Bolsa Rota

O que é bolsa rota?

Dra Claudiani Branco Ginecologista e Obstetra explica o que é a Bolsa Rota durante a gravidez.

Durante a gravidez, o bebê se desenvolve dentro da bolsa amniótica, um tipo de saco cheio de líquido que protege o bebê amortecendo impactos e dando suporte para que a gestação evolua adequadamente. Constantemente, esse líquido se renova e aumenta de volume conforme as semanas vão passando, até a 34ª semana, quando passa a diminuir até o parto. 

Naturalmente, a bolsa se rompe durante o trabalho de parto ou próximo das 39 semanas e não há problema nesses casos. No entanto, quando esse rompimento acontece antes da gestante iniciar o trabalho de parto ou, pelo menos, estar próxima da reta final da gravidez, é chamada de bolsa rota ou amniorrexe. 

De qualquer maneira, independentemente do período gestacional, é muito importante entrar em contato com o (a) médico (a) obstetra assim que perceber que a bolsa estourou. Principalmente, se vier acompanhada de contrações do parto. 

Se a gestante ainda não completou 34 semanas, o mais provável é que ela seja internada e medicada para avaliar se há alguma infecção ou tentar prolongar a gestação até que o bebê tenha condições de sobreviver fora do útero, o que nem sempre é possível e um parto prematuro pode ser necessário. Nessas situações, a rotura é classificada de amniorrexe prematura ou rotura prematura das membranas.  

Da mesma forma, entre 34 e 39 semanas, o bebê ainda não terminou de se formar, portanto o (a) médico (a) irá avaliar a melhor conduta para a saúde da mãe e da criança. Sendo possível internamento e medicação para estender a gestação ou realizar um parto induzido.

De maneira geral, quando é necessário que o parto seja feito, ele costuma acontecer em até 24 horas do rompimento precoce da bolsa. 

O que causa bolsa rota?

Algumas condições fazem com que as gestantes estejam mais vulneráveis à bolsa rota prematura. Entre elas, podemos citar:

  • Histórico de rupturas prematuras da bolsa em gravidez anterior;
  • Ser fumante ou usar drogas;
  • Sangramentos vaginais;
  • Vaginose bacteriana;
  • Útero distendido por gestação múltipla de gêmeos ou mais;
  • Ter realizado procedimentos invasivos no útero; 
  • Deficiências nutricionais como vitamina C e cobre;
  • Doenças como a deficiência de alfa-1-antitripsina, anemia falciforme e síndrome de Ehlers-Danlos.

Além disso, algumas situações podem fazer com que a membrana que mantém o bebê protegido no útero se rompa, causando a bolsa rota e a necessidade do parto antes da hora, como:

Infecção vaginal

Quando a gestante apresentar algum tipo de infecção vaginal, essa condição pode causar o rompimento precoce da bolsa. Isso ocorre porque as bactérias produzem enzimas que agem nas membranas, levando ao enfraquecimento e, consequentemente, uma ruptura da bolsa.

Para identificar a infecção vaginal, é importante que a mãe esteja atenta a corrimentos com odores fortes ou cor mais escura. Qualquer alteração deve ser informada e monitorada pelo (a) médico (a) obstetra.

Colo curto

Algumas mulheres possuem o colo do útero menor do que a média. Por isso, podem ter uma ruptura prematura da bolsa. Nesses casos, as gestantes são monitoradas com mais frequência pelo (a) médico (a). 

Trabalho de parto prematuro

As contrações do trabalho de parto estimulam o rompimento da bolsa, porque ocorre uma tensão dentro do útero, que aumenta a possibilidade de rotura. 

Outras condições de saúde

A bolsa rota também pode ocorrer devido a infecções urinárias, periodontites(infecção na gengiva), gravidez múltipla (gêmeos ou mais), aumento do líquido amniótico e corrimentos genitais não tratados.

Como identificar se a bolsa rompeu?

Geralmente, o sintoma da bolsa rota é fácil de se identificar. Em síntese, ocorre uma perda súbita de grande quantidade de líquido pela vagina: esse líquido atravessa a roupa da mulher e molha o chão. No entanto, em alguns casos, há pequenos vazamentos que deixam a roupa íntima molhada e podem confundir a gestante.

Algumas mulheres podem ter dúvida se o líquido é urina ou sinal de que a bolsa rompeu, já que os escapes de urina são comuns no terceiro trimestre. No entanto, a urina costuma ser amarelada e ter um cheiro que já conhecemos.

Por outro lado, o líquido amniótico é normalmente transparente, semelhante à água de coco e tem um cheiro parecido com água sanitária. Em alguns casos, há pequenos focos de sangue no líquido, essa secreção mucosa é um sinal de que o parto é iminente. 

Também é comum que a perda do tampão mucoso seja confundido com a rotura da bolsa, mas são situações bem diferentes, já que o tampão é mais espesso e parece um catarro. 

Também algumas mulheres detectam pressão quando a bolsa se rompe e outras escutam um barulho de estalo seguido do vazamento. 

Quais são os riscos da bolsa rota? 

A bolsa rota é uma das principais situações que levam ao parto prematuro (antes das 37 semanas). Por isso, deve ser levada a sério e manter a calma é extremamente importante. Ao perceber perda de líquido, entre em contato com o (a) obstetra que te acompanha e vá para o hospital ou maternidade. 

Ao chegar ao hospital ou maternidade, a gestante realiza diversos exames que conseguem identificar a ruptura da bolsa e quais os próximos passos para preservar a saúde da mãe e do bebê. Aqui, o (a) médico (a) vai avaliar a idade gestacional, como está o bebê na bolsa, se a mulher já está em trabalho de parto e se há chances de infecção para a mãe e o bebê. 

Nesse momento, o mais importante é identificar se há líquido suficiente para o bebê continuar no útero, se há algum ponto de infecção que ofereça riscos ou se um parto de emergência é o mais indicado.

Sendo assim, é possível que a gestante (especialmente com menos de 34 semanas) seja internada para tentar prolongar a gravidez ou, se necessário, vá para uma indução de parto ou cesárea. Tudo isso precisa acontecer muito rápido, pois após a bolsa rota é importante que o parto seja feito em até 24 horas. 

