Coito Programado

Ginecologista e Obstetra Dra Claudiani Branco comenta o tratamento de coito programado.

O coito programado é um tratamento de baixa complexidade que consiste na realização da indução de ovulação por meio de medicamentos, com acompanhamento ultrassonográfico.

No decorrer do tratamento, são realizadas ultrassonografias, geralmente a cada dois ou três dias, para acompanhar o crescimento dos folículos.

Quando os folículos alcançam o tamanho ideal, ou seja, o período ovulatório, o casal é orientado a ter relações sexuais com maior frequência. Deste modo, o tratamento permite prever em qual o dia do ciclo a mulher terá maior chance de engravidar.

Como é o tratamento?

O tratamento basicamente tem início no segundo ou terceiro dia do ciclo, quando a mulher ainda está menstruada. Neste momento, é realizado o primeiro ultrassom transvaginal.

A paciente não deve ficar preocupada com o desconforto do sangue menstrual, pois os médicos estão acostumados a realizá-lo nessa fase.

Esta fase inicial é importante, pois o exame diagnostica se o ovário tem algum cisto remanescente do ciclo menstrual anterior e se no interior do útero existem pólipos, miomas ou tecido endometrial em excesso, o que poderia alterar as taxas de sucesso.

Neste primeiro ultrassom, os ovários devem ter pequenos cistos que medem no máximo 6 mm, chamados de folículos primordiais.

Dentro deles existem óvulos, que saem na época da ovulação. Dependendo do resultado deste primeiro exame, o controle ovulatório pode ser iniciado para se determinar o dia provável da ovulação.

Para quem é indicado?

Por utilizar os óvulos naturais do corpo da mulher e por atuar apenas no estímulo da fecundação, o coito programado é indicado principalmente para casais que tenham a anovulação como causa da infertilidade. Isso significa que o homem precisa ter uma avaliação de sêmen normal, assim como a mulher precisa ter uma avaliação positiva das tubas uterinas e da produção de óvulos, por exemplo. Também é necessário que o casal tenha avaliações hormonais consideradas saudáveis. Quanto mais velha for a mulher, menores são as chances de sucesso do tratamento, já que o óvulo pode estar envelhecido.

No geral, é possível realizar até 3 coitos programados seguidos. Caso a gravidez não aconteça, é necessário partir para outro tipo de tratamento, como a inseminação artificial.
O coito programado é uma técnica consagrada e pouco invasiva para estimular a fertilidade e a fecundação. Se o casal tiver a devida capacidade reprodutiva, a administração de medicamentos orais ou injetáveis acontece para estimular o crescimento do folículo ovariano, de modo a levar à liberação do óvulo.

Com a relação sexual ocorrendo nesse período, aumentam-se as chances de o casal realizar o desejo de curtirem uma gravidez.

Qual é a duração do tratamento?

A duração do tratamento é de, em média, 15 dias. No caso dos medicamentos orais, a ingestão deve acontecer por 5 dias consecutivos, enquanto para os injetáveis pode variar de 8 a 12 dias.

Após 96 horas da primeira administração, os folículos começam a ter seu crescimento mapeado a cada 2 dias. Isso é feito com ultrassonografias e exames hormonais, indicando o momento exato da aplicação de hCG.

Depois do período de ovulação, o casal deve esperar 15 dias para realizar o teste de gravidez. Com isso, o tempo entre o início do tratamento e a confirmação do sucesso ou não do tratamento é de cerca de 1 mês.

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Reserva Ovariana

A reserva ovariana representa a quantidade de folículos (estruturas que contêm os óvulos) presentes nos ovários e é um importante marcador da fertilidade.

Todos os folículos são produzidos ainda durante a vida intrauterina. Após o nascimento, não há produção de folículos e ocorre uma perda progressiva da fertilidade. Quando essa reserva acaba, a mulher deixa de ser fértil e entra na menopausa.

Dra Claudiani Branco fala sobre a Reserva Ovariana

Com o passar do tempo, os óvulos liberados pelos folículos também perdem qualidade, diminuindo as chances de gravidez e aumentando determinados riscos, como o desenvolvimento de alterações genéticas.

A idade de 35 anos é um marco importante na vida da mulher. É a idade em que a fertilidade começa a diminuir mais intensamente e as chances de uma gravidez natural tornam-se menores. Caso a mulher queira preservar a fertilidade, é importante procurar uma clínica de reprodução assistida para que possa congelar os óvulos, enquanto ainda é jovem, para uso em ciclo de fertilização in vitro (FIV) posteriormente.

