Unidos, a classificação é:

  • Pré-termo: < 37 sem
  • Pré-termo tardio: 34 – 36+6 sem
  • Pré-termo precoce: < 34 sem

No Brasil, 30% dos fetos que nascem antes das 37 semanas de gestação vêm à óbito. Para evitar isso, é feito o rastreamento e prevenção da prematuridade.

História da gestante

Existem alguns fatores de risco que aumentam as chances de parto prematuro, como parto prematuro prévio e um intervalo menor de 18 meses entre gestações. Para entender o risco de prematuridade, também é importante analisar fatores da gestação atual, como:

  • Gravidez de múltiplos;
  • Etnia dos genitores;
  • Gravidez fruto de reprodução assistida;
  • Presença de hematomas ou sangramentos;
  • Presença de malformação uterina.
  • Marcadores biométricos

Há ainda um importante marcador biométrico, localizável via ultrassom, que é a medida do colo uterino no segundo semestre:

  • < 25 mm → 12,5% de chance de um parto prematuro
  • 25 – 29 mm → 2,4% de chances de um parto prematuro
  • ≥ 30 mm → 0,1% de chances de um parto prematuro

A visibilidade para medição do colo uterino é melhor pelo US transvaginal (100%) do que pelo abdominal (49%). As boas práticas no momento dessa medição são:

  • Bexiga vazia;
  • Posição de litotomia;
  • Transdutor endovaginal de 5MHz;
  • Identificação do orifício interno, externo, canal cervical e mucosa cervical;
  • Posicionamento do transdutor sem compressão sobre o colo;
  • Magnificação da imagem até que o colo ocupe pelo menos 75% da tela;
  • Medida da distância entre o OI e o OE de forma linear;
  • Executar 3 medidas durante pelo menos 3 minutos e considerar a menor;
  • Notar as mudanças dinâmicas do segmento inferior do útero.

Com esse biomarcador e a história da gestante, já é possível prever as chances de um parto prematuro usando outro algoritmo da The Fetal Medicine Foundation. No entanto, existem outros marcadores, relacionados ao líquido amniótico e ao conteúdo vaginal.

Como prevenir?

A administração do hormônio progesterona é considerada uma estratégia eficiente. Foi verificado que o uso do hormônio (seja por injeção intramuscular ou através de um anel vaginal) trouxe benefícios, reduzindo até mesmo o risco de óbito do recém-nascido. Outro método apontado é a cerclagem, um ponto no colo uterino que visa reduzir o risco do parto prematuro, ao impedir que ele se abra muito cedo.

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Os 3 Pilares do Parto Humanizado

  • Protagonismo da mulher
  • Acolhimento
  • Respeito

Dói. Dói, é incômodo, é assustador. Mas se a mulher se sente acolhida e respeitada em suas decisões, é possível parir naturalmente, com segurança. Essa é a ideia do parto humanizado: respeitar e dar condições seguras para mãe e bebê no momento do parto.

No parto humanizado, a protagonista é a parturiente. Afinal, é ela quem faz o parto, é ela quem sabe se quer ficar em pé, sentada, deitada ou andando.

Ginecologista e Obstetra Dra. Claudiani fala sobre Parto Humanizado

Ela quem sabe o limite da dor, a hora – talvez – de pedir analgesia, ou uma massagem nas costas, ou um banho morno, metodologias não farmacológicas que ajudam a reduzir a dor.

É muito importante que a gestante faça seu plano de parto e que os 3 pilares do parto humanizado seja seguido, assim este momento de tanta incerteza e fragilidade se tornaram inesquecível de forma saudável.

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Menstruação, o que é?

Ginecologista Dra Claudiani Branco explica o que é a Menstruação.

Menstruação é a descamação das paredes internas do útero quando não há fecundação. Essa descamação faz parte do ciclo reprodutivo da mulher e acontece todo mês. O corpo feminino se prepara para a gravidez, e quando esta não ocorre, o endométrio (membrana interna do útero) se desprende. O fluxo menstrual é composto, assim, por sangue e tecido uterino.

O período menstrual faz parte do ciclo reprodutivo da mulher, que acontece em fases:

  1. Fase pré-ovulatória – Período em que o óvulo se desenvolve para sair do ovário e o útero se prepara para receber um óvulo fecundado;
  2. Ovulação – Processo que ocorre entre o 13º e 15º dia antes da próxima menstruação.  Nessa fase, a mulher está fértil e tem maiores chances de engravidar;
  3. Fase pós-ovulatória – quando o óvulo não é fecundado, ele morre após 12 ou 24 horas. Após essa morte, há o início de uma nova menstruação.