Além disso, com a diminuição do líquido, é possível que o bebê entre em sofrimento fetal, com dificuldades para se movimentar, respirar e até se enrolar no cordão umbilical, o que é muito perigoso e, muitas vezes, fatal. Após o nascimento, é preciso identificar possíveis deformidades, más-formações, hemorragias ou outros problemas no desenvolvimento que podem levar o bebê à morte.

Por fim, também traz riscos para a mãe como inflamações e infecções sérias no útero que podem se espalhar para o corpo todo, como a sepse.

Cuidados e prevenção da bolsa rota

Eventualmente, alguns imprevistos e situações fogem do nosso controle, como um acidente de carro ou uma queda. Nesses casos não há como prevenir os efeitos disso e o acompanhamento médico é fundamental para avaliar a saúde da mãe e do bebê. 

No entanto, olhar para os fatores de risco e ter uma série de cuidados para evitar essa lista é um passo possível, como aumentar a ingestão de vitaminas e minerais. Por isso, a realização de um pré-natal adequado é fundamental.

Outro ponto importante é evitar realizar atividades que exijam muito esforço durante a gestação, como pegar peso. Além disso, manter bons hábitos de saúde como alimentação adequada e praticar atividade física regularmente também são ações recomendadas. 

Assim como é um momento muito especial e cheio de amor, na maioria dos casos, a gestação exige uma série de cuidados tanto para a saúde da mãe, quanto para o desenvolvimento saudável do bebê. 

Portanto, siga as orientações do seu ou seu médico (a) obstetra. Somente esse (a) profissional conhece seu histórico, riscos e necessidades.

Quer saber mais informações sobre esse e outros assuntos sobre a sua saúde e a do seu bebê? Agende uma consulta pelos canais abaixo:

Vagina

Dra Claudiani Branco Ginecologista e Obstetra explica a estrutura da Vagina.

A vagina é um canal tubular que se estende do colo do útero à vulva, parte do aparelho reprodutor feminino. O limite entre a vulva, conjunto dos órgãos genitais femininos externos, e o canal vaginal é constituído por uma membrana chamada hímen, que em geral se rompe quando a mulher tem sua primeira relação sexual.

A região externa da vagina chama-se vestíbulo da vagina.

A parede do canal vaginal é formada por três camadas: mucosa, muscular e adventícia. A mucosa é constituída de tecido conjuntivo repleto de fibras elásticas, tem aspecto rugoso e poucas terminações nervosas; a camada muscular é formada por fibras musculares lisas; a camada adventícia localiza-se na parte externa da camada muscular e é composta por tecidos grossos e elásticos que conferem elasticidade ao órgão.

Tem cerca de 10 cm de comprimento, mas suas dimensões variam de mulher para mulher e aumentam durante a excitação sexual e o parto.

A função da vagina é receber o pênis durante a relação sexual e permitir a saída do bebê no momento do parto, além de eliminar o fluxo menstrual.

Tem mais dúvidas sobre ginecologia? Agende uma consulta através dos canais abaixo:

Vulva

Dra Claudiani Branco Ginecologista e Obstetra explica a vulva e sua estrutura.

A vulva corresponde ao conjunto de órgãos genitais femininos externos e visíveis. Faz parte do sistema reprodutor e possui as seguintes estruturas:

  • Púbis ou monte de Vênus;
  • Grandes lábios ou lábios maiores;
  • Pequenos lábios ou lábios menores;
  • Vestíbulo vulvar;
  • Clitóris;
  • Óstio da uretra ou meato uretral;
  • Introito vaginal;
  • Períneo.
A vulva e sua estrutura.

PÚBIS OU MONTE DE VÊNUS

O púbis é uma proeminência constituída por tecido adiposo e recoberta de pelos que começam a surgir na adolescência. Serve como proteção do osso púbico.

GRANDES LÁBIOS

Os grandes lábios são dobras formadas por tecido adiposo e conjuntivo, cobertas por pele e pelos. Estendem-se do púbis até o períneo e ajudam a proteger a abertura da vaginae da uretra contra agentes infecciosos, como fungos e bactérias. Em sua parte interna, há glândulas sebáceas e sudoríparas.

PEQUENOS LÁBIOS

 São duas pregas finas constituídas de mucosa que se localizam no interior dos grandes lábios. São bastante enervadas e vascularizadas, por isso são áreas bastante sensíveis que aumentam de volume quando a mulher está sexualmente excitada. Delimitam a região do vestíbulo, onde se situam as aberturas da vagina e da uretra. Têm grande quantidade de glândulas sudoríparas e sebáceas, mas não possuem pelos.

Na parte superior, formam o prepúcio do clitóris; na inferior, sob o intróito vaginal (extremidade inferior da vagina), formam a fúrcula ou comissura posterior.

VESTÍBULO VULVAR

É o espaço circundado pelos pequenos lábios. A parte superior do vestíbulo é formada pelo clitóris e a base, pela fúrcula. Em seu interior se localizam o meato uretral, o introito vaginal e as glândulas de Bartholin, que produzem a lubrificação vaginal.

CLITÓRIS

Constituído de tecido erétil, o clitóris se localiza na parte superior da vulva, próximo à uretra e perto da junção dos pequenos lábios. As partes visíveis do clitóris são relativamente pequenas, semelhantes a um grão de feijão, e correspondem ao prepúcio e à glande, área extremamente sensível. No entanto, o restante do órgão se estende no interior do corpo.  Possui inúmeras terminações nervosas e, por isso, tem função importante no prazer sexual feminino.

MEATO URETRAL

É o orifício por onde sai a urina. Localiza-se entre a entrada da vagina e o clitóris e não faz parte dos órgãos genitais femininos, sendo descrito apenas por sua localização anatômica.

INTROITO VAGINAL

Localiza-se na parte inferior do vestíbulo e é parcialmente coberto pelo hímen, tecido membranoso que em geral se rompe quando a mulher tem a primeira relação sexual.

PERÍNEO

Inicia-se na parte inferior da vulva e estende-se até o ânus.