Como é feita a avaliação da reserva ovariana

Existem diversos exames com o objetivo de avaliar a reserva ovariana. Os principais são a ultrassonografia transvaginal para contagem de folículos antrais (CFA) e as dosagens hormonais de FSH, LH, estradiol, progesterona e do hormônio antimülleriano (AMH).

Esses exames estimam os parâmetros de fertilidade feminina e oferecem dados importantes para a conduta terapêutica, quando o casal apresenta dificuldade para engravidar. Com a análise desses resultados, é possível estimar a resposta da paciente à estimulação ovariana e propor a melhor forma de tratamento para a infertilidade.

Ultrassonografia para contagem de folículos antrais

A ultrassonografia transvaginal é um dos exames mais indicados para a avaliação dos órgãos pélvicos e pode ser utilizada para realizar a contagem de folículos antrais nos ovários.

O termo “antral” designa um estágio de desenvolvimento inicial do folículo (entre 2 mm e 10 mm de diâmetro) que pode conter um óvulo imaturo, mas com capacidade de se desenvolver e amadurecer. Apenas o óvulo maduro pode ser fertilizado pelo espermatozoide. No ciclo natural, apenas um folículo se desenvolve para gerar um único óvulo.

Durante toda a vida, a mulher produz cerca de 400 folículos ovulatórios. Assim, a contagem desse tipo de folículo no ovário revela a reserva ovariana.

Na avaliação por ultrassonografia, também é verificado o volume ovariano, que diminui com o passar do tempo, em virtude da diminuição da reserva ovariana. Com isso, o potencial reprodutivo da mulher também diminui. Se o volume for inferior a 3 cm3, a mulher pode ter dificuldade para engravidar.

No exame, o número de folículos antrais será proporcional à capacidade reprodutiva da mulher. Quanto maior o número de folículos presentes, maior a fertilidade.

A contagem de folículos antrais está muito relacionada à idade da mulher. De modo geral, com o passar dos anos, a quantidade de folículos antrais diminui. Contudo, em casos excepcionais, há mulheres mais velhas que possuem melhor reserva ovariana do que as jovens. Entretanto, a qualidade desses óvulos é pior.

Também é possível associar a baixa reserva ovariana a tratamentos oncológicos. O tratamento para o câncer afeta diretamente os gametas femininos, aumentando a degeneração e reduzindo a qualidade deles.

A contagem de folículos antrais é feita durante o exame de ultrassonografia transvaginal.

Dosagens hormonais

As dosagens hormonais fornecem dados importantes sobre a função ovariana e sobre os parâmetros da fertilidade feminina. O FSH, o LH e o estradiol são hormônios que exercem funções vitais durante o ciclo menstrual e, quando em desequilíbrio, podem reduzir as chances de gravidez. Essa pesquisa hormonal é feita no sangue.

Os níveis de FSH aumentam conforme a mulher se aproxima da menopausa. Portanto, ele é um marcador efetivo da baixa reserva ovariana e, consequentemente, da baixa resposta à estimulação ovariana na FIV. Quanto mais altos forem os níveis de FSH, menor será a possibilidade de sucesso em técnicas de reprodução assistida. Contudo, embora o FSH indique uma baixa reserva ovariana, ele não é um marcador da qualidade dos óvulos. Dessa forma, em alguns casos, mesmo que a reserva ovariana seja baixa, a gravidez é possível.

Os níveis de LH também podem ser marcadores da reserva ovariana. Níveis elevados de LH podem indicar insuficiência dos ovários. Se os níveis de LH forem abaixo do normal, a mulher pode apresentar quadro de anovulação.

O estradiol também auxilia na avaliação da reserva ovariana. Quando em níveis abaixo do normal, pode ser marcador de baixa resposta ovariana, ainda que os níveis de FSH estejam normais.

Hormônio antimülleriano

O hormônio antimülleriano (AMH) é uma glicoproteína produzida pelas células da granulosa que estão presentes nos folículos, principalmente nos pré-antrais e antrais. Se a reserva ovariana for baixa, os níveis de AMH serão baixos. Se houver ainda uma boa reserva ovariana, os níveis de AMH serão altos.