É possível evitar a menstruação a fim de melhorar os sintomas da cólica, da TPM e da endometriose com o uso dos anticoncepcionais nos chamados regime contínuo (não há pausa) e regime estendido (a pausa é realizada após 84 dias)e regime flexível (pausa entre o 24° e 120° dia da pílula, de acordo com o que a mulher optar).

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Alterações na menstruação devido a Tireoide

Dra Claudiani Branco Ginecologista e Obstetra explica alterações na menstruação devido a tireoide.

Os distúrbios da tireoide podem levar a alterações na menstruação. Mulheres que sofrem de hipotireoidismo, podem ter uma menstruação mais abundante e com mais cólicas, enquanto no hipertiroidismo, é mais comum uma redução do sangramento, que pode mesmo ser ausente. 

Estas alterações menstruais podem acontecer porque os hormônios da tireoide influenciam diretamente os ovários, causando irregularidades menstruais. 

Como a Tireoide afeta a Menstruação 

As possíveis alterações que podem acontecer no ciclo menstrual podem ser:

Alterações em caso de hipotireoidismo

Quando a tireoide produz menos hormônios do que deveria, pode ocorrer:

  • Aparecimento da menstruação antes dos 10 anos, que pode acontecer porque o TSH aumentando tem um pequeno efeito semelhante aos hormônios FSH e LH, que são responsáveis por regular a menstruação.;
  • Menstruação antecipada, ou seja, a mulher que tinha um ciclo de 30 dias, pode passar a ter de 24 dias, por exemplo, ou a menstruação pode vir fora de hora;
  • Aumento do fluxo menstrual, chamada de menorragia, sendo necessário trocar o absorvente mais vezes ao longo do dia e, além disso, o número de dias da menstruação pode aumentar;
  • Cólicas menstruais mais intensas, chamadas de dismenorreia, que causa dor pélvica, dor de cabeça e mal-estar, podendo ser necessário tomar analgésicos para alívio da dor.  
  • Outra alteração que pode acontecer é a dificuldade para engravidar, porque há uma diminuição da fase lútea. Além disso, pode ainda ocorrer galactorreia, que consiste na saída de ‘leite’ pelos mamilos, ainda que a mulher não esteja grávida.

Alterações em caso de hipertireoidismo 

Quando a tireoide produz mais hormônios do que deveria, pode surgir:

  • Atraso da 1ª menstruação, quando a menina ainda não teve sua menarca e já apresenta hipertiroidismo na infância;
  • Menstruação atrasada, devido a alterações no ciclo menstrual, que pode ficar mais espaçado, havendo um maior intervalo entre os ciclos;
  • Diminuição do fluxo menstrual, que pode ser percebido nos absorventes, porque há menos sangramento por dia; 
  • Ausência da menstruação, que se pode prolongar por vários meses.

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Dor na barriga na gravidez?O que é, o que fazer…

Dra Claudiani Branco Ginecologista e Obstetra explica o que é a dor na barriga na gravidez, e os cuidados com esse sintoma.

A dor abdominal na gravidez pode ser causada pelo crescimento do útero, constipação intestinal ou gases, e pode ser aliviada através de uma alimentação equilibrada, exercício físico ou chás.

Porém, ela também pode indicar situações mais graves, como gravidez ectópica, descolamento da placenta, pré-eclâmpsia ou até mesmo aborto. Nestes casos, a dor, geralmente, vem acompanhada de sangramento vaginal, inchaço ou corrimento e nesse caso, a gestante deve ir imediatamente ao hospital.

Causas mais comuns de dor abdominal na gravidez:

No 1º trimestre da gravidez

As principais causas de dor abdominal no primeiro trimestre de gravidez, que corresponde ao período de 1 a 12 semanas de gestação, incluem:

1. Infecção urinária

A infecção urinária é um problema muito comum da gestação e que é mais frequente de acontecer no início da gestação, podendo ser percebida por meio do surgimento de dor no fundo do abdômen, queimação e dificuldade para urinar, vontade urgente de urinar mesmo tendo pouca urina, febre e enjoos.