Tem mais dúvidas ginecológicas sobre seu corpo? Agende uma consulta através dos canais abaixo:

Vitaminas para gestantes

As vitaminas para gestantes são suplementos vitamínicos que são indicadas para auxiliar no melhor desenvolvimento do feto e nos cuidados com a saúde da gestante até o momento do parto.

O que São Vitaminas Para Gestantes?

As vitaminas para gestantes são suplementos de vitaminas criados para auxiliar durante esse período em que é necessária uma melhor alimentação e hábitos mais saudáveis. As vitaminas além de auxiliar no desenvolvimento do feto, tem extrema importância no desenvolvimento cerebral, de ossos e tecidos do bebê além de colaborar no controle de uma gestação saudável até a hora do parto. São recomendadas pelo obstetra logo na primeira consulta do pré-natal e são de extrema importância principalmente no primeiro trimestre da gestação, devendo ser ingerida até o final da gravidez.

Quais Vitaminas Tomar na Gravidez?

Cada vitamina é responsável por uma função e responsável por benefícios diferentes, porém algumas delas tem extrema importância no desenvolvimento adequado do feto evitando más formações, como é o caso do desenvolvimento do tubo neural que é de responsabilidade da vitamina B6. Vejamos quais são elas:

  • Acido Fólico – Essa vitamina é fundamental para o desenvolvimento do cérebro, para formação da coluna e medula espinhal e para precaver má formação no tubo neural do bebê. É indicado o consumo antes mesmo de engravidar, dessa forma evitando a deficiência desse importante nutriente.
  • Cálcio – O cálcio é fundamental para a formação dos ossos do feto, além de auxiliar na manutenção da pressão sanguínea e na coagulação do sangue. Controla também a contração muscular e age ativamente na produção do leite materno.
  • Ferro – O ferro é muito importante até mesmo antes de se engravidar, pois é responsável pela produção de hemoglobina que carrega oxigênio para as células do corpo e mantem o sistema imunológico em perfeito funcionamento. Já na gravidez devido ao aumento na quantidade de sangue o ferro se encarregará de aumentar a produção da hemoglobina, e auxiliar no desenvolvimento do feto além de prevenir o desenvolvimento de anemia na mulher, que poderá levar a parto prematuro e a um bebê de baixo peso.
  • Vitamina D – A vitamina D é uma das responsáveis pela preservação dos ossos e o funcionamento do metabolismo além de auxiliar no desenvolvimento muscular e de nervos. Atua também na prevenção da coagulação sanguínea e garante o bom crescimento celular no corpo.
  • Zinco – O zinco é responsável pela produção de tecidos no corpo do feto e pela formação das células de DNA.
  • Vitamina B6 – A vitamina B6 é de extrema importância na formação do feto e age na precaução de más formações. Auxilia no controle de enjoos durante a gravidez, pois é responsável pelo controle hormonal da mulher.
  • Vitamina C – Vitamina responsável pelo melhor funcionamento do organismo, atua na saúde da pele e gengivas. Auxilia na melhor absorção do ferro no organismo, colaborando para melhor crescimento dos ossos.
  • Ômega 3 – O ômega 3 auxilia na produção de prostaglandinas responsáveis pelo controle da pressão sanguínea e da coagulação. Atua no desenvolvimento neurológico e visual do feto e atua na precaução de pré-eclâmpsia e parto prematuro.

Visite seu ginecologista para maiores orientações! Agende uma consulta pelos canais abaixo:

Parto normal

O que é um parto normal?

A organização mundial de saúde (OMS) define parto normal como se tratando do momento do nascimento do bebé de forma natural, ou seja, aquele que começa espontaneamente, de baixo risco e assim se mantém até terminar. O recém-nascido nasce espontaneamente, de cabeça para baixo e normalmente entre as 37 e as 42 semanas de gestação.

Dra Claudiani Branco explica o parto normal.

Como calcular a data provável do parto?

A data provável do parto pode ser calculada da seguinte forma:

Idade gestacional cronológica: definida a partir da data da última menstruação; quando a menstruação é regular (certa) começamos a datar a gravidez a partir do primeiro dia da última menstruação (DUM). A data provável do parto é calculada somando 40 semanas (280 dias) a partir desta data (DUM).

Pode-se usar a regra de Naegele para fazer a datação do parto (DPP). Soma-se 7 dias ao dia da última menstruação e tira-se 3 meses. Exemplo: DUM 7/5/2021 DPP 14/2/2022

Depois, a data provável do parto deve ser revista com os dados da ecografia inicial.

  • Idade gestacional efetiva: definida pelo comprimento craniocaudal (CRL) na ecografia do 1º trimestre. A partir daqui mantém-se inalterável ao longo da gravidez.
  • Quando a gravidez resulta de técnicas de reprodução assistidas, a idade gestacional é calculada utilizando a idade do embrião no dia da transferência (2 semanas).
  • Quando o início da vigilância é tardio, devem ser usados dados da história clínica (padrão menstrual e altura uterina) e dados ecográficos (biometrias fetais) para cálculo aproximado da idade gestacional.

Trabalho de parto

trabalho de parto é uma combinação de fenómenos fisiológicos que uma vez postos em marcha conduzem à dilatação e extinção do colo do útero, à progressão do feto através do canal de parto e à sua expulsão para o exterior, culminando com a expulsão da placenta.

É possível identificar alguns sinais e sintomas de que o trabalho de parto se aproxima, a saber:

  • Contrações uterinas inicialmente indolores (contrações de Braxton-Hicks) que vão ficando cada vez mais frequentes e fortes;
  • Dores e pressão nas virilhas que são devidas à descida do feto na pélvis;
  • Aumento da secreção vaginal (muco vaginal em maior quantidade e mais espesso);
  • Saída do tampão mucoso;
  • Diminuição dos movimentos do feto.