O AMH é detectado durante e após a puberdade, quando a capacidade reprodutiva da mulher está completa. Antes dessa idade ele é indetectável.

Esse também não é um exame com poder preditivo absoluto. Existem diversos fatores que interferem na reserva ovariana e nos níveis hormonais. A análise conjunta dos exames hormonais deve ser considerada para efetuar o diagnóstico. Em alguns casos, níveis altos de AMH não asseguram boa reserva ovariana.

Reserva ovariana e reprodução assistida

A reserva ovariana é fundamental para a reprodução assistida. Baixa reserva indica má resposta aos tratamentos de fertilidade, enquanto boa reserva indica grande chance de sucesso.

A avaliação da reserva ovariana, por essa razão, é um procedimento obrigatório antes do início da reprodução assistida, como forma de prever o prognóstico do tratamento.

Embora existam diversos exames para a avaliação da reserva ovariana, eles não são preditores absolutos de sucesso ou insucesso do tratamento. Não há um exame que seja totalmente confiável. Existe uma combinação de fatores que podem interferir no prognóstico. A análise deve ser ampla.

A avaliação de um especialista é indispensável para a correta interpretação dos dados e orientação da melhor conduta para alcançar a gravidez.

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ONCOFERTILIDADE

A Oncofertilidade é a especialidade médica que surgiu com o objetivo de manter a fertilidade de pacientes com câncer. A radioterapia, quimioterapia e cirurgias utilizadas no tratamento do câncer podem, muitas vezes, levar à infertilidade pela destruição de células dos ovários e testículos, por lesões ou pela retirada do útero.

Dra Claudiani Branco fala sobre Oncofertilidade

Não havendo dúvidas da necessidade desses tratamentos para a sobrevivência dos pacientes, a preservação da chance de engravidar futuramente melhora a qualidade de vida pós-câncer.

A oncofertilidade para mulheres

Diversas mulheres em idade fértil e que foram diagnosticadas com câncer, se preocupam com o que acontecerá com sua fertilidade ao passarem por algum tratamento oncológico.

É necessário que a preservação de óvulos seja feita antes que o tratamento de câncer comece.

Atualmente existem opções disponíveis para preservar gametas do paciente em tratamento oncológico, além disso, algumas clínicas oferecem apoio emocional durante todo o processo para garantir que a qualidade de vida e o estado emocional da paciente melhore.

As opções para preservação da fertilidade feminina são:

  • Criopreservação de óvulos – A técnica, que também pode ser chamada de criopreservação de oócitos, consiste no congelamento dos óvulos. Para realização da técnica, a mulher que fará o tratamento será submetida, através de medicamentos, a uma estimulação ovariana. Após a estimulação, os folículos ovarianos serão aspirados por via vaginal. Todo o processo acontece sob efeito de anestesia. Após a coleta dos óvulos, estes são congelados em temperaturas que chegam a 196º C negativos.
  • Supressão medicamentosa da função ovariana – Em casos de pacientes oncológicos que optam pela preservação da fertilidade por meio de medicamentos, a técnica consiste em paralisar o funcionamento dos ovários da mulher durante o período que ela irá se submeter a quimioterapia. Os medicamentos que serão utilizados são da classe agonistas do GnRH, e vão ser ministrados por meio de injeções que podem acontecer em frequência mensal ou trimestral. A medicação tem por objetivo preservar os folículos e óvulos durante a quimioterapia. A necessidade de supressão dos ovários acontece porque o tratamento atinge células com alto nível de replicação celular, como os óvulos. As células que possuem essa característica serão atingidas, ou seja, tanto células cancerígenas como células saudáveis dos ovários.
  • Criopreservação de tecido ovariano – A técnica deve ocorrer antes que o tratamento de quimioterapia seja iniciado. Nela, fragmentos do tecido ovariano serão coletados e criopreservados para um futuro transplante ou para maturação de folículos em laboratório. O processo se dá por meio de uma videolaparoscopia ou da própria cirurgia para o tratamento do câncer.
  • Cirurgia para elevação dos ovários – A técnica deverá ser realizada antes do início da radioterapia. A cirurgia para elevação dos ovários busca retirar os ovários da direção dos raios da radioterapia quando o tratamento estiver previsto para a pelve da paciente.

A oncofertilidade para homens

O desejo de preservar a fertilidade também acontece em homens que irão passar por algum tratamento contra o câncer. É necessário que estes homens férteis busquem a oncofertilidade antes de se submeterem a um tratamento de quimioterapia ou radioterapia.