2. Gravidez ectópica

A gravidez ectópica acontece devido ao crescimento do feto fora do útero, sendo mais comum nas trompas e, por isso, pode surgir até às 10 semanas de gestação. A gravidez ectópica normalmente é acompanhada de outros sintomas, como dor abdominal intensa em apenas um lado da barriga e que piora com o movimento, sangramento vaginal, dor durante o contato íntimo, tonturas, náuseas ou vômitos.

3. Aborto espontâneo

O aborto é uma emergência e que acontece com mais frequência antes das 20 semanas e pode ser percebido por meio da dor abdominal em baixo ventre, sangramento vaginal ou perda de líquidos pela vagina, saída de coágulos ou tecidos, e dor de cabeça.

No 2º trimestre

A dor no 2º trimestre da gravidez, que corresponde ao período de 13 a 24 semanas, normalmente é causada por problemas como:

1. Pré-eclâmpsia

A pré-eclâmpsia é o aumento de forma súbita da pressão arterial na gravidez, que é difícil de tratar e que pode representar risco tanto para a mulher quanto para o bebê. Os principais sinais e sintomas de pré-eclâmpsia são dor na parte superior direita do abdômen, náuseas, dor de cabeça, inchaço das mãos, pernas e rosto, além de visão embaçada.

2. Descolamento da placenta

O descolamento da placenta é um problema grave da gravidez que pode se desenvolver após as 20 semanas e que pode provocar o parto prematuro ou aborto dependendo das semanas de gestação. Essa situação gera sintomas como dor abdominal intensa, sangramento vaginal, contrações e dor no fundo das costas.

3. Contrações de treinamento

As contrações de Braxton Hicks são as contrações de treinamento que normalmente surgem após as 20 semanas e duram menos de 60 segundos, apesar de poderem acontecer várias vezes ao dia e de provocarem pouca dor abdominal. Nesse momento, a barriga fica momentaneamente dura, o que nem sempre causa dor abdominal. Mas em alguns casos pode haver dor na vagina ou no pé da barriga, que dura alguns segundos e depois desaparece.

No 3º trimestre

As principais causas de dor abdominal no 3º trimestre de gravidez, que corresponde ao período de 25 a 41 semanas, são:

1. Constipação intestinal e gases

A constipação intestinal é mais comum no final da gestação devido ao efeito dos hormônios e da pressão do útero sobre o intestino, que diminui o seu funcionamento, facilitando o desenvolvimento de prisão de ventre e surgimento de gases. Tanto a prisão de ventre quanto os gases levam ao surgimento de desconforto ou dor abdominal do lado esquerdo e cólicas, além da barriga pode estar mais endurecida nesse local da dor.

2. Dor no ligamento redondo

A dor no ligamento redondo surge devido ao alongamento excessivo do ligamento que liga o útero à região pélvica, devido ao crescimento da barriga, levando ao aparecimento de dor na parte inferior do abdômen que se estende para a virilha e que dura apenas alguns segundos.

3. Trabalho de Parto

O trabalho de parto é a principal causa de dor abdominal no final da gravidez e é caracterizado por dor abdominal, cólicas, aumento da secreção vaginal, corrimento gelatinoso, sangramento vaginal e contrações uterinas com intervalos regulares.

Quando ir ao hospital

A dor abdominal persistente no lado direito, próxima do quadril e febre baixa que podem surgir em qualquer fase da gravidez podem indicar apendicite, uma situação que pode ser grave e que por isso deve ser despistada o quanto antes, sendo recomendado ir imediatamente ao hospital. Além disso, também deve-se ir imediatamente para o hospital ou consultar o obstetra que acompanha a gravidez quando apresenta:

  • Dor abdominal antes das 12 semanas de gestação, com ou sem sangramento vaginal;
  • Sangramento vaginal e cólicas fortes;
  • Forte dor de cabeça;
  • Mais de 4 contrações em 1 hora durante 2 horas;
  • Inchaço acentuado das mãos, pernas e rosto;
  • Dor ao urinar, dificuldade ao urinar ou urina com sangue;
  • Febre e calafrios;
  • Corrimento vaginal.

A presença destes sintomas pode indicar uma complicação grave, como a pré-eclâmpsia ou gravidez ectópica, e, por isso, é importante a mulher consultar o obstetra ou ir imediatamente para o hospital para receber o tratamento adequado o mais cedo possível. Caso tenha mais dúvidas, converse comigo através dos canais abaixo:

Vagina

Dra Claudiani Branco Ginecologista e Obstetra explica a estrutura da Vagina.