Tipos de parto: eutócico, distócico

Podemos identificar dois tipos de parto:

  • Parto eutócico – designa-se por parto eutócico quando o nascimento do bebé ocorre por via vaginal sem qualquer intervenção instrumental durante o parto (veja o tipo de instrumentais abaixo). Este tipo de parto divide-se em 3 estágios:
    • 1º estágio: vai desde a instalação das contrações uterinas regulares à dilatação completa do colo. Há extinção e dilatação do colo uterino.
    • 2º estágio: vai desde a dilatação completa do colo à expulsão do feto. É denominado de período expulsivo.
    • 3º estágio: inicia-se após a expulsão do feto e termina após a expulsão da placenta e membranas fetais. É o período da dequitadura.
  • Parto distócico – designa-se por parto distócico quando é realizado, em algum momento, uso de instrumentos para facilitar o parto.
    • Parto vaginal instrumentado (ventosa, fórceps ou espátula);
    • Parto por cesariana.

Cuidados antes do parto

Para avaliar se a grávida está a entrar em trabalho de parto, normalmente, faz-se o toque vaginal para avaliar se existe dilatação ou extinção do colo do útero.

É realizada uma cardiotocografia (traçado). Esta avalia se a grávida tem contrações uterinas e simultaneamente observa o bem-estar fetal através do registo da frequência cardíaca do feto.

ecografia obstétrica complementa a avaliação do bem-estar fetal através da avaliação do peso e dinâmica fetal, quantidade de líquido amniótico e doppler fetal.

O que são contrações?

As contrações uterinas resultam do encurtamento e relaxamento do músculo do útero e que levam ao endurecimento do ventre materno.

Elas normalmente são dolorosas provavelmente por hipóxia do músculo ou estiramento do colo do útero durante a dilatação. São involuntárias pois pace-makers iniciam a contração e o impulso é propagado através de gap junctions. E são rítmicas, de intervalos variáveis e intercaladas por períodos de relaxamento.

O intervalo entre as contrações diminui gradualmente desde cerca de 10 minutos no início do parto até cerca de 1 minuto durante a expulsão do feto.

Controle da dor, analgesias de parto

A dor do parto é bastante variável de mulher para mulher. A dor de parto pode ser ligeira a moderada para algumas mulheres, enquanto para outras pode ser uma dor muito forte, intensa e por vezes insuportáveis.

O uso da anestesia no parto vaginal é possível de ser realizada, reduzindo muito a quantidade de dor no trabalho de parto. O uso de anestesia não provoca qualquer efeito no feto e ajuda a manter a grávida tranquila.

No parto normal a mulher pode escolher se quer ou não receber a anestesia, basta que ela apresente o desejo ao seu médico.

A anestesia pode ser ministrada em qualquer fase do trabalho de parto. O uso da anestesia em qualquer fase depende da vontade da grávida.

No parto vaginal, a anestesia mais usada é a epidural. A anestesia epidural tira a sensibilidade da dor apenas da cintura para baixo e por isso desaparecem as dores das contrações. O desaparecimento da dor não interrompe as contrações, ou seja, elas continuam a ocorrer normalmente durante o trabalho de parto.
Quando utilizada a anestesia é aplicada entre a 3ª e a 4ª vertebra da coluna lombar através de uma agulha fina e injetam o líquido (fármaco anestésico) no espaço peridural. O uso da anestesia em certas doses acaba por condicionar mais a grávida à cama. Contudo, a mulher pode receber uma dose que alivie a dor e ao mesmo tempo permita que a grávida se levante e caminhe para ajudar na evolução do parto.

Algumas mulheres não querem fazer anestesia epidural no parto e preferem controlar a dor de forma mais natural através de exercícios de respiração, exercícios e massagens corporais, banhos em água quente, acunpuntura ou medicação apenas endovenosa.

Como induzir o trabalho de parto e em qual situação?

O parto normal poderá ser induzido quando o trabalho de parto não se iniciou sozinho e é necessário intervir, pelo bem-estar da saúde da mãe e do bebé. O parto vaginal induzido não deixa de ser um parto natural!

Normalmente, a intervenção é realizada quando a gravidez ultrapassou as 41 semanas, houve rotura de membranas e as contrações não começaram em 24 horas, a Mãe é hipertensa ou diabética, ou ainda quando há diminuição de líquido amniótico (oligoâmnios).

O método utilizado para induzir o parto depende das condições do colo do útero. Quando o colo do útero é favorável utiliza-se a perfusão endovenosa com ocitocina. Quando é desfavorável usam-se dispositivos com prostaglandinas que podem ser vaginais ou orais.

Vantagens do parto normal

O parto normal ou natural tem mais vantagens em relação aos outros tipos de parto. E quanto mais natural for, com o menor número de toques vaginais, manobras ou episiotomia (corte do períneo para evitar lacerações vaginais), melhor! Mas nem sempre é possível e todos os trabalhos de parto são diferentes! O ideal é ter um parto o mais humanizado possível!

O parto normal ou natural tem muitas vantagens em relação ao parto por cesariana, a saber:

  • Menor risco de infecção;
  • Menor tempo de internação (normalmente 48 horas);
  • Tempo de recuperação menor;
  • Os riscos com complicações anestésicas são menores;
  • O útero volta ao tamanho natural mais rapidamente;
  • Aumenta os hormônios responsáveis pelo bem-estar;
  • Os laços afetivos ocorrem de maneira mais intensa e rápida.

Entretanto, não é apenas para as mães que o parto normal oferece diversos benefícios, mas para o bebé também, alguns deles são:

  • Mais tranquilidade;
  • Maior receptividade ao toque;
  • Maior facilidade para respirar (ao passar pelo canal de parto, o tórax é comprimido, fazendo com que os líquidos de dentro do pulmão sejam naturalmente expelidos);
  • Mais atividade ao nascer (antes de ter o cordão umbilical cortado, o bebé consegue achar a mama da mãe sem auxílio de terceiros).

Recuperação após o parto

recuperação após o parto normal é muito rápida. Nas primeiras 2 horas após o parto é necessário fazer repouso e uma vigilância mais rigorosa, mas se estiver tudo bem após esse período já pode iniciar o levante e fazer uma vida normal.

Durante a internação a involução uterina é avaliada pela consistência e pelo tamanho do útero. Os lóquios (sangramento no pós-parto) devem ser observados, no sentido de despistar perdas hemáticas abundantes ou cheiro fétido.