Para os pacientes masculinos, existem duas opções básicas para preservar a fertilidade: criopreservação dos espermatozóides e proteção dos testículos durante a terapia por radiação.

Nos casos de criopreservação dos espermatozóides, o sêmen do paciente será recolhido por meio de masturbação e poderá ser necessária a realização de mais de uma coleta com intervalo de 2 a 3 dias. Depois da coleta, o material genético será avaliado e em seguida preparado para o congelamento. A temperatura de congelamento costuma ser inferior a 196º C negativos.

A oncofertilidade para adolescentes e crianças

Informações sobre os tratamentos de oncofertilidade para crianças e adolescentes com diagnóstico de câncer podem ser mais complicadas de serem encontradas, ou ainda, menos discutidas e lembradas.
O câncer é uma doença que pode atingir pessoas de todas as idades, por isso, em casos de crianças ou adolescentes é necessário que a família do paciente, assim como o médico que acompanha o caso, reflitam sobre o futuro de sua fertilidade.

Isso acontece porque muitas pessoas que enfrentaram o câncer quando criança ou jovem, ao tornarem-se adultos gostariam de ter preservado a sua fertilidade para gerar um filho biológico.

Em muitos casos, a família do paciente não sabe que existem opções para que a fertilidade da criança que passará por algum tratamento oncológico seja preservada. Em outros casos, existe a necessidade de focar na saúde imediata do jovem e por isso as opções de preservação da fertilidade não são discutidas.
Também existem exemplos de pais que não se sentem confortáveis para conversar sobre questões de reprodução com seus filhos, e então os tratamentos de oncofertilidade nem são pensados.

É preciso entender que hoje em dia existem opções disponíveis para pacientes mais jovens ou crianças, como é o caso da preservação do tecido ovariano nas mulheres. Conversar com o médico e um especialista em fertilidade pode ser a chave para que, futuramente, o paciente tenha sua fertilidade preservada, influenciando na qualidade de vida quando ele se tornar adulto.

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Congelamento de óvulos

Dra Claudiani Branco fala sobre o congelamento de óvulos.

O congelamento de óvulos consiste em um procedimento onde os óvulos da mulher são captados e submetidos ao processo de vitrificação. Eles são colocados em nitrogênio líquido, substância que reduz a temperatura a 196 graus negativos em poucos minutos e, então, armazenados.

Para quem é indicado?

O congelamento de óvulos está indicado para mulheres que não podem ou não desejam uma gravidez agora ou em breve.

Quanto mais jovem for realizado o congelamento, melhor a qualidade dos óvulos coletados e maiores as chances de uma gravidez no futuro, sempre a depender da saúde atual dos óvulos.

Idealmente, indica-se que o tratamento seja realizado até os 35 anos. Isso não significa que não seja possível o congelamento após esta idade, mas será importante esclarecer as chances de gravidez no futuro. Uma outra situação em que o congelamento de óvulos está indicado, é para pacientes oncológicas que irão realizar quimioterapia ou algum outro tratamento que possa prejudicar a função do ovário.

Passo a passo para o congelamento de óvulos:

PREPARO

Antes do procedimento, a paciente é submetida a uma série de exames para avaliar sua saúde e reserva ovariana.

INDUÇÃO DA OVULAÇÃO

Como num ciclo espontâneo normal só um folículo se desenvolve, no ciclo de indução da ovulação para congelamento de óvulos, por meio de medicamentos, estimulamos os ovários para que vários folículos cresçam, produzindo assim um maior número de óvulos em um só ciclo.

CAPTAÇÃO DOS ÓVULOS

A coleta dos óvulos é realizada em torno do 12º dia após o início do estímulo. A paciente recebe uma anestesia simples chamada sedação e, por meio de uma agulha acoplada a um ultrassom endovaginal, os óvulos são coletados.

CONGELAMENTO

Após a captação, o embriologista avalia todos os óvulos captados, e aqueles que estão maduros (portanto tem capacidade de posteriormente ser fertilizados) são congelados.

E quando a mulher decidir engravidar?

Quando a mulher decidir engravidar, os óvulos podem ser descongelados para serem fertilizados no processo chamado Fertilização In Vitro (FIV).

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Teste de Ovulação

Dra Claudiani Branco Ginecologista e Obstetra explica o teste de ovulação e como usá-lo.