A vagina é um canal tubular que se estende do colo do útero à vulva, parte do aparelho reprodutor feminino. O limite entre a vulva, conjunto dos órgãos genitais femininos externos, e o canal vaginal é constituído por uma membrana chamada hímen, que em geral se rompe quando a mulher tem sua primeira relação sexual.

A região externa da vagina chama-se vestíbulo da vagina.

A parede do canal vaginal é formada por três camadas: mucosa, muscular e adventícia. A mucosa é constituída de tecido conjuntivo repleto de fibras elásticas, tem aspecto rugoso e poucas terminações nervosas; a camada muscular é formada por fibras musculares lisas; a camada adventícia localiza-se na parte externa da camada muscular e é composta por tecidos grossos e elásticos que conferem elasticidade ao órgão.

Tem cerca de 10 cm de comprimento, mas suas dimensões variam de mulher para mulher e aumentam durante a excitação sexual e o parto.

A função da vagina é receber o pênis durante a relação sexual e permitir a saída do bebê no momento do parto, além de eliminar o fluxo menstrual.

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Vulva

Dra Claudiani Branco Ginecologista e Obstetra explica a vulva e sua estrutura.

A vulva corresponde ao conjunto de órgãos genitais femininos externos e visíveis. Faz parte do sistema reprodutor e possui as seguintes estruturas:

  • Púbis ou monte de Vênus;
  • Grandes lábios ou lábios maiores;
  • Pequenos lábios ou lábios menores;
  • Vestíbulo vulvar;
  • Clitóris;
  • Óstio da uretra ou meato uretral;
  • Introito vaginal;
  • Períneo.
A vulva e sua estrutura.

PÚBIS OU MONTE DE VÊNUS

O púbis é uma proeminência constituída por tecido adiposo e recoberta de pelos que começam a surgir na adolescência. Serve como proteção do osso púbico.

GRANDES LÁBIOS

Os grandes lábios são dobras formadas por tecido adiposo e conjuntivo, cobertas por pele e pelos. Estendem-se do púbis até o períneo e ajudam a proteger a abertura da vaginae da uretra contra agentes infecciosos, como fungos e bactérias. Em sua parte interna, há glândulas sebáceas e sudoríparas.

PEQUENOS LÁBIOS

 São duas pregas finas constituídas de mucosa que se localizam no interior dos grandes lábios. São bastante enervadas e vascularizadas, por isso são áreas bastante sensíveis que aumentam de volume quando a mulher está sexualmente excitada. Delimitam a região do vestíbulo, onde se situam as aberturas da vagina e da uretra. Têm grande quantidade de glândulas sudoríparas e sebáceas, mas não possuem pelos.

Na parte superior, formam o prepúcio do clitóris; na inferior, sob o intróito vaginal (extremidade inferior da vagina), formam a fúrcula ou comissura posterior.

VESTÍBULO VULVAR

É o espaço circundado pelos pequenos lábios. A parte superior do vestíbulo é formada pelo clitóris e a base, pela fúrcula. Em seu interior se localizam o meato uretral, o introito vaginal e as glândulas de Bartholin, que produzem a lubrificação vaginal.

CLITÓRIS

Constituído de tecido erétil, o clitóris se localiza na parte superior da vulva, próximo à uretra e perto da junção dos pequenos lábios. As partes visíveis do clitóris são relativamente pequenas, semelhantes a um grão de feijão, e correspondem ao prepúcio e à glande, área extremamente sensível. No entanto, o restante do órgão se estende no interior do corpo.  Possui inúmeras terminações nervosas e, por isso, tem função importante no prazer sexual feminino.

MEATO URETRAL

É o orifício por onde sai a urina. Localiza-se entre a entrada da vagina e o clitóris e não faz parte dos órgãos genitais femininos, sendo descrito apenas por sua localização anatômica.

INTROITO VAGINAL

Localiza-se na parte inferior do vestíbulo e é parcialmente coberto pelo hímen, tecido membranoso que em geral se rompe quando a mulher tem a primeira relação sexual.

PERÍNEO

Inicia-se na parte inferior da vulva e estende-se até o ânus.

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O que é o EXAME NIPT e para que serve?