A mobilização precoce (nas primeiras 6 a 8 horas após o parto) deve ser promovida, uma vez que diminuiu a incidência de fenómenos tromboembólicos e melhora o trânsito intestinal.

Quanto ao ingurgitamento mamário, ocorre geralmente entre as 24-72 horas após o parto e pode acompanhar-se de desconforto significativo. Habitualmente, resolve-se em poucos dias sem necessidade de medicação.

A hemorroida é muito frequente no pós-parto. Se forem sintomáticas, devem ser devidamente tratadas: gelo local, venotrópicos e antihemorroidários tópicos e analgésicos.

Às puérperas RH negativas com recém-nascido RH positivo devem ser administradas imunoglobulina anti-D. Nas mulheres não imunizadas contra a rubéola o pós-parto é a altura ideal para se proceder à respectiva vacinação.

A alta hospitalar deve ser dada, regra geral, 48 horas após o parto.

Recomendações na alta

As principais recomendações após a alta são:

  • A mãe deve manter uma dieta rica em cálcio (principalmente aquelas que amamentam);
  • Tomar ferro oral pode ser útil para compensar as perdas hemáticas após o parto;
  • A atividade física deve ser retomada de forma gradual;
  • As relações sexuais podem ser reiniciadas após a cessação do lóquios, desde que não provoquem desconforto ou dor e tenham decorrido, pelo menos 2 a 3 semanas após o parto;
  • É normal no primeiro mês após o parto haver alterações de humor, irritabilidade, labilidade emocional, ansiedade, insónia, crises de choro. Normalmente, é uma situação transitória que normalmente desaparece ao final de 2 semanas. Se se prolongar por muito mais tempo o melhor é procurar ajuda pois podemos estar perante uma depressão pós-parto;
  • É habitual haver uma queda de cabelo mais exuberante até aos 6 meses após o parto;
  • Importância de não esquecer a consulta do puerpério, que deve ser realizada entre a 4ª a 6ª semana após o parto;
  • Importância do teste do pezinho que é realizado no recém-nascido no 3º dia de vida e da primeira consulta que deve ser feita aos 15 dias de vida.

Contraceptivos, menstruação no pós-parto

A mulher que amamenta normalmente tem ciclos anovulatórios e por isso normalmente não menstrua. De qualquer forma a amamentação é um método de contracepção muito falível e por isso devem ser usados métodos contraceptivos eficazes no pós-parto:

  • Métodos de barreira;
  • Métodos hormonais apenas com progestativo: progestagénio oral contínuo (chamada pílula da amamentação) ou implante subcutâneo. Devem ser iniciados na 3º a 4ª semana após o parto;
  • Métodos hormonais estroprogestativos: só devem ser iniciados em mulheres que não amamentam e apenas na 4ª semana após o parto;
  • Dispositivos intrauterinos: podem ser colocados imediatamente após o parto, mas as taxas de expulsão são maiores. A altura ideal de colocação é entre a 4ª a 6ª semana após o parto.

Tem mais dúvidas sobre o parto normal? Agende uma consulta através dos canais abaixo:

Partograma

O que é o partograma?

Ginecologista e Obstetra Dra Claudiani Branco fala sobre o Partograma. Foto por Canva.com.

O partograma é um documento oficial que deve ser preenchido a partir do momento que a gestante entra em trabalho de parto. Como o partograma é parte do prontuário, ele deve ser corretamente preenchido e aberto na hora correta.

Mas como sabemos isso? Existem dois critérios importantes para determinar o trabalho de parto: dilatação de pelo menos 3 centímetros e pelo menos 2 contrações efetivas.

Como preencher um partograma.

O partograma compreende 4 partes, que devem ser preenchidas de hora em hora, ou quando a gestante for reavaliada.

Identificação da paciente

primeira parte é a identificação da paciente. Cada serviço pode ter um cabeçalho especificado, mas normalmente temos o nome completodocumento/atendimento, idade da gestante e idade gestacional.

Dilatação e altura do feto

segunda parte refere ao acompanhamento da dilatação e a altura do feto, duas informações que devem ser anotadas a cada toque vaginal que for realizado. O preenchimento é feito a partir da esquerda para a direita e além das outras duas informações, é necessário anotar a hora real e/ou a hora de registro.

Vamos ver o que cada símbolo significa:

• O triângulo é referente a dilatação e está correlacionado com a escala à esquerda.

• Já o círculo representa a altura do feto, respeitando os planos de De Lee ou de Hodge.

Temos também duas linhas: a linha de alerta e a linha de ação. Elas podem estar presentes ou não no partograma, se não estiverem será de responsabilidade de quem abre o partograma desenhá-las.

Ambas estão em um ângulo de 45 graus e devem estar espaçadas em 4 quadrados. E a linha de alerta deve começar na segunda hora do partograma.

●     Linha de Alerta: o trabalho de parto deve acompanhar a linha, por isso, se a representação do parto ultrapassar essa linha, devemos prestar atenção.

●     Linha de Ação: mostra a necessidade de intervenção, não necessariamente cesárea!

Batimentos Fetais

A terceira parte é o registro de Batimentos Fetais e deve ser marcado apenas com um ponto na frequência que o feto apresenta no momento do exame.

Em seguida, há o registro das contrações. Para as contrações efetivas, deve-se preencher todo o quadrado. Se elas não forem efetivas, mas durarem entre 20 e 39 segundos, pinta-se apenas metade do quadrado, traçando uma linha na diagonal. O número de quadrados que pintar, representa a quantidade de contrações em 10 minutos.

Uso (ou não) de ocitocina, aspecto do líquido amniótico e aspecto da bolsa

A quarta e última parte, é onde será anotado se há ou não uso de ocitocina, o aspecto do líquido amniótico e o aspecto da bolsa.

• BOLSA: A bolsa pode estar íntegra (I) ou rota (R)

• LÍQUIDO AMNIÓTICO (LA): o líquido pode ser claro (LC) ou meconial (LM). Lembrando que apenas com o rompimento da bolsa é possível avaliar o líquido amniótico.