O teste de ovulação que se compra na farmácia é um bom método para engravidar mais rápido, pois ele indica quando a mulher está no seu período mais fértil, através da medição do hormônio LH, que é produzido em maiores concentrações durante a ovulação.

Alguns exemplos de teste de ovulação de farmácia são o Confirme, o Clearblue ou o Needs, que utilizam uma pequena quantidade de urina e que apresentam uma precisão de até 99%.

Os testes de ovulação também podem ser chamados de teste de fertilidade feminina e são totalmente higiênicos e muito fáceis de utilizar, ajudando a mulher a descobrir quando é o seu período fértil.

Como usar o teste de ovulação

Para usar o teste de ovulação da farmácia, basta molhar a pipeta em um pouquinho de urina e aguardar cerca de 3 a 5 minutos. Depois desse tempo é apenas necessário observar as alterações de cores que ocorrem e comparar com a tira de controlo. Normalmente, se for de intensidade igual ou mais forte, significa que o teste deu positivo e que a mulher está no período fértil. No entanto, é importante ler o folheto informativo de cada marca, para confirmar qual a cor que corresponde a um resultado positivo.

Cuidados para um resultado confiável

Para que o teste dê um resultado confiável, é importante:

  1. Ler atentamente o folheto de instruções;
  2. Conhecer bem o ciclo menstrual, de forma a testar nos dias mais próximos ao período fértil;
  3. Realizar o teste sempre à mesma hora;
  4. Realizar o teste na primeira urina da manhã ou após 4 horas sem urinar;
  5. Não reutilizar tiras teste.
  6. Os testes de ovulação são todos diferentes entre si, por isso, o tempo de espera, assim como as cores do resultado podem variar entre marcas, daí a importância de ler atentamente o folheto contido na embalagem do produto.

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TUDO SOBRE ANTICONCEPCIONAIS

Como escolher o melhor método contraceptivo para você?

Os contraceptivos são as principais ferramentas de planejamento familiar. Para saber qual método adotar a mulher deve seguir as orientações de um médico, que levará em consideração suas características individuais, o perfil da paciente e possíveis doenças associadas que ela possa ter. Por se tratar de métodos que possuem hormônios precisam de receita médica.

O contraceptivo mais usado no mundo é a pílula combinada de uso diário por ser um medicamento de fácil acesso, disponível em diversas formas e sobre o qual há inúmeros estudos, nem sempre é o método mais indicado. Uma mulher muito esquecida não pode tomar pílula, pelo risco de falha do método. Hoje há recursos tecnológicos que podem ajudar a não esquecer, como os aplicativos para celular que lembram a hora de se medicar, mas é melhor indicar um método que não dependa da lembrança da usuária.

 Em casos assim, os métodos contraceptivos de longo prazo, como os dispositivo intrauterinos (DIU Hormonals) ou dispositivos intrauterinos (DIUs) e os implantes anticoncepcionais, podem ser mais eficazes por dependerem menos da mulher. A pílula é eficaz se tomada de forma correta. Se esquecer, a eficácia diminui. Já o DIU, o DIU Hormonal e o implante têm a eficácia teórica e prática muito próximas, por isso tem crescido a preferência por esse tipo de método, que pode durar até dez anos. Entretanto, métodos como o DIU/DIU Hormonal não podem ser utilizados por qualquer pessoa. O médico avalia cada caso individualmente.

Mesmo com a orientação do médico, a escolha final do método a ser adotado ainda deve ser da mulher. Ela precisa ser informada sobre os riscos e benefícios de cada um. Além disso, o profissional de saúde deve orientá-la corretamente, desaconselhando ou deixando de prescrever contraceptivos que apresentem contraindicações.

Os principais métodos anticoncepcionais

Métodos Anticoncepcionais não hormonais

Os métodos anticoncepcionais não hormonais são aqueles em que a contracepção não utiliza hormônio. Dividem-se em três tipos: Muito eficientes, eficientes e pouco eficientes.

Muito Eficientes:
DIU – índice de falha 0.1%
Vasectomia e Laqueadura – índice de falha 1%
Abstinência sexual – índice de falha 0%

Eficientes:
Camisinha – índice de falha 8% a 20%
Diafragma – índice de falha 8% a 20%
Camisinha feminina – índice de falha 8% a 20%

Pouco eficientes:
Espermaticida – índice de falha 20%
Método do muco cervical – índice de falha 10% a 20%
Tabelinha – índice de falha 10% a 20%
Coito interrompido – índice de falha 15% a 20%

Métodos Anticoncepcionais Hormonais

Os métodos contraceptivos hormonais são aqueles em que a prevenção da gravidez é controlada por hormônios. Divide-se em muito eficientes e eficientes.