Dra Claudiani Branco Ginecologista e Obstetra explica o exame NIPT

NIPT

O NIPT é um exame de sangue simples que serve para avaliar possíveis alterações cromossômicas do feto, como a síndrome de Down, síndrome de Edwards, síndrome de Patau e as alterações dos cromossomos sexuais: síndrome de Turner, síndrome de Klinefelter. O exame diferencia o DNA fetal e materno e possibilita vantagens clínicas exclusivas, oferecendo qualidade e precisão no resultado.

PARA QUEM O NIPT É RECOMENDADO?

O exame de NIPT é recomendado para mulheres grávidas acima dos 35 anos; gestantes com histórico de gravidez afetada com aneuploidia; gestações em que o pai ou a mãe tenham translocação robertsoniana e pacientes com triagem sérica positiva no primeiro ou segundo trimestre de gestação.

COMO FUNCIONA O EXAME?

O exame é feito por meio de coleta de sangue intravenoso. 

PRÉ-REQUISITOS

A coleta deve ser feita a partir de 9 semanas de gestação (não pode ser realizada antes) e a coleta é recomendada para mulheres acima dos 35 anos, conforme solicitação médica.

PREPARO PARA O PRÉ-NATAL

Recomenda-se que o pré-natal seja feito assim que a gestação for confirmada. Cada exame deverá ser determinado por um médico que saberá quais exames solicitar correspondente a cada fase da gestação.

TEMPO DE DURAÇÃO

O exame consiste em uma coleta de sangue e o tempo de duração varia de 5 a 10 minutos.

PERIODICIDADE DO EXAME

A periodicidade do exame deve ser definida por um obstetra, que poderá solicitar o exame dependendo de cada caso.

QUANDO FAZER O EXAME NIPT?

O exame deve ser coletado após 9 semanas de gestação, pois antes disso a fração fetal é baixa e poderá ser solicitada uma recoleta.

QUAIS DOENÇAS O NIPT DETECTA?

As doenças que o NIPT detecta são:

  • Trissomia do cromossomo 21 (síndrome de Down);
  • Trissomia do 18 (síndrome de Edwards);
  • Trissomia do 13 (síndrome de Patau);
  • Alterações dos cromossomos sexuais: monossomia do X (síndrome de Turner), XXY (síndrome de Klinefelter), XXX e XYY.

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Você sabe qual a idade máxima para engravidar?

Já ficou para trás o tempo em que o destino da mulher era cuidar apenas da família. Hoje ela domina o mercado de trabalho e deseja crescer na carreira e alcançar a estabilidade financeira. Mas se engana quem acha que com toda essa correria a mulher renunciou à maternidade, pelo contrário, esse desejo algumas vezes é adiado em nome da realização profissional. Agora resta saber o quão vantajoso ou perigoso pode ser o fato de a mulher adiar a hora de desacelerar e ser mãe.

Ginecologista e obstetra Dra Claudiani Branco explica a idade máxima para a mulher engravidar.

Com o passar dos anos as chances de engravidar por vias naturais reduzem, pois os óvulos nascem com as mulheres e envelhecem, ficando escassos e comprometendo as chances de sucesso na hora da fecundação. Após os 40 anos torna-se mais difícil engravidar naturalmente, pois há uma menor quantidade de óvulos disponíveis. também há um aumento discreto do risco de aborto espontâneo e má formação, já que alguns óvulos mais maduros podem possuir defeitos de cromossomos.

Mesmo realizando tratamento para a fertilização artificial, como a fertilização in vitro, os riscos ainda existem. Segundo a revista Fertility and Sterility, apenas 25% das mulheres com 40 anos conseguem gerar filhos com seus próprios óvulos e esse número cai para 1,6% para mulheres com mais de 44 anos. A solução para esse problema é utilizar óvulos doados ou o congelamento de óvulos para uso mais tarde. ambos ainda são tabus para muitas famílias, mas podem representar a esperança de ser mãe.

Há também o lado bom de adiar a maternidade. a mulher mais madura consegue apreciar mais esse momento por não ter que se preocupar tanto com problemas financeiros e por muitas vezes já terem um relacionamento mais estável, o que proporciona um ambiente mais seguro para o bebê. Se você pensa em adiar o momento de ser mãe, converse com seu ginecologista e conheça melhor as possibilidades que a medicina oferece para quem deseja ser mãe depois dos 40.

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Parto Humanizado

Ginecologista e obstetra Dra Claudiani Branco comenta o parto humanizado

Seu significado nada mais é que respeitar mãe e bebê em todas as etapas, mas o tema ainda é cercado de dúvidas.