• OCITOCINA: é importante marcar a dose que está sendo utilizada

O partograma faz parte do prontuário médico, portanto ao preencher uma coluna (correspondente a uma hora) o examinador deve assinar, indicando que ele realizou o exame.

Herpes Genital

Ginecologista Dra Claudiani Branco fala sobre a Herpes Genital. Foto by Canva.

Herpes genital é uma doença sexualmente transmissível de alta prevalência, causada pelo vírus do herpes simples (HSV), que provoca lesões na pele e nas mucosas dos órgãos genitais masculinos e femininos. Uma vez dentro de um organismo, dificilmente esse vírus será eliminado, porque se aproveita do material fornecido pelas células do hospedeiro para sua replicação. Além disso, como se esconde dentro das raízes nervosas, o sistema imunológico não tem acesso a ele.

Existem dois tipos de HSV:

1) O tipo 1, responsável pelo herpes facial, manifesta-se principalmente na região da boca, nariz e olhos;

2) O tipo 2, que acomete principalmente a região genital, ânus e nádegas.

O período de incubação varia de dez a quinze dias após a relação sexual com o/a portador/a do vírus, que pode ser transmitido mesmo na ausência das lesões cutâneas ou quando elas já estão cicatrizadas.

Herpes genital na gravidez pode provocar abortamento espontâneo, uma vez que existe a transmissão vertical do vírus. E mais: herpes congênito é uma doença extremamente grave e letal.

SINTOMAS DO HERPES GENITAL

No início, a infecção pode causar

  • Ardor;
  • Coceira (prurido);
  • Formigamento;
  • Gânglios inflamados.

Em seguida surgem as bolhas características do herpes. São pequenas vesículas que se distribuem em forma de buquê nos genitais masculinos e femininos. Às vezes, elas estão presentes dentro do meato uretral ou, por contiguidade, podem atingir a região anal e perianal, de onde se disseminam se o sistema imunológico estiver debilitado.

As lesões costumam regredir espontaneamente, mesmo sem tratamento, nos indivíduos imunocompetentes. Nos imunossuprimidos, porém, elas adquirem dimensões extraordinárias.

As manchas vermelhas que aparecem alguns dias mais tarde evoluem para vesículas agrupadas em forma de buquê. Depois, essas pequenas bolhas cheias de líquido se rompem, criam casca, cicatrizam, mas o vírus migra pela raiz nervosa até alojar-se num gânglio neural, onde permanece latente até a recidiva seguinte.

PRIMEIRA INFECÇÃO E RECIDIVAS DE HERPES GENITAL

A primeira infecção pode ser muito agressiva e longa, porque o vírus HSV é um elemento estranho e não houve tempo ainda para o sistema de defesa desenvolver estratégias para combatê-lo. Já as recidivas costumam ser menos graves, porque o organismo criou anticorpos capazes de tornar a doença autolimitada, mas o risco de recidivas sempre permanece.

FATORES QUE PODEM DESENCADEAR CRISES DE HERPES GENITAL

  • Traumas na região genital
  • Exposição ao sol
  • Alterações hormonais, incluindo as que podem ocorrer no período menstrual
  • Fadiga
  • Febre
  • Uso de corticoides

TRATAMENTO DO HERPES GENITAL

O aciclovir é a principal droga usada para o tratamento do herpes genital. Ele necessita da ação enzimática do vírus para destruí-lo ou impedir que mantenha sua cadeia de replicação. No entanto, quando o vírus está recolhido no gânglio neural, esse remédio não faz efeito.

RECOMENDAÇÕES SOBRE O HERPES GENITAL

  • A melhor maneira de prevenir a doença é usar preservativo nas relações sexuais e evitar múltiplos parceiros;
  • Mesmo que a mulher não tenha lesões visíveis, deve informar o médico que é portadora do vírus do herpes genital se pretende engravidar;
  • Apesar de as lesões regredirem espontaneamente nas pessoas com resposta imune satisfatória e as recidivas serem menos graves do que a primeira infecção, elas podem continuar transmitindo o vírus do herpes genital;
  • Não toque nas lesões, pois elas carregam grande quantidade de vírus. Se você tocar nas lesões ou nos fluidos da região, lave as mãos imediatamente com água e sabão.

Agende uma consulta através dos canais abaixo:

Disco menstrual

O que é o disco menstrual?

O disco menstrual é um acessório para ser usado durante a menstruação, feito de silicone medicinal hipoalergênico.  

Semelhante aos coletores menstruais, tem a mesma função dos absorventes: funcionar como uma barreira para o sangue da menstruação, evitando que faça sujeira e manche as roupas.  

Dra Claudiani Branco fala sobre o Disco Menstrual.

Como o próprio nome sugere, o disco menstrual parece um disquinho. Com seu formato oval e discreto se encaixa no canal vaginal, próximo ao útero e não necessita de vácuo para o posicionamento correto.  

Quais as vantagens do disco menstrual?

O fato de não precisar de vácuo para ficar bem-posicionado é uma das grandes vantagens do disco menstrual.

A pessoa que vai utilizar não precisa se preocupar em aprender a fazer dobras para colocar e retirar. O processo é muito mais fácil.  

Além disso, assim como o copinho, o disco menstrual é reutilizável — o que faz bem para o seu bolso e para o meio ambiente.  

Mas o grande trunfo do disco menstrual é poder fazer sexo com ele. O seu formato e o método de encaixe deixa o canal vaginal livre, permitindo que você e seu parceiro/parceira transe sem medo de fazer sujeira.  

Muitas pessoas sentem-se mais excitadas durante a menstruação. O período também é ótimo para a lubrificação vaginal, tornando as relações mais prazerosas. O papel do disco é justamente conter o sangue menstrual.

O disco menstrual não é um diafragma!

Embora o diafragma seja citado em cartilhas de educação sexual como um método contraceptivo confiável, ele não é muito popular no Brasil e o disco menstrual não veio para substituí-lo por um único motivo: ele não pode ser utilizado para prevenir gravidez ou DST. 