Muito eficientes:
Pílula – índice de falha 0,1%
Injeção anticoncepcional – índice de falha 0,1%
Sistema intraturino liberador de levonorgestrel (DIU Hormonal) – índice de falha 0,1%
Implante – índice de falha 0,1%
Anel vaginal – índice de falha 0,1%
Adesivo anticoncepcional – índice de falha 0,1%

Eficientes:
Pílula do dia seguinte – índice de falha 5% a 20%

Principais métodos indicados para cada perfil

Adolescentes:
Camisinha
Pílula

Para a mulher que já possui família e não quer mais ter filhos:
DIU ou DIU Hormonal
Implante
Vasectomia
Ligadura de trompas/laqueadura tubária
Pílula
Injeção anticoncepcional
Adesivo anticoncepcional
Anel anticoncepcional

Para mulher que quer espaçar uma nova gravidez:
DIU ou DIU Hormonal
Pílula
Injeção anticoncepcional
Implante
Adesivo anticoncepcional
Anel anticoncepcional

Para mulher que está amamentando:
Camisinha
DIU ou DIU Hormonal
Minipílula (progestógeno)
Injeção anticoncepcional trimestral

Se ainda possui dúvidas sobre os métodos e precisa de uma conversa em particular, fale comigo através dos canais abaixo:

DIU e DIU Hormonal

Dispositivo intrauterino (DIU) e Sistema intrauterino (DIU Hormonal – também conhecido como DIU medicado ou DIU Hormonal) são, como o nome já diz, sistemas ou dispositivos que devem ser inseridos por médicos, dentro do útero. A grande vantagem destes métodos é a comodidade e a alta eficácia, que pode proteger a mulher durante 5 a 10 anos, dependendo do produto.

Qual a diferença entre os dois?

Ambos impedem a penetração e passagem dos espermatozoides, não permitindo seu encontro com o óvulo. A grande diferença é que o DIU é feito de cobre, um metal, e não possui nenhum tipo de hormônio, enquanto o DIU Hormonal libera um hormônio dentro do útero. Além do efeito contraceptivo, o hormônio pode apresentar outros efeitos, como reduzir o fluxo menstrual.

Eles causam aborto?

Não. Como já citado, os dois métodos impedem que o espermatozoide encontre o óvulo, portanto eles nem deixam a gravidez ocorrer.

Existe chance de falha?

Sim. Atualmente não existe nenhum método anticoncepcional que seja 100% eficaz. No entanto, a chance de falha dos dois métodos é extremamente baixa, sendo parecida com a dos métodos cirúrgicos, como a laqueadura ou vasectomia, o que os deixa entre os métodos mais eficazes que existem.

Uma vez que não dependem da correta administração pela usuária, o DIU e o DIU Hormonal possuem eficácia superior quando comparados aos métodos de curta ação, como as pílulas, injeções, anel e adesivo contraceptivo.

Como posso utilizar o DIU/DIU Hormonal?

O dispositivo deve ser inserido pelo seu médico após ele ter sido indicado para você. Algumas vezes antes do procedimento de inserção o médico poderá solicitar exames complementares, variando de caso a caso.

O procedimento de inserção é simples, rápido e costuma ser realizado no próprio consultório do médico, sem a necessidade de anestesia geral. porém, pode causar desconforto para algumas mulheres.

Qualquer mulher pode utilizar o DIU/DIU Hormonal?

Não. Existem poucas situações em que o DIU e o DIU Hormonal são contraindicados. A escolha do melhor método para cada tipo de mulher deve ser feita sob orientação médica, após a discussão e avaliação das suas necessidades e preferências.

Quais reações adversas posso apresentar ao usar um DIU/DIU Hormonal?

Entre as reações adversas mais comuns estão as alterações do fluxo menstrual.

O DIU, por não conter hormônio, provavelmente não irá alterar a frequência das menstruações, porém poderá causar um fluxo menstrual mais intenso e possível aumento das cólicas menstruais nos primeiros três meses de uso.

O DIU Hormonal, devido à liberação local do hormônio, costuma diminuir a intensidade do fluxo a duração das menstruações e, após 6 meses de uso, 44% das usuárias param de menstruar.

Se quiser engravidar e tenho um DIU/DIU Hormonal, como devo fazer?

Se decidir que é hora de engravidar, converse com seu médico. Ele irá retirar o seu DIU/DIU Hormonal. Após a retirada do dispositivo, sua fertilidade voltará ao normal rapidamente, não importando por quanto tempo você utilizou o método.

Tem mais dúvidas sobre o DIU Hormonal? Você pode esclarecer entrando em contato comigo através dos canais abaixo:

Planejamento Familiar

Planejamento Familiar é um conjunto de ações que auxiliam homens e mulheres a planejar a chegada dos filhos, e a prevenir gravidez não planejada. Todas as pessoas possuem o direito de decidir se terão ou não filhos, e o Estado tem o dever de oferecer acesso a recursos informativos, educacionais, técnicos e científicos que assegurem a prática do planejamento familiar.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 120 milhões de mulheres em todo mundo desejam evitar a gravidez. Por isso, a lei do Planejamento Familiar foi desenvolvida pelo Governo Brasileiro, com intuito de orientar e conscientizar a respeito da gravidez e da instituição familiar.

O Estado Brasileiro, desde 1998, possui medidas que auxiliam no planejamento, como a distribuição gratuita de métodos anticoncepcionais. Já em 2007, foi criada a Política Nacional de Planejamento Familiar, que incluiu a distribuição de camisinhas, e a venda de anticoncepcionais, além de expandir as ações educativas sobre a saúde sexual e a saúde reprodutiva.

Em 2009, o Ministério da Saúde reforçou a política de planejamento e ampliou o acesso aos métodos contraceptivos, disponibilizando mais de oito tipos de métodos nos postos de saúde e hospitais públicos.

Confira abaixo a Lei do Planejamento Familiar desenvolvida em 1996, que regulamenta o planejamento familiar no Brasil e proporciona ações preventivas para a mulher e o homem.

Lei do Planejamento Familiar: disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9263.htm

Esse método contraceptivo baseia-se fundamentalmente em planos comportamentais e ações preventivas do casal. Cada vez mais há o incentivo à prevenção e à educação também para os adolescentes, pois é fundamental uma orientação desde o início das relações pessoais e sexuais. O fortalecimento das ações educativas, principalmente para os adolescentes de ambos os sexos, proporcionou uma redução no número de gravidezes não planejadas.

De acordo com o Ministério da Saúde, entre os anos de 2003 e 2009, houve uma queda de 20% na quantidade de gestantes com idade entre 10 e 19 anos. Acredita-se que o incentivo e o poder de escolha dos métodos preventivos têm estimulado as mulheres a fazer um planejamento melhor.

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Pesquisa Básica da Infertilidade

Dra Claudiani Branco fala sobre a execução da pesquisa básica de fertilidade de um casal. Foto por Deon Black no Unsplash.

A pesquisa básica da infertilidade avalia os possíveis motivos de o casal não conseguir gerar filhos. Ela consiste em uma série de exames que tanto o homem quanto a mulher devem fazer para que seja possível indicar o tratamento adequado. A pesquisa pode dividir-se em duas etapas, veja quais são:

Pesquisa geral – em que são requeridos exames como hemograma, Papanicolau, tipagem sanguínea, fator RH e sorologias;

Pesquisa específica – envolve como avaliação seriada do muco cervical. Execução de exames como ultrassonografia endovaginal, dosagens hormonais, espermograma, histerossalpingografia, entre outros.

Pesquisa básica masculina

A pesquisa básica específica masculina é o espermograma. Esse exame avalia se há algum problema no líquido seminal masculino (a parte do sêmen sem o espermatozoide) que possa estar gerando a infertilidade. É um exame obrigatório para casais inférteis.

Para essa investigação é colhido o sêmen, geralmente por masturbação, após três dias de abstinência sexual. Se o primeiro exame não for esclarecedor, deve ser realizado um novo exame em 15 dias. O volume recolhido varia de 2 a 5ml de volume de esperma, que contém 20 milhões de espermatozoides por miligrama normalmente.

Pesquisa básica feminina

Já a pesquisa básica da infertilidade feminina possui várias etapas. Devem ser realizadas nos três períodos do ciclo: no menstrual, no periovulatório (fértil) e na fase lútea (fim da ovulação e início da menstruação). Podem ser realizados os seguintes exames:

Seleção do folículo dominante – na primeira fase, é feita a seleção do óvulo que recebe maior estímulo de estrogênio para avaliar as alterações hormonais do período fértil. A quantidade de hormônio no folículo reflete a reserva ovariana em relação à quantidade e qualidade dos óvulos.

Ultrassonografia transvaginal – também possibilita avaliar o potencial uterino. O exame é realizado entre o terceiro e o quinto dia do ciclo, quando o volume dos ovários apresenta significativamente o potencial fértil dos ovários. A avaliação pelo muco cervical consiste em observar características como volume, aspecto, elasticidade, cristalização, celularidade e pH. É atribuído para cada parâmetro o valor de um a três, e o muco cervical é considerado bom quando a soma de todos os fatores é igual ou superior a nove.

Exame de sangue – na fase lútea, é calculada a dosagem da progesterona por meio do exame de sangue colhido no sétimo dia (na fase lútea média). Se os resultados forem superiores a 10ng/ml, isso quer dizer que há um equilíbrio hormonal.

Histerossalpingografia – a última etapa da investigação é o exame de raio-X das trompas e útero. Ele é feito através da injeção de um líquido no interior do útero, que o preenche e percorre todo o trajeto até as tubas. O exame verifica a permeabilidade tubária e avalia se há anormalidades no interior do útero. As imagens são bastante úteis para informar as condições do sistema reprodutor feminino.

Todos esses exames se complementam, fazendo parte da pesquisa básica de infertilidade. Ao identificar a dificuldade de engravidar, após um ano de tentativas sem o uso de contraceptivo, o casal pode procurar um médico especialista em reprodução humana, que solicitará os exames necessários. Sem a investigação adequada, não é possível indicar o tratamento adequado para solucionar o problema do casal.

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Infertilidade Masculina

Dra Claudiani Branco fala sobre a Infertilidade Masculina. Foto por Karol Stefanski no Unsplash.

A infertilidade masculina é o motivo de 30% dos casos de infertilidade entre os casais. As principais razões são:

  • Diminuição do número de espermatozoides, conforme o homem fica mais velho;
  • Pouca mobilidade dos espermatozoides;
  • Espermatozoides anormais;
  • Ausência da produção de espermatozoides;
  • Vasectomia;
  • Dificuldade na relação sexual;
  • Doenças sexualmente transmissíveis.

Para detectar o motivo da infertilidade masculina é realizado o espermograma, exame em que se avalia o sêmen. Na análise macroscópica, são observadas características como cor, odor, viscosidade, volume e pH. Na microscópica, identificam-se concentração, motilidade e morfologia dos espermatozoides.

Um dos problemas mais comuns para a produção de espermatozóides saudáveis é o aumento exagerado da temperatura no interior dos testículos. Isso pode ocorrer devido às doenças tais como criptorquidia (posicionamento irregular dos testículos) e varicocele (varizes na região do escroto), além de casos em que a permanência do homem em temperaturas ambientais elevadas altera a qualidade do sêmen produzido.

Os problemas da espermatogênese também podem ser provocados por alterações tais como orquite (inflamação testicular) ou por várias doenças endócrinas que alterem a produção dos hormônios hipofisários que estimulam a produção de espermatozoides nos testículos.

Por outro lado, existem vários tipos de processos infecciosos, tumores e malformações congênitas, que podem alterar a anatomia e obstruir os canais que transportam os espermatozoides dos testículos até o exterior. A obstrução total ou bilateral destes canais, nomeadamente dos epidídimos e canais deferentes, pode provocar infertilidade no homem. Em alguns casos, a cirurgia de correção resolve o problema de infertilidade.

Algumas infecções transmitidas sexualmente e que acometem o canal da ejaculação, tais como infecções causadas por bactérias (clamídia, ureaplasma), tricomoníase ou gonorreia podem alterar as taxas de espermatozoides.

Por último, problemas anatômicos ou funcionais que impeçam o adequado depósito do sêmen no interior da vagina através do coito, como ocorre com na hipospadia, nos distúrbios de ereção e na ejaculação precoce, podem igualmente favorecer a infertilidade masculina.

De acordo com a causa da infertilidade masculina, o médico indicará o tratamento adequado e o procedimento ideal a ser adotado.

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