Gravidez em tempos de coronavírus

De acordo com estudos iniciais realizados especificamente sobre o novo coronavírus, não foram encontradas evidências de que grávidas tenham maior risco de desenvolver complicações graves da COVID-19. Entretanto, estudos mais recentes demonstraram que mulheres com idade gestacional superior a 34 semanas e Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 30 apresentaram mais probabilidade de complicações respiratórias no decurso da COVID-19.

Embora a transmissão vertical – ou seja, da gestante para o feto – seja pouco provável, é necessário que haja medidas para prevenir infecções neonatais. Vários estudos demonstraram que não há transmissão da mãe para o feto, entretanto, existem relatos isolados de casos em que a transmissão da COVID-19 entre a parturiente e o recém-nato apresentaram probabilidade positiva, com detecção do vírus em extratos placentários. Apesar de já existir relato de detecção de vírus no leite materno, a amamentação continua sendo recomendada desde as primeiras horas de vida do bebê.

O fato de a gestante necessitar de visitas médicas regulares ou apresentar questões obstétricas no período pré-natal que demandem visitas hospitalares, a expõe a um maior risco de contaminação pelo novo coronavírus. Assim, as medidas preventivas, como uso de máscaras, cuidados com a higiene das mãos e isolamento social tornam-se de suma importância para esta população de mulheres. Além disso, as mudanças fisiológicas ocorridas durante a gestação podem deixar as futuras mamães mais vulneráveis a infecções em geral. Tendo isso em conta, no Brasil, o Ministério da Saúde incluiu as gestantes no grupo de risco. O mesmo vale para puérperas até duas semanas após o parto, incluindo as que sofreram aborto fetal.  

Ovários Policísticos

A Síndrome do Ovário Policístico, também conhecida pela sigla SOP, é um distúrbio endócrino que provoca alteração dos níveis hormonais, levando à formação de cistos nos ovários que fazem com que eles aumentem de tamanho.

É uma doença caracterizada pela menstruação irregular, alta produção do hormônio masculino e presença de micro cistos nos ovários.
Sua causa ainda não é totalmente esclarecida. A hipótese é que ela tenha uma origem genética e estudos indicam uma possível ligação entre a doença e a resistência à ação da insulina no organismo, gerando um aumento do hormônio na corrente sanguínea que provocaria o desequilíbrio hormonal.

SINTOMAS

A falta crônica de ovulação ou a deficiência dela é o principal sinal da síndrome. Em conjunto, outros sintomas podem ajudar a detectar essa doença, como:

  • Atrasos na menstruação (desde a primeira ocorrência do fluxo);
  • Aumento de pelos no rosto, seios e abdômen;
  • Obesidade;
  • Acne.

Em casos mais graves, pode predispor o desenvolvimento de diabetes, doenças cardiovasculares, infertilidade e câncer do endométrio.

DIAGNÓSTICO

Para realizar o diagnóstico da síndrome dos ovários policísticos são necessários o exame clínico, o ultrassom ginecológico e exames laboratoriais.

Ovário Policístico

Através do ultrassom, a doença é percebida pelo aparecimento de muitos folículos ao mesmo tempo na superfície de cada ovário. Esse ultrassom deve ser feito entre o terceiro e o quinto dia do ciclo menstrual. Não sendo a mulher virgem, deve-se dar preferência à técnica de ultrassom transvaginal.

É importante definir que esses resultados não se aplicam a mulheres que estejam tomando pílula anticoncepcional. Se houver um folículo dominante ou um corpo lúteo, é importante repetir o ultrassom em outro ciclo menstrual para realizar o diagnóstico corretamente.

Mulheres que apresentam apenas sinais de ovários policísticos ao ultrassom sem desordens de ovulação ou hiperandrogenismo não devem ser consideradas como portadoras da síndrome dos ovários policísticos.

TRATAMENTOS E CUIDADOS

O tratamento da síndrome dos ovários policísticos depende dos sintomas que a mulher apresenta e do que ela pretende. Cabe ao médico e à paciente a avaliação do melhor tratamento, mas para isso é fundamental questionar se a paciente pretende engravidar ou não. Os principais tratamentos são:

Anticoncepcionais orais – Não havendo desejo de engravidar, grande parte das mulheres se beneficia com tratamento à base de anticoncepcionais orais. A pílula melhora os sintomas de aumento de pelos, aparecimento de espinhas, irregularidade menstrual e cólicas. Não há uma pílula específica para o controle dos sintomas. Existem pílulas que têm um efeito melhor sobre a acne, espinhas e pele oleosa. Mulheres que não podem tomar a pílula se beneficiam de tratamentos à base de progesterona.