O diafragma é um anel flexível, fabricado em borracha, com um material parecido com a camisinha. Sua função é impedir que os espermatozoides cheguem até o útero. Para isso, devem ser inseridos de 15 a 30 minutos antes da relação, e retirado 12 horas depois. 

Cuidados com o disco menstrual  

O disco menstrual pode ser usado por até 12 horas. Cada vez que você retirar para esvaziar, o indicado é que ele seja lavado com água corrente e sabão neutro.  

O disco deve ser fervido por cerca de 3 minutos todo início e final de menstruação. Ou seja, assim que a menstruação der os primeiros sinais, prepare seu disco menstrual e faça o mesmo processo antes de guardá-lo para o próximo ciclo.

Para colocar, você deve apertar as laterais das bordas até que ele fique parecendo um oito. Insira a borda mais larga na vagina e, com o dedo indicador, empurre o disquinho até sentir que chegou ao osso pélvico. A borda da frente deve ficar posicionada atrás desse osso.  

Já na hora da retirada, é só puxar a borda frontal. Vale destacar que pode fazer xixi sem maiores problemas, pois, o xixi sai por outro canal.

Quer esclarecer mais dúvidas sobre o disco menstrual? Agende uma consulta através dos canais abaixo:

Calcinha absorvente

Os benefícios da calcinha absorvente são inúmeros: desde manter sua roupa de cama limpa até ajudar a proteger o meio ambiente. Além disso, a calcinha absorvente também ajuda a economizar, porque reduz – ou elimina – os gastos com uso de absorvente descartável.

A variedade e a facilidade de acesso a absorventes descartáveis geram um enorme problema ambiental. Em cada ciclo, uma mulher utiliza de dez a vinte absorventes descartáveis.

Dra Claudiani Branco fala sobre a calcinha absorvente.

Da puberdade até a menopausa, esse número pode chegar a 15 mil. Por isso, cerca de 20 bilhões de absorventes e tampões são despejados em aterros sanitários por ano! No Brasil, não existe reciclagem para esse tipo de resíduo – e, consequentemente, eles também vão parar também em lixões e aterros sanitários.

Isso sem falar que o plástico de polietileno em absorventes convencionais pode levar cerca de 500 anos para se decompor, tornando-se um problema para as gerações futuras. Somente o fato de poderem substituir milhares de produtos que seriam descartados anualmente já faz da calcinha absorvente uma excelente alternativa.

Calcinha absorvente é alternativa sustentável ao absorvente descartável

A crescente procura das mulheres por praticidade e atitudes sustentáveis ampliou a oferta de produtos alternativos para o período menstrual, como o coletor menstrual e a calcinha absorvente.

Além de ecologicamente corretos, esses produtos eliminam a preocupação de não saber exatamente quando você poderá menstruar ao longo do dia e a necessidade de carregar na bolsa calcinhas, absorventes e absorventes internos.

As marcas brasileiras que comercializam vários modelos de calcinha absorvente são a Ecoabs, a Pantys, a Herself, a Korui e a Inciclo, que também é conhecida pela venda de coletores menstruais.

Por que optar pela calcinha absorvente?

1. Sustentabilidade

Uma calcinha absorvente pode durar cerca de dois anos. É reutilizável e pode ser lavada no banho, com sabão neutro, ou na máquina de lavar. Faça as contas: quantos absorventes descartáveis você não deixaria de utilizar nesse período?

2. Economia

Os valores de calcinha absorvente variam – você pode encontrar opções entre R$ 20,00 e R$ 100,00. Entretanto, na ponta do lápis, a economia com absorventes comuns compensa os gastos com uma unidade da calcinha absorvente ou um pacote com várias delas.

3. Saúde

O sangue menstrual é totalmente livre das toxinas da urina. O cheiro característico do fluxo menstrual, muitas vezes, é resultado da química nos absorventes descartáveis em contato com o sangue.

A calcinha absorvente, pelo contrário, ajuda a inibir esses odores, porque possui uma camada com ação antimicrobiana, que evita a proliferação de fungos e bactérias.

4. Alergia, nunca mais

A composição dos absorventes descartáveis e a umidade do contato com a pele podem desencadear alergias e infecções. Por isso, o uso da calcinha menstrual é recomendado para quem sofre com alergia durante o período menstrual.

5. Pode ser usada fora do ciclo menstrual

A calcinha absorvente pode ser utilizada também em casos de infecção vulvo-vaginais de repetição e incontinência urinária.

6. É segura e bonita

A calcinha absorvente é feita com três camadas de tecido: um mais macio, que fica em contato com a pele; um impermeável, que fica em contato com a roupa; e um material absorvente que impede a proliferação de fungos e bactérias. Ainda assim, parece uma calcinha comum – à primeira vista, é praticamente impossível reconhecer a diferença entre calcinhas normais e os absorventes.

A maioria das marcas trabalha com vários modelos, em diversas cores, tamanhos e espessuras. Além disso, é possível permanecer mais de cinco horas, ou até um dia inteiro, com a calcinha absorvente, sem correr risco de vazamentos. Tudo dependerá da intensidade do fluxo.

Mais dúvidas sobre as calcinhas absorventes? Agende uma consulta através dos canais abaixo:

Coletor menstrual: como usar, escolher e limpar.

O coletor menstrual, também conhecido como copo menstrual, é uma ótima estratégia para substituir o absorvente durante a menstruação, sendo uma opção mais confortável, econômica e ecológica. O coletor é fácil de usar, mantém a umidade natural da vagina, já que é mais fácil para entrar e sair em comparação ao absorvente interno e não deixa cheiro, já que o sangue não entra em contato com o ar, não havendo oxidação, o que é responsável pelo cheiro.

O coletor menstrual deve ser escolhido de acordo com a altura do colo do útero e intensidade do fluxo menstrual, podendo ser trocado a cada 8 ou 12 horas. É importante que o coletor seja colocado corretamente e que seja verificado se ficou bem encaixado, pois assim é possível evitar vazamento.