Nos últimos anos, cresceu o debate sobre o parto humanizado, que prega o nascimento da maneira mais natural possível e dá à mulher uma boa dose de autonomia no processo.

Segundo a OMS e diversas pesquisas científicas, nascer em um ambiente acolhedor e na hora certa (sinalizada pelo início do trabalho de parto) geralmente é a melhor maneira de vir ao mundo. Durante esse momento tão importante, a mãe pode escolher se quer receber anestesia, em que posição o parto ocorrerá, quem deseja ter ao lado durante todo o processo, o que comer e beber, inclusive tem o direito de tomar banho e se movimentar.

Que fique claro, o parto humanizado não é o oposto de uma cesariana. Aliás, o nascimento por métodos naturais também pode ser extremamente desumano em algumas situações.

Todo parto normal é humanizado?

Para ser humanizado, ele precisa ocorrer com total respeito à mulher e ao bebê, sem nenhum tipo de violência obstétrica. A realização desnecessária da episiotomia durante um parto normal — um corte na vagina para facilitar a passagem do bebê — ou a manobra de Kristeller, quando o profissional de saúde sobe em cima da mulher para empurrar a barriga, são dois exemplos de atitudes inadequadas.

Para ser humanizado, o parto deve ser normal?

O parto humanizado preconiza a segurança. Quando ela está ameaçada, devemos fazer a cesárea. A questão é fazer uma boa indicação desse procedimento. Sua realização indiscriminada — especialmente quando agendada sem uma razão clara e justificável — traz mais riscos do que benefícios.

Como qualquer cirurgia, há a possibilidade de hemorragias e complicações na anestesia, além de uma maior probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido. O ideal é esperar o trabalho de parto começar e, se houver dificuldades, o bebê estiver sofrendo ou a mãe decidir, aí sim partir para a cesárea.

Outra indicação certeira da operação é a placenta prévia, condição que aumenta o risco de sangramentos. Sem ela, o quadro ameaça a vida de mãe e filho.

 A cesárea não pode ser humanizada?

O conceito de parto humanizado está muito ligado ao método normal. Mas, se isso realmente não for possível — o que é uma exceção, e não regra — algumas medidas humanizam a cirurgia.

Exemplos: ter a presença do acompanhante, controlar ruído e luz, colocar o filho para mamar assim que ele nasce e orientar bem a mulher sobre o processo.

A mulher não tem direito à anestesia no parto humanizado?

Ela pode receber remédios específicos para amenizar a dor sempre que desejar. A diferença é que uma equipe com foco no parto humanizado investe em técnicas não-farmacológicas antes de partir para a analgesia tradicional.

Entre elas, destacamos massagens, banhos quentes, movimentos relaxantes se nada disso funcionar e a dor for intensa, tudo bem optar pela anestesia.

A recuperação do parto humanizado é melhor?

não poderia deixar de ser, uma cirurgia — como a cesariana — exige um tempo de reabilitação maior. Contudo, o parto humanizado também traz mais vantagens do que um natural sem esses cuidados.

Podemos, por exemplo, evitar o corte da episiotomia e os medicamentos. Isso diminui o tempo de recuperação.

Outro fator que colabora para o restabelecimento das forças da mulher é o contato pele a pele com o pequeno, que favorece a amamentação. Quando o aleitamento ocorre numa boa, o corpo materno libera mais ocitocina, hormônio responsável pelas contrações uterinas que ajudam o órgão a voltar ao tamanho normal.

O parto humanizado é um direito da mulher?

Ele é preconizado pelo Ministério da Saúde, que tem diretrizes sobre o tema.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula os planos de saúde, também delineou normas de incentivo ao parto normal. Por outro lado, não desenhou uma regulamentação que coíba as cesarianas desnecessárias.

O parto humanizado é mais perigoso para o bebê?

Esperar o trabalho de parto começar e a criança vir ao mundo naturalmente é considerado o método de nascimento mais seguro. O processo pode demorar muitas horas, porém terá como limite o bem-estar e a segurança materna e fetal. Sempre que ela estiver ameaçada, será preciso intervir.

No parto e em qualquer situação de saúde, todas as decisões precisam ser compartilhadas. Qualquer intercorrência tem que ser abordada de maneira clara e verdadeira para a mulher.

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