Cirurgia – Cada vez mais os métodos cirúrgicos para essa síndrome têm sido abandonados em função da eficiência do tratamento com anticoncepcionais orais.

Antidiabetogênicos orais – Estando a síndrome dos ovários policísticos associada à resistência insulínica, um dos tratamentos disponíveis é por meio de medicamentos para diabetes.

Dieta e atividade física – Essas pacientes devem ser orientadas em relação à dieta e atividade física, simultaneamente com as medidas terapêuticas.

Indução da ovulação – Se a paciente pretende engravidar, o médico lhe recomendará tratamento de indução da ovulação, não sem antes afastar as outras possibilidades de causas de infertilidade. Não se deve fazer esse tratamento em mulheres que não estejam realmente tentando engravidar.

Endometriose

Patologia em que o tecido endométrio, que normalmente reveste o útero cresce fora do útero. Na endometriose o tecido pode estar presente nos ovários, nas tubas uterinas, bexiga ou no intestino.

Comparação entre um útero saudável e um útero com áreas afetadas pela Endometriose.
Comparação entre um útero saudável e um útero com áreas afetadas pela Endometriose.

A endometriose pode comprometer a fertilidade da mulher, é umas das principais causas de infertilidade e pode comprometer muito a qualidade de vida pois pode  causar dor antes ou durante a menstruação e na relação sexual, mas muitas vezes ela é assintomática.

Diante da suspeita, o exame ginecológico clínico é o primeiro passo para o diagnóstico, que pode ser confirmado pelos seguintes exames laboratoriais e de imagem: visualização das lesões por laparoscopia, ultrassom endovaginal, ressonância magnética e um exame de sangue chamado marcador tumoral CA-125, que se altera nos casos mais avançados da doença. O diagnóstico de certeza, porém, depende de uma biópsia.

A endometriose é uma doença crônica que regride espontaneamente com a menopausa, em razão da queda na produção dos hormônios femininos.

Mulheres mais jovens podem valer-se de medicamentos que suspendem a menstruação: a pílula anticoncepcional tomada sem intervalos e os análogos do GnRH. O inconveniente é que estes últimos podem provocar efeitos colaterais adversos.

Lesões maiores de endometriose, em geral, devem ser retiradas cirurgicamente. Quando a mulher já teve os filhos que desejava, a remoção dos ovários e do útero pode ser uma alternativa de tratamento.

Procure o ginecologista para avaliar e escolher o tratamento mais adequado.

Agosto Dourado

Olá! Conhecido como o mês de aleitamento materno, é em Agosto celebramos o leite materno, daí vem a homenagem com o Agosto “Dourado”, cor que demonstra a importância e qualidade ouro do leite da mãe.

Temos neste outro artigo um link para os principais bancos de leite. Incentive essa causa: a amamentação e a doação.

O aleitamento é vital e há estudo que comprova que crianças até 5 anos de idade superam com facilidade problemas de saúde no inicio da vida graças ao leite materno. (Fonte: site da marinha do Brasil.)

Vamos celebrar e ressaltar a importância junto as mamães que conhecemos! Até o próximo artigo!

DSTs, ISTs e a Fertilidade

Pink and white flower by Yash Garg on Unspash

DST ou IST são causadas por diversos agentes e transmitidas por relação desprotegida. As principais DST´s são a clamídia, gonorréia, hpv, sífilis, hiv, hepatites virais, tricomoníase e herpes genital.

Os sintomas são variáveis, podendo surgir corrimentos, verrugas e dor pélvica. Muitas vezes podem ser assintomáticas, como no caso da clamídia, que na mulher pode desenvolver a doença infamatória pélvica, podendo lesionar as trompas, levando a complicações como a Infertilidade.

Para a maioria das condições há solução se uma DST for tratada a tempo com acompanhamento ginecológico. Na maioria dos casos o tratamento é feito com cremes vaginas, vacinas ou remédios específicos recomendados pelo seu ginecologista.

Por isto é muito importante realizar exames anuais de rotina para diagnosticar e tratar a tempo para que não ocorram complicações.

Atendimento por Telemedicina

Olá, tudo bem? Tenho novidades sobre o meu atendimento clínico! Agora, além da consulta presencial que você já conhece, também tenho consultas por telemedicina para determinadas situações, como a escolha de métodos anticoncepcionais e a análise de resultados de exames laboratoriais.

Claro que, dependendo do caso, a consulta presencial ainda permanecerá como opção preferencial, mas para situações menos complexas, especialmente as que não requeiram exames ginecológicos, a consulta por telemedicina poderá ser agendada da mesma forma que a presencial, pelo telefone (11)2959-2611 ou pelo meu formulário de contato.

Sinta-se acolhida pela forma de consulta que mais se adequar a você, com total qualidade e carinho que você merece, mas agora com mais conveniência e comodidade.

Qualquer dúvida, estou à disposição em todos meus canais (Instagram, Facebook, Whatsapp e Site).

Reembolso mais fácil

Pacientes de alguns planos de saúde passam por uma verdadeira peregrinação quando o assunto é reembolso: formulários, tickets, e-mails, xerox de documentos, retornos por erro etc. No meu consultório oferecemos reembolso mais inteligente e mais fácil.

No meu consultório, a paciente faz a consulta, passa informações para a minha equipe e pronto! Não há necessidade de se envolver nas tarefas exigidas pelo plano de saúde. Dali em diante, ela aguarda o tempo determinado pelo plano e recebe o reembolso em sua conta. Sem correria, excesso de solicitações por documentos, informações, e-mails, cópias etc.

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Sobre a Tabela de Fertilidade

Olá, hoje vou falar com as Tentantes, aquelas mulheres que estão tentando ter seu filho. É muito importante conhecer seu ciclo menstrual(Se você quer saber um pouco mais sobre tratamento de fertilidade, talvez este POST seja para você)

Geralmente um ciclo menstrual normal pode ocorrer entre 28 e 30 dias. Então a metade desse ciclo, que seria entre o 14o e o 15o dia, coincide com o período fértil da mulher. É interessante que o coito ocorra nesse período.

Existem muitos aplicativos que podem te ajudar com a popular tabelinha de fertilidade. Aqui estão três dos  mais utilizados no Brasil (estes apps são sugestões, as informações e acompanhamento devem sempre ser obtidos com um médico de confiança):

Maia – Acompanha seus períodos, sintomas relacionados à menstruação, oscilações de humor e sua saúde.
Baixe ele aqui: Iphone (IOS) | Android

Gravidez+– Monitora a fertilidade e ajuda as mamães a acompanharem a gestação em detalhes. O app também é um guia com informações até para o trabalho de parto.
Baixe ele aqui: Iphone (IOS) | Android

Clue – O app avisa a fases para a mulher: na TPM, na janela de fertilidade ou nos dias de menstruação. Ele registra disposição, dores, emoções, horas de sono, testes de gravidez, uso de pílulas, relações sexuais e desconforto.
Baixe ele aqui: Iphone (IOS) | Android

Boa sorte!

Como restaurar a fertilidade

Dependendo de cada casal, existem algumas das principais possibilidades de técnicas de tratamento para restaurar a fertilidade:

FIV: fertilização in-vitro – a técnica consiste em inserir o embrião, que é manipulado em laboratório de reprodução assistida, no interior da cavidade do útero da mulher.

Fertilização Invitro

IIU: inseminação intrauterina – a técnica consiste em inserir os melhores espermatozóides no útero da mulher, facilitando a fecundação natural do óvulo.

Inseminação Intrauterina

Maiores esclarecimentos só podem ser dados mediante uma visita ao seu médico de confiança, onde a melhor alternativa será utilizada.

O Parto

Um turbilhão de emoções, mas que nos conecta com a existência, o momento em que o bebê deixa o útero da mãe, finalizando o período de gestação. O mais importante é que a futura mamãe tem que ser muito bem acolhidaseja feita uma pesquisa com informações comprovadas e de qualidade sobre cada tipo de parto.


Quando o parto é normal, aparecem contrações (a barriga endurece e volta ao normal – esse processo se repete em intervalos de tempo). O útero contrai com maior frequência. Quando entra em ritmo de trabalho de parto ocorre dilatação total do colo uterino finalizando com a expulsão do bebê do ventre materno.

No parto humanizado, a mulher possui autonomia, fazendo escolhas de como será o ambiente, quem estará ao seu lado.

Na cesariana ou cesárea é uma intervenção cirúrgica e pode ser solicitada pela futura mamãe ou recomendada pelo médico em casos onde há algum tipo de risco para a mãe ou o bebê. É um procedimento que dura até 1h e faz-se o uso de anestesia.

A preocupação com o COVID e a hora do Parto. Em tempos de Covid há restrições as parturientes, será permitido apenas um acompanhante. Não serão permitidas visitas para que todos os cuidados com mãe e filho sejam cumpridos.