Como usar

Os coletores menstruais podem ser utilizados por todas as mulheres, no entanto é importante que as meninas virgens tenham orientação do ginecologista para que seja indicado o coletor mais adequado. Além disso, os coletores podem ser usados em todas as ocasiões, na praia, para fazer esportes ou na piscina, podendo inclusive ser usado para dormir desde que não ultrapasse 12 horas de uso.

De forma geral, o coletor menstrual pode ser utilizado por 8 a 12 horas, no entanto quando o fluxo da mulher é muito intenso ou quando é notado um pequeno vazamento, pode ser necessário trocar o coletor antes desse período.

Como colocar

Assim como o absorvente interno, o coletor menstrual é apenas indicado durante a menstruação. Para colocar basta sentar-se no vaso com as pernas bem abertas, dobrar o coletor de acordo com a indicação da embalagem e introduzir o coletor dobrado na vagina, de forma que o cabinho fique para fora.  Em seguida, rodar o coletor para se certificar de que está encaixado e sem dobras.

Para verificar se o coletor abriu corretamente e está fazendo vácuo, pode-se segurar na ponta ou haste do coletor menstrual e rodar devagar. A posição correta dos coletores menstruais é mais próxima da entrada do canal vaginal, e não no fundo como acontece com os absorventes internos.

Como tirar

A cada 8 ou 12 horas, o coletor menstrual deve ser retirado da seguinte forma:

  • Sentar-se no vaso sanitário, fazer xixi, secar a vulva e depois abrir bem as pernas;
  • Inserir o dedo indicador pelo ladinho, entre o coletor e a parede vaginal, para retirar o vácuo, facilitando sua retirada;
  • Puxe a parte final ou haste do coletor, até que ele saia da vagina;
  • Despeje o sangue no vaso, e lave o coletor com água abundante e sabão próprio para a região intima com pH neutro, secando no fim com papel higiênico.

Caso exista dificuldade para retirar o copo, pode optar por ficar agachada no chão do banheiro, pois esta posição pode facilitar o acesso ao coletor menstrual. Depois de limpo e seco o coletor está pronto para ser introduzido novamente.

Como escolher o coletor menstrual

O coletor menstrual pode variar de acordo com o tamanho e consistência e, por isso, é importante ter atenção a alguns fatores na hora de escolher o coletor, como altura do colo do útero e intensidade do fluxo menstrual, por exemplo. Assim, para escolher o coletor menstrual é importante levar em consideração:

1. Altura do colo do útero

Para saber o seu comprimento, no banho após lavar bem as mãos e a região íntima, deve inserir o dedo no canal vaginal, até tocar numa estrutura arredondada que será o seu colo do útero. Este teste deve ser feito de preferência durante o período menstrual, pois dependendo da mulher a sua posição pode mudar ligeiramente.

  • Para colo do útero baixo: preferir coletor mais curto
  • Para colo do útero alto: preferir coletor mais comprido.

Se o colo for baixo, não vai ser preciso inserir muito o dedo na vagina para o conseguir tocar. Por outro lado, se o seu colo for alto, será bem difícil de alcançar, pois ele estará localizado bem no fundo da vagina.

2. Intensidade do fluxo menstrual

A intensidade do fluxo menstrual ajuda a decidir a largura e consequentemente, a capacidade do coletor:

  • Para fluxo menstrual intenso: preferir coletor mais largo e maior;
  • Para fluxo menstrual médio: preferir coletor de tamanho médio
  • Para fluxo menstrual fraco: pode usar coletor menor, mais curto.

Para avaliar a intensidade do fluxo, é preciso observar a frequência com que se troca o absorvente. Caso a troca necessite ser feita a cada 2 ou 3 horas, o fluxo é considerado intenso, e quando não há necessidade de trocar antes de 4 ou 6 horas, o fluxo é considerado fraco.

3. Outros fatores

Além da altura do colo do útero e da intensidade do fluxo menstrual, também é importante considerar outros fatores como a força dos músculos pélvicos, se tem bexiga mais sensível, se pratica atividades físicas que fortaleçam os músculos pélvicos como Yoga ou Pilates, por exemplo, se é virgem ou se já teve filhos.

A análise conjunta de todos estes fatores irá ajudar a decidir o diâmetro e maleabilidade do coletor, ajudando a mulher a entender se necessita de coletores mais maleáveis, mais firmes, maiores ou menores.

Onde comprar

O coletor menstrual pode ser encontrado em supermercados, farmácias e lojas online, podendo ser vendido em embalagens com 2 coletores ou de forma individual. Algumas das principais marcas de coletores utilizadas são Inciclo, Lady Cup, Me Luna, Holy Cup, Lunette, Fleurity, Prudence e Korui, por exemplo.

Como limpar o coletor menstrual

Na primeira utilização, antes de cada ciclo e no final, deve-se esterilizar o coletor menstrual, para garantir uma limpeza mais profunda e a eliminação de microrganismos que podem causar infecção. A esterilização pode ser feita na panela ou no micro-ondas, de acordo com as recomendações:

Na panela

  • Numa panela só para o coletor de ágata esmaltada, vidro ou inox, deve colocar o coletor e adicionar água até o cobrir completamente;
  • Ligar o fogo e esperar que a água ferva;
  • Depois de levantar fervura, deixar por mais 4 a 5 minutos e retirar do fogo;
  • No final desse tempo, deve retirar o coletor menstrual e lavar a panela com água e sabão.

Não é recomendada a utilização de panelas de alumínio ou de teflon, pois soltam substâncias metálicas que podem danificar o silicone do coletor. Para não correr riscos, pode optar por comprar uma panelinha vendida por algumas marcas de coletores.

No micro-ondas

  • Num recipiente próprio para micro-ondas ou num pote de vidro ou caneca de cerâmica (só para o coletor) deve colocar o coletor, adicionar água até o cobrir e colocar no micro-ondas;
  • Ligar o micro-ondas e esperar que a água ferva. Depois da água ferver, deve deixar durante mais 3 a 4 minutos.
  • Ao final desse tempo, deve retirar o coletor do micro-ondas e lavar o recipiente normalmente com água e sabão.

Se tem mais dúvidas sobre esse assunto, agende uma consulta através dos canais abaixo: