Menstruação, o que é?

Ginecologista Dra Claudiani Branco explica o que é a Menstruação.

Menstruação é a descamação das paredes internas do útero quando não há fecundação. Essa descamação faz parte do ciclo reprodutivo da mulher e acontece todo mês. O corpo feminino se prepara para a gravidez, e quando esta não ocorre, o endométrio (membrana interna do útero) se desprende. O fluxo menstrual é composto, assim, por sangue e tecido uterino.

O período menstrual faz parte do ciclo reprodutivo da mulher, que acontece em fases:

  1. Fase pré-ovulatória – Período em que o óvulo se desenvolve para sair do ovário e o útero se prepara para receber um óvulo fecundado;
  2. Ovulação – Processo que ocorre entre o 13º e 15º dia antes da próxima menstruação.  Nessa fase, a mulher está fértil e tem maiores chances de engravidar;
  3. Fase pós-ovulatória – quando o óvulo não é fecundado, ele morre após 12 ou 24 horas. Após essa morte, há o início de uma nova menstruação.

É possível evitar a menstruação a fim de melhorar os sintomas da cólica, da TPM e da endometriose com o uso dos anticoncepcionais nos chamados regime contínuo (não há pausa) e regime estendido (a pausa é realizada após 84 dias)e regime flexível (pausa entre o 24° e 120° dia da pílula, de acordo com o que a mulher optar).

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Alterações na menstruação devido a Tireoide

Dra Claudiani Branco Ginecologista e Obstetra explica alterações na menstruação devido a tireoide.

Os distúrbios da tireoide podem levar a alterações na menstruação. Mulheres que sofrem de hipotireoidismo, podem ter uma menstruação mais abundante e com mais cólicas, enquanto no hipertiroidismo, é mais comum uma redução do sangramento, que pode mesmo ser ausente. 

Estas alterações menstruais podem acontecer porque os hormônios da tireoide influenciam diretamente os ovários, causando irregularidades menstruais. 

Como a Tireoide afeta a Menstruação 

As possíveis alterações que podem acontecer no ciclo menstrual podem ser:

Alterações em caso de hipotireoidismo

Quando a tireoide produz menos hormônios do que deveria, pode ocorrer:

  • Aparecimento da menstruação antes dos 10 anos, que pode acontecer porque o TSH aumentando tem um pequeno efeito semelhante aos hormônios FSH e LH, que são responsáveis por regular a menstruação.;
  • Menstruação antecipada, ou seja, a mulher que tinha um ciclo de 30 dias, pode passar a ter de 24 dias, por exemplo, ou a menstruação pode vir fora de hora;
  • Aumento do fluxo menstrual, chamada de menorragia, sendo necessário trocar o absorvente mais vezes ao longo do dia e, além disso, o número de dias da menstruação pode aumentar;
  • Cólicas menstruais mais intensas, chamadas de dismenorreia, que causa dor pélvica, dor de cabeça e mal-estar, podendo ser necessário tomar analgésicos para alívio da dor.  
  • Outra alteração que pode acontecer é a dificuldade para engravidar, porque há uma diminuição da fase lútea. Além disso, pode ainda ocorrer galactorreia, que consiste na saída de ‘leite’ pelos mamilos, ainda que a mulher não esteja grávida.

Alterações em caso de hipertireoidismo 

Quando a tireoide produz mais hormônios do que deveria, pode surgir:

  • Atraso da 1ª menstruação, quando a menina ainda não teve sua menarca e já apresenta hipertiroidismo na infância;
  • Menstruação atrasada, devido a alterações no ciclo menstrual, que pode ficar mais espaçado, havendo um maior intervalo entre os ciclos;
  • Diminuição do fluxo menstrual, que pode ser percebido nos absorventes, porque há menos sangramento por dia; 
  • Ausência da menstruação, que se pode prolongar por vários meses.

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TRANSTORNO DISFÓRICO PRÉ-MENSTRUAL (TDPM)

A síndrome pré-menstrual (SPM) e o transtorno disfórico-pré-menstrual (TDPM) são dois distúrbios relacionados a sintomas que ocorrem uma a duas semanas antes da menstruação e que melhoram após o início dela. Esses sintomas podem ser físicos, emocionais e comportamentais. Embora ambos os transtornos interfiram no dia a dia da mulher, a TDPM é mais severa e, às vezes, incapacitante. Saiba mais sobre essas duas condições e como são tratadas.

O QUE CAUSA OS DISTÚRBIOS PRÉ-MENSTRUAIS?

Os níveis dos hormônios reprodutivos femininos, que são o estrogênio e a progesterona, oscilam durante o ciclo menstrual de toda mulher. Essas variações hormonais podem afetar os níveis de substâncias químicas do cérebro (neurotransmissores) que têm um papel importante na regulação do humor, com destaque para a serotonina.

Mulheres que sofrem de síndrome pré-menstrual ou transtorno disfórico pré-menstrual são mais sensíveis aos efeitos desses hormônios. Ainda não está claro o que causa essa sensibilidade. Alguns estudos sugerem que a predisposição genética contribui. Isso significa que, se você sofre de sintomas pré-menstruais, sua filha tem maior probabilidade de os ter.

  • Síndrome pré-menstrual – afeta de 75% a 80% das mulheres;
  • Transtorno disfórico-pré-menstrual – afeta de 3% a 8% das mulheres.

SINTOMAS DA SÍNDROME PRÉ-MENSTRUAL

A síndrome pré-menstrual (SPM), também conhecida como tensão pré-menstrual (TPM), abrange mais de 150 sintomas, o que significa que eles variam muito para cada mulher. Entre os mais comuns estão:

Sintomas emocionais ou comportamentais – irritabilidade, depressão, ansiedade, retraimento social, dificuldade de concentração, distúrbios do sono, aumento do apetite e desejo voraz por determinados alimentos;

Sintomas físicos – seios doloridos, inchaço abdominal, dor de cabeça, fadiga, ganho de peso, dor nos músculos ou articulações.

SINTOMAS DO TRANSTORNO DISFÓRICO PRÉ-MENSTRUAL

A síndrome pré-menstrual e o transtorno disfórico pré-menstrual compartilham muitos dos mesmos sintomas. Nesse último, entretanto, as mudanças de humor que acompanham os sintomas físicos são mais intensas e debilitantes, comprometendo seriamente os relacionamentos, o trabalho e a qualidade de vida de forma geral.

No transtorno disfórico pré-menstrual, pelo menos um dos seguintes sintomas se destaca:

  • Instabilidade emocional – por exemplo, ter alterações de humor extremas ou crises de choro repentinas;
  • Mau-humor extremo – sentir-se muito irritada ou ter mais conflitos com as pessoas ao redor;
  • Humor deprimido – inclui tristeza, falta de esperança ou pensamentos autodepreciativos;
  • Ansiedade acentuada – também pode vir na forma de tensão ou sensação de estar “à flor da pele”.

Para fazer o diagnóstico de qualquer um desses distúrbios pré-menstruais, o médico precisará descartar outras condições que podem causar sintomas semelhantes, tais como:

  • Transtornos de ansiedade;
  • Depressão;
  • Endometriose;
  • Problemas da tireoide.

Se possível, procure registrar seus sintomas por pelo menos dois meses antes da consulta. Anote também os dias em que menstruou em cada mês.

TRATAMENTO DA SÍNDROME PRÉ-MENSTRUAL E DO TRANSTORNO DISFÓRICO PRÉ-MENSTRUAL

O foco do tratamento da síndrome pré-menstrual e do transtorno disfórico pré-menstrual é o alívio dos sintomas. É fundamental consultar um médico. Só ele pode fazer uma avaliação adequada e indicar o melhor tratamento para o cada caso. Nunca se automedique. As principais abordagens para o gerenciamento desses distúrbios são:

Mudança no estilo de vida – adotar hábitos saudáveis, como manter uma alimentação bem equilibrada e praticar exercícios físicos regularmente, pode ser útil para aliviar os sintomas pré-menstruais. Considere também algumas práticas que trabalhem mente e corpo, como ioga ou meditação, para reduzir o estresse.

Medicamentos – dependendo da gravidade dos seus sintomas, o médico pode prescrever um ou mais tipos de medicamento. O tratamento farmacológico pode incluir:

Antidepressivos – os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), classe de antidepressivos que aumenta os níveis de serotonina, são eficazes para melhorar as alterações de humor que antecedem o período menstrual.

Pílulas anticoncepcionais – impedem a ovulação, o que pode minimizar os sintomas pré-menstruais.

Analgésicos – podem ajudar a aliviar dores ou desconfortos físicos, como dor de cabeça e sensibilidade nos seios.

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Disco menstrual

O que é o disco menstrual?

O disco menstrual é um acessório para ser usado durante a menstruação, feito de silicone medicinal hipoalergênico.  

Semelhante aos coletores menstruais, tem a mesma função dos absorventes: funcionar como uma barreira para o sangue da menstruação, evitando que faça sujeira e manche as roupas.  

Dra Claudiani Branco fala sobre o Disco Menstrual.

Como o próprio nome sugere, o disco menstrual parece um disquinho. Com seu formato oval e discreto se encaixa no canal vaginal, próximo ao útero e não necessita de vácuo para o posicionamento correto.  

Quais as vantagens do disco menstrual?

O fato de não precisar de vácuo para ficar bem-posicionado é uma das grandes vantagens do disco menstrual.

A pessoa que vai utilizar não precisa se preocupar em aprender a fazer dobras para colocar e retirar. O processo é muito mais fácil.  

Além disso, assim como o copinho, o disco menstrual é reutilizável — o que faz bem para o seu bolso e para o meio ambiente.  

Mas o grande trunfo do disco menstrual é poder fazer sexo com ele. O seu formato e o método de encaixe deixa o canal vaginal livre, permitindo que você e seu parceiro/parceira transe sem medo de fazer sujeira.  

Muitas pessoas sentem-se mais excitadas durante a menstruação. O período também é ótimo para a lubrificação vaginal, tornando as relações mais prazerosas. O papel do disco é justamente conter o sangue menstrual.

O disco menstrual não é um diafragma!

Embora o diafragma seja citado em cartilhas de educação sexual como um método contraceptivo confiável, ele não é muito popular no Brasil e o disco menstrual não veio para substituí-lo por um único motivo: ele não pode ser utilizado para prevenir gravidez ou DST. 

O diafragma é um anel flexível, fabricado em borracha, com um material parecido com a camisinha. Sua função é impedir que os espermatozoides cheguem até o útero. Para isso, devem ser inseridos de 15 a 30 minutos antes da relação, e retirado 12 horas depois. 

Cuidados com o disco menstrual  

O disco menstrual pode ser usado por até 12 horas. Cada vez que você retirar para esvaziar, o indicado é que ele seja lavado com água corrente e sabão neutro.  

O disco deve ser fervido por cerca de 3 minutos todo início e final de menstruação. Ou seja, assim que a menstruação der os primeiros sinais, prepare seu disco menstrual e faça o mesmo processo antes de guardá-lo para o próximo ciclo.

Para colocar, você deve apertar as laterais das bordas até que ele fique parecendo um oito. Insira a borda mais larga na vagina e, com o dedo indicador, empurre o disquinho até sentir que chegou ao osso pélvico. A borda da frente deve ficar posicionada atrás desse osso.  

Já na hora da retirada, é só puxar a borda frontal. Vale destacar que pode fazer xixi sem maiores problemas, pois, o xixi sai por outro canal.

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Calcinha absorvente

Os benefícios da calcinha absorvente são inúmeros: desde manter sua roupa de cama limpa até ajudar a proteger o meio ambiente. Além disso, a calcinha absorvente também ajuda a economizar, porque reduz – ou elimina – os gastos com uso de absorvente descartável.

A variedade e a facilidade de acesso a absorventes descartáveis geram um enorme problema ambiental. Em cada ciclo, uma mulher utiliza de dez a vinte absorventes descartáveis.

Dra Claudiani Branco fala sobre a calcinha absorvente.

Da puberdade até a menopausa, esse número pode chegar a 15 mil. Por isso, cerca de 20 bilhões de absorventes e tampões são despejados em aterros sanitários por ano! No Brasil, não existe reciclagem para esse tipo de resíduo – e, consequentemente, eles também vão parar também em lixões e aterros sanitários.

Isso sem falar que o plástico de polietileno em absorventes convencionais pode levar cerca de 500 anos para se decompor, tornando-se um problema para as gerações futuras. Somente o fato de poderem substituir milhares de produtos que seriam descartados anualmente já faz da calcinha absorvente uma excelente alternativa.

Calcinha absorvente é alternativa sustentável ao absorvente descartável

A crescente procura das mulheres por praticidade e atitudes sustentáveis ampliou a oferta de produtos alternativos para o período menstrual, como o coletor menstrual e a calcinha absorvente.

Além de ecologicamente corretos, esses produtos eliminam a preocupação de não saber exatamente quando você poderá menstruar ao longo do dia e a necessidade de carregar na bolsa calcinhas, absorventes e absorventes internos.

As marcas brasileiras que comercializam vários modelos de calcinha absorvente são a Ecoabs, a Pantys, a Herself, a Korui e a Inciclo, que também é conhecida pela venda de coletores menstruais.

Por que optar pela calcinha absorvente?

1. Sustentabilidade

Uma calcinha absorvente pode durar cerca de dois anos. É reutilizável e pode ser lavada no banho, com sabão neutro, ou na máquina de lavar. Faça as contas: quantos absorventes descartáveis você não deixaria de utilizar nesse período?

2. Economia

Os valores de calcinha absorvente variam – você pode encontrar opções entre R$ 20,00 e R$ 100,00. Entretanto, na ponta do lápis, a economia com absorventes comuns compensa os gastos com uma unidade da calcinha absorvente ou um pacote com várias delas.

3. Saúde

O sangue menstrual é totalmente livre das toxinas da urina. O cheiro característico do fluxo menstrual, muitas vezes, é resultado da química nos absorventes descartáveis em contato com o sangue.

A calcinha absorvente, pelo contrário, ajuda a inibir esses odores, porque possui uma camada com ação antimicrobiana, que evita a proliferação de fungos e bactérias.

4. Alergia, nunca mais

A composição dos absorventes descartáveis e a umidade do contato com a pele podem desencadear alergias e infecções. Por isso, o uso da calcinha menstrual é recomendado para quem sofre com alergia durante o período menstrual.

5. Pode ser usada fora do ciclo menstrual

A calcinha absorvente pode ser utilizada também em casos de infecção vulvo-vaginais de repetição e incontinência urinária.

6. É segura e bonita

A calcinha absorvente é feita com três camadas de tecido: um mais macio, que fica em contato com a pele; um impermeável, que fica em contato com a roupa; e um material absorvente que impede a proliferação de fungos e bactérias. Ainda assim, parece uma calcinha comum – à primeira vista, é praticamente impossível reconhecer a diferença entre calcinhas normais e os absorventes.

A maioria das marcas trabalha com vários modelos, em diversas cores, tamanhos e espessuras. Além disso, é possível permanecer mais de cinco horas, ou até um dia inteiro, com a calcinha absorvente, sem correr risco de vazamentos. Tudo dependerá da intensidade do fluxo.

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Coletor menstrual: como usar, escolher e limpar.

O coletor menstrual, também conhecido como copo menstrual, é uma ótima estratégia para substituir o absorvente durante a menstruação, sendo uma opção mais confortável, econômica e ecológica. O coletor é fácil de usar, mantém a umidade natural da vagina, já que é mais fácil para entrar e sair em comparação ao absorvente interno e não deixa cheiro, já que o sangue não entra em contato com o ar, não havendo oxidação, o que é responsável pelo cheiro.

O coletor menstrual deve ser escolhido de acordo com a altura do colo do útero e intensidade do fluxo menstrual, podendo ser trocado a cada 8 ou 12 horas. É importante que o coletor seja colocado corretamente e que seja verificado se ficou bem encaixado, pois assim é possível evitar vazamento.

Como usar

Os coletores menstruais podem ser utilizados por todas as mulheres, no entanto é importante que as meninas virgens tenham orientação do ginecologista para que seja indicado o coletor mais adequado. Além disso, os coletores podem ser usados em todas as ocasiões, na praia, para fazer esportes ou na piscina, podendo inclusive ser usado para dormir desde que não ultrapasse 12 horas de uso.

De forma geral, o coletor menstrual pode ser utilizado por 8 a 12 horas, no entanto quando o fluxo da mulher é muito intenso ou quando é notado um pequeno vazamento, pode ser necessário trocar o coletor antes desse período.

Como colocar

Assim como o absorvente interno, o coletor menstrual é apenas indicado durante a menstruação. Para colocar basta sentar-se no vaso com as pernas bem abertas, dobrar o coletor de acordo com a indicação da embalagem e introduzir o coletor dobrado na vagina, de forma que o cabinho fique para fora.  Em seguida, rodar o coletor para se certificar de que está encaixado e sem dobras.

Para verificar se o coletor abriu corretamente e está fazendo vácuo, pode-se segurar na ponta ou haste do coletor menstrual e rodar devagar. A posição correta dos coletores menstruais é mais próxima da entrada do canal vaginal, e não no fundo como acontece com os absorventes internos.

Como tirar

A cada 8 ou 12 horas, o coletor menstrual deve ser retirado da seguinte forma:

  • Sentar-se no vaso sanitário, fazer xixi, secar a vulva e depois abrir bem as pernas;
  • Inserir o dedo indicador pelo ladinho, entre o coletor e a parede vaginal, para retirar o vácuo, facilitando sua retirada;
  • Puxe a parte final ou haste do coletor, até que ele saia da vagina;
  • Despeje o sangue no vaso, e lave o coletor com água abundante e sabão próprio para a região intima com pH neutro, secando no fim com papel higiênico.

Caso exista dificuldade para retirar o copo, pode optar por ficar agachada no chão do banheiro, pois esta posição pode facilitar o acesso ao coletor menstrual. Depois de limpo e seco o coletor está pronto para ser introduzido novamente.

Como escolher o coletor menstrual

O coletor menstrual pode variar de acordo com o tamanho e consistência e, por isso, é importante ter atenção a alguns fatores na hora de escolher o coletor, como altura do colo do útero e intensidade do fluxo menstrual, por exemplo. Assim, para escolher o coletor menstrual é importante levar em consideração:

1. Altura do colo do útero

Para saber o seu comprimento, no banho após lavar bem as mãos e a região íntima, deve inserir o dedo no canal vaginal, até tocar numa estrutura arredondada que será o seu colo do útero. Este teste deve ser feito de preferência durante o período menstrual, pois dependendo da mulher a sua posição pode mudar ligeiramente.

  • Para colo do útero baixo: preferir coletor mais curto
  • Para colo do útero alto: preferir coletor mais comprido.

Se o colo for baixo, não vai ser preciso inserir muito o dedo na vagina para o conseguir tocar. Por outro lado, se o seu colo for alto, será bem difícil de alcançar, pois ele estará localizado bem no fundo da vagina.

2. Intensidade do fluxo menstrual

A intensidade do fluxo menstrual ajuda a decidir a largura e consequentemente, a capacidade do coletor:

  • Para fluxo menstrual intenso: preferir coletor mais largo e maior;
  • Para fluxo menstrual médio: preferir coletor de tamanho médio
  • Para fluxo menstrual fraco: pode usar coletor menor, mais curto.

Para avaliar a intensidade do fluxo, é preciso observar a frequência com que se troca o absorvente. Caso a troca necessite ser feita a cada 2 ou 3 horas, o fluxo é considerado intenso, e quando não há necessidade de trocar antes de 4 ou 6 horas, o fluxo é considerado fraco.

3. Outros fatores

Além da altura do colo do útero e da intensidade do fluxo menstrual, também é importante considerar outros fatores como a força dos músculos pélvicos, se tem bexiga mais sensível, se pratica atividades físicas que fortaleçam os músculos pélvicos como Yoga ou Pilates, por exemplo, se é virgem ou se já teve filhos.

A análise conjunta de todos estes fatores irá ajudar a decidir o diâmetro e maleabilidade do coletor, ajudando a mulher a entender se necessita de coletores mais maleáveis, mais firmes, maiores ou menores.

Onde comprar

O coletor menstrual pode ser encontrado em supermercados, farmácias e lojas online, podendo ser vendido em embalagens com 2 coletores ou de forma individual. Algumas das principais marcas de coletores utilizadas são Inciclo, Lady Cup, Me Luna, Holy Cup, Lunette, Fleurity, Prudence e Korui, por exemplo.

Como limpar o coletor menstrual

Na primeira utilização, antes de cada ciclo e no final, deve-se esterilizar o coletor menstrual, para garantir uma limpeza mais profunda e a eliminação de microrganismos que podem causar infecção. A esterilização pode ser feita na panela ou no micro-ondas, de acordo com as recomendações:

Na panela

  • Numa panela só para o coletor de ágata esmaltada, vidro ou inox, deve colocar o coletor e adicionar água até o cobrir completamente;
  • Ligar o fogo e esperar que a água ferva;
  • Depois de levantar fervura, deixar por mais 4 a 5 minutos e retirar do fogo;
  • No final desse tempo, deve retirar o coletor menstrual e lavar a panela com água e sabão.

Não é recomendada a utilização de panelas de alumínio ou de teflon, pois soltam substâncias metálicas que podem danificar o silicone do coletor. Para não correr riscos, pode optar por comprar uma panelinha vendida por algumas marcas de coletores.

No micro-ondas

  • Num recipiente próprio para micro-ondas ou num pote de vidro ou caneca de cerâmica (só para o coletor) deve colocar o coletor, adicionar água até o cobrir e colocar no micro-ondas;
  • Ligar o micro-ondas e esperar que a água ferva. Depois da água ferver, deve deixar durante mais 3 a 4 minutos.
  • Ao final desse tempo, deve retirar o coletor do micro-ondas e lavar o recipiente normalmente com água e sabão.

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Período Fértil

Dra Claudiani Branco explica sobre as características do período fértil da mulher. Imagem: Artem Beliakikin no Pexels.

O ciclo menstrual é um processo natural que ocorre de modo cíclico em todas as mulheres férteis. Todo ciclo em que ocorre uma ovulação inicia-se e termina com a menstruação. A menstruação é um sinal que mostra que a mulher ovulou, mas este óvulo não foi fecundado.

A primeira menstruação da vida da mulher chama-se menarca. A última chama-se menopausa.

Por convenção, o ciclo menstrual (ciclo ovulatório) inicia-se no primeiro dia da menstruação, durando, em média, 28 dias e terminando no primeiro dia da menstruação seguinte. Algumas mulheres têm períodos mais curtos de até 21 dias, enquanto outras possuem períodos mais longos, indo até 35 dias. Mulheres adolescentes com menarca recente podem ter ciclos de até 45 dias, uma vez que seu sistema reprodutor ainda está amadurecendo.

O mesmo prolongamento pode ocorrer com mulheres próximas da menopausa, quando já começa a haver sinais de falência dos ovários.

Ao contrário dos homens que produzem seus espermatozoides continuamente ao longo de toda a vida, as mulheres nascem com um número contado de óvulos. São cerca de 450.000 e eles ficam estocados nos ovários, sendo liberados, na maioria das vezes, apenas um por ciclo.

Enquanto os homens são férteis por toda a vida, as mulheres só podem engravidar entre o período de anos que compreende a menarca e a menopausa.

Os órgãos reprodutores das mulheres consistem em dois ovários, duas trompas, um útero e a vagina.

Para facilitar o entendimento, vamos considerar o ciclo normal aquele com 28 dias, começando e terminando sempre no primeiro dia da menstruação.

O ciclo menstrual é regido pelos hormônios FSH e LH, produzidos na hipófise, glândula localizada no cérebro, e pelos hormônios estrogênio e progesterona, produzidos pelos ovários. Todo o processo hormonal tem duas funções: provocar a ovulação e preparar o útero para receber o feto, caso o óvulo seja fecundado.

O que ocorre durante o ciclo menstrual?

  • Durante os primeiros dias do ciclo, o cérebro produz o hormônio FSH que provoca o amadurecimento dos folículos, que por sua vez, passam a produzir estrogênio.
  • Enquanto os folículos vão ficando maduros, o estrogênio age no útero, fazendo com sua parede (endométrio) cresça e se torne um local propício para a implantação do óvulo, caso este seja fecundado.
  • 14 dias antes da próxima menstruação, quando pelo menos um dos folículos já se encontra suficientemente maduro, a hipófise lança na corrente sanguínea um outro hormônio, chamado LH, que dentro de 36 horas provocará a ovulação.
  • Quando a mulher ovula, lança seu óvulo em direção as trompas e o ovário começam a produzir um novo hormônio, a progesterona, que será responsável em manter o útero rico em nutrientes e circulação de sangue, à espera do feto.
  • Se o óvulo não for fecundado, ele se degenera e a concentração de todos estes hormônios começa a cair. Sem hormônios, a parede espessa do útero não tem como se manter, e ela desaba. Isto é a menstruação. Agora, um novo ciclo se reinicia.

Dia da Ovulação

Nas mulheres com ciclo menstrual regular, é possível prever o período fértil, pois em 95% dos casos, a ovulação ocorre nos quatro dias anteriores ou posteriores ao ponto médio do ciclo. 30% das mulheres ovulam exatamente no meio ciclo.

Ou seja, mulheres com ciclo regular de 28 dias têm o ponto médio do ciclo com 14 dias. 30% delas irão ovular exatamente no 14º dia de ciclo. No restante, o dia da ovulação costuma ocorrer entre os dias 11 e 18 do ciclo.

Por quantos dias a mulher permanece fértil?

O óvulo, após a ovulação, tem uma vida útil muito curta, cerca de 12-24 horas. Por isso, se a mulher ovular hoje, o espermatozoide tem um prazo máximo de 24 horas até encontrá-lo.

Como o espermatozoide tem uma vida muito mais longa, cerca de 3 a 7 dias, as maiores chances de fecundação ocorrem quando a relação sexual acontece 24 a 48 horas antes da ovulação. O ideal é que, quando o óvulo chegue à trompa, já exista uma grande quantidade de espermatozoides à sua espera.

Levando-se em conta a vida média do óvulo e dos espermatozoides, na prática, o período fértil acaba por compreender, em média, os 5 a 6 dias antes da ovulação até o dia seguinte à mesma.

As relações sexuais ocorridas dentro das 48 horas antes da ovulação são aquelas com maior chance de gerar uma gravidez.

Estudos mostram que as chances de engravidar de acordo com a data da relação sexual são as seguintes:

  • Até cinco dias antes da ovulação – 4%.
  • Até dois dias antes da ovulação – 25 a 28%.
  • Durante as 24 horas após a ovulação – 8 a 10%.
  • Para o restante do ciclo – 0%

Dicas de como Engravidar

Trabalhos atuais mostram que a qualidade do sêmen é maior quando ocorre intervalo de 2 a 3 dias entre as ejaculações. Por isso, para quem deseja engravidar, indica-se o coito dia sim, dia não, ou pelo menos, a cada 2 dias.

Quando não é fácil prever o dia da ovulação, sugere-se aos casais que queiram engravidar ter relações sexuais três vezes por semana, iniciando-as logo após o fim da menstruação. Deste modo garante-se pelo menos 3 relações dentro do período fértil, com um sêmen de boa qualidade.

A posição em que se pratica o sexo e a presença ou não de orgasmo na mulher não influenciam na probabilidade de concepção. Do mesmo modo, ficar com as pernas para o alto ou qualquer outro tipo de posição ao final da relação sexual também não têm influência nenhuma. Nada indica que ocorra diminuição das chances de fecundação se a mulher retomar suas atividades logo após o fim do coito. Não é por falta de acrobacias ou devido a sua posição sexual favorita que você vai deixar de engravidar.

O uso de alguns lubrificantes vaginais inibe a motilidade dos espermatozoides e podem reduzir as chances de fecundação. Para casais com dificuldade em engravidar, sugere-se evitá-los.

Como saber se estou ovulando?

Existem algumas maneiras de se estimar o momento da ovulação. Como já foi dito, nas mulheres com ciclo menstrual muito regular é possível prever a data da próxima menstruação, prevendo, assim, que aproximadamente 14 dias antes será o dia da ovulação. O problema é que a maioria das mulheres não possui ciclos tão regulares que permitam utilizar essa técnica tão bem.

Logo após o pico de LH que induz a ovulação, a temperatura corporal das mulheres se eleva discretamente, cerca de 0,5ºC, permanecendo assim por mais 10 dias.

Infelizmente esse método é pouco útil na prática. A medição da temperatura é um método bom para saber retrospectivamente se a mulher ovulou recentemente, mas essa subida costuma ocorrer tardiamente em relação a ovulação, não servindo para indicar o momento certo da relação sexual. Como o óvulo tem vida muito curta, quando se identifica a subida da temperatura, este praticamente já não está mais viável.

Outro modo de pesquisar a ovulação é através do muco vaginal. Alguns dias antes da ovulação, o muco produzido pelo útero se altera, tornando-se mais espesso e elástico. Este muco é chamado de muco fértil, pois favorece a mobilidade dos espermatozoides em direção ao útero e às trompas.

Muitas mulheres conseguem detectar essa alteração nas características do seu muco, sendo uma indicação de que a ovulação está próxima de acontecer.

Algumas mulheres apresentam dor no momento da ovulação. A ruptura do folículo ovariano para liberar o óvulo, pode causar uma discreta irritação do peritônio, causando dor no lado onde está o ovário que ovulou. Esta síndrome é chamada de mittelschmerz, que significa dor no meio (do ciclo) em alemão.

Na prática, o modo mais simples para se identificar o período fértil é a dosagem do LH, uma vez que este se eleva 36 horas antes da ovulação. Já existem testes de urina, que podem ser adquiridos em farmácias, para detecção dos picos do LH pré-ovulatórios. É preciso salientar, porém, que existem falsos positivos.

Se você tem dificuldade em engravidar, o ideal é que este processo de acompanhamento da ovulação seja feito por um médico em uma consulta de infertilidade. Através da ultrassonografia o médico consegue visualizar diretamente os seus ovários e descobrir se há algum folículo maduro, pronto para romper-se e liberar um óvulo. O médico também pode estimular a ovulação com medicamentos, tornando o período fértil bastante previsível.

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CÓLICA

Ginecologista Dra. Claudiani Branco explica sobre o que é a cólica, sintomas e as formas de lidar com isso no dia a dia.  Foto por Averie Woodard no Unsplash.

A cólica, também conhecida por dismenorreia, é o sintoma mais natural e comum que acompanha a menstruação. Juntamente com a tensão pré-menstrual, é uma das principais queixas das mulheres.

Há dois tipos de cólica: a primária, que existe desde a menarca (nome dado à primeira menstruação) juntamente com o início dos ciclos ovulatórios; e a secundária, que surge após um período sem dor.

A cólica primária é de natureza desconhecida e inata ao organismo feminino. Já a cólica secundária pode ser provocada por doenças como inflamações pélvicas, endometriose e fibromiomas.

Não há como prever a duração da cólica, mas geralmente a dismenorreia precede a menstruação por alguns dias e se intensifica com a chegada do fluxo menstrual.

Sintomas

Os principais sintomas que acompanham a cólica são:

  • Enjoos;
  • Diarreia;
  • Vômitos;
  • Cansaço;
  • Dor de cabeça;
  • Nervosismo;
  • Vertigem e desmaios.

Nas cólicas secundárias, os sintomas aparecem após algum tempo de uma doença orgânica ou de algum fato específico. As causas mais comuns da dismenorreia secundária são: endometriose, alteração nos ovários e/ou útero, uso de DIU, miomas, doença inflamatória pélvica, má- formações uterinas e hímen não perfurado (que não permite a saída do fluxo menstrual).

Diagnóstico

Para as sortudas ela nem dá as caras, para outras se trata apenas de um pequeno incômodo, já para algumas ela é uma verdadeira tortura. A cólica menstrual ou dismenorreia é uma dor na região pélvica que aparece um pouco antes ou junto com a menstruação e pode variar de intensidade. Em alguns casos ela pode ser tão forte que incapacita as mulheres de seguir com suas rotinas, podendo causar até mesmo transtornos gastrointestinais e cefaleia.

Nesses casos mais severos é preciso procurar um ginecologista para que, através de exames clínicos e laboratoriais, possa realizar um diagnóstico correto sobre o motivo das fortes dores. Cólicas sem causa patológica, ou seja, que são exclusivamente provocadas pelas contrações uterinas normais do período menstrual, têm início de 6 a 12 meses após a primeira menstruação e ocorrem de 8 a 72 horas do início do fluxo sanguíneo e são diagnosticadas através do exame clínico em consultório e conversa com a paciente. Quando a dor é muito intensa e foge dos padrões de duração anteriormente mencionados é preciso realizar alguns exames como ultrassonografia pélvica ou transvaginal, tomografia computadorizada ou bacterioscopia da secreção vaginal para investigar possíveis patologias como inflamações do colo do útero, miomas, endometriose, entre outras.

Procurar ajuda médica quando as cólicas menstruais passam de um simples incômodo para um problema que afeta sua rotina é o primeiro passo para obter um diagnóstico. As dores muitas vezes escondem problemas que podem até mesmo afetar a fertilidade feminina, mas que quando diagnosticados precocemente são resolvidos com o uso de medicamentos ou intervenções cirúrgicas simples.

Exames

A cólica menstrual é um dos motivos mais frequentes de visitas aos consultórios ginecológicos. Conhecida também como dismenorreia, ela consiste na dor pélvica antes ou durante a menstruação que atinge cerca de 90% das mulheres em idade reprodutiva, sendo que 10% dessas sentem dores incapacitantes.

A cólica pode coincidir apenas com o ciclo menstrual ou estar associada a alguma enfermidade orgânica. Doenças como adenomiose, inflamação pélvica e endometriose podem estar diretamente relacionadas às fortes dores que podem até mesmo causar náuseas, vômitos, cefaleia e vertigens.

Para detectar a causa desse incomodo é possível que o ginecologista realize o exame físico geral e ginecológico buscando identificar uma possível causa orgânica da dor por meio da avaliação do colo, presença de hérnia, sinais de herpes, corrimentos, inflamação do colo uterino, vaginite ou uretrite (inflamação da uretra).

Caso haja suspeita de alguma causa orgânica o médico poderá solicitar exames complementares que podem variar de exames de sangue e urina até exames de imagem, podendo, inclusive ser necessária a realização de laparoscopia, pocedimento cirúrgico que serve para entre outras coisas pesquisar e tratar a endometriose.

Prevenção

As tão indesejadas cólicas menstruais que insistem em visitar todos os meses grande parte das mulheres em idade fértil não precisam ser um transtorno eterno. Caso as fortes dores não tenham nenhuma causa orgânica ou patológica, algumas atitudes e mudanças de hábitos podem te ajudar a passar pelo período menstrual sem sofrimento. É possível prevenir ou amenizar as cólicas menstruais ao longo de todo o mês. Manter uma alimentação saudável e equilibrada, ingerindo todos os nutrientes necessários e sem pular refeições auxilia a saúde como um todo. Praticar exercícios físicos com frequência também colabora para a redução do fluxo menstrual e de possíveis processos inflamatórios graças à liberação da endorfina, o hormônio que gera a sensação de satisfação.

Uma técnica antiga, simples e eficiente é colocar uma bolsa de água quente na região pélvica quando a cólica começar a dar sinais de que está vindo, pois o calor dilata os vasos sanguíneos, relaxando e diminuindo a dor.

Procure estar atenta aos sinais do seu corpo, ele é a sua casa e conhecer onde você vive e o que pode provocar alguma dor é essencial para evitar tais comportamentos e viver melhor. Se as cólicas menstruais persistirem e se mostrarem severas procure seu ginecologista, apenas um especialista pode diagnosticar a causa dor e receitar o melhor tratamento.

Tratamentos e Cuidados

Um mal que atinge grande parte das mulheres em idade fértil, a cólica menstrual é uma dor na região pélvica que é provocada pela liberação da prostaglandina, substância que faz com que o útero se contraia para a eliminação da sua camada interna em forma de sangramento. As fortes dores podem ter como causa o ciclo menstrual ou patologias do aparelho reprodutivo, como miomas, tumores ou endometriose.

Quando as dores severas passam a ser rotina na vida de uma mulher, é preciso procurar um ginecologista para investigar o motivo desse incomodo, estabelecendo o diagnóstico correto por meio de exames clínicos e laboratoriais para iniciar o tratamento.

Se o motivo da dor é apenas reflexo dos hormônios do período menstrual, o melhor tratamento consiste em praticar exercícios físicos para a liberação de endorfina e relaxamento do corpo, ingestão e alimentos ricos em fibra e a aplicação de bolsas de água quente já são suficientes para aliviar as dores. Mas, se a for causada por alguma patologia, é necessário tomar a ingestão de medicamentos de acordo com orientação médica.

Para saber o tratamento ideal para a cólica menstrual procure um médico ginecologista para que ele possa fazer o diagnóstico correto e iniciar o melhor tratamento para você. Se precisar converse comigo usando os canais abaixo:

Menstruação

Dra Claudiani Branco, ginecologista, explica a menstruação. Foto por Andrea Piacquadio no Pexels.

Menstruação é a descamação das paredes internas do útero quando não há fecundação. Essa descamação faz parte do ciclo reprodutivo da mulher e acontece todo mês.

O corpo feminino se prepara para a gravidez, e quando esta não ocorre, o endométrio (membrana interna do útero) se desprende. O fluxo menstrual é composto, assim, por sangue e tecido uterino.

O período menstrual faz parte do ciclo reprodutivo da mulher, que acontece em quatro fases:

Menstruação – Perda de sangue que ocorre periodicamente. Devido a estímulos hormonais, a superfície do endométrio se rompe e é excretada pela vagina, sob a aparência de um fluido de sangue. Em geral, a primeira menstruação (menarca) ocorre aos dozes anos;

Fase pré-ovulatória – Período em que o óvulo se desenvolve para sair do ovário e o útero se prepara para receber um óvulo fecundado; 

Ovulação – Processo que ocorre entre o 13º e 15º dia antes da próxima menstruação.  Nessa fase, a mulher está fértil e tem maiores chances de engravidar

Fase pós-ovulatória – quando o óvulo não é fecundado, ele morre após 12 ou 24 horas. Após essa morte, há o início de uma nova menstruação. 

É possível evitar a menstruação a fim de melhorar os sintomas da cólica, da TPM e da endometriose com o uso dos anticoncepcionais, nos chamados regime contínuo (não há pausa) e regime estendido (a pausa é realizada após 84 dias).

Para mais dicas como essa, entre em contato comigo:

SÍNDROME DA TENSÃO PRÉ-MENSTRUAL – TPM

A TPM é o período que precede a menstruação. Durante esse período, podem aparecer sintomas psicológicos e físicos, que podem desaparecer no primeiro dia do fluxo menstrual e, em algumas mulheres, somente com o fim do fluxo. Continue a leitura para saber quais são e como tratar.

Atualizações sobre a Síndrome da Tensão Pré-Menstrual

A principal causa da TPM é a alteração hormonal durante o período menstrual,> que interfere no sistema nervoso central. Parece existir uma conexão entre os hormônios sexuais femininos, as endorfinas (substâncias naturais ligadas à sensação de prazer) e os neurotransmissores, tais como a serotonina.

SINTOMAS DA TPM

Os sintomas da TPM podem ser físicos ou emocionais. Os principais sintomas da TPM incluem:

Sintomas Emocionais

  • Depressão;
  • Tristeza e vontade de chorar;
  • Irritabilidade;
  • Ansiedade;
  • Insônia;
  • Fome em excesso ou falta de apetite;
  • Sonolência;
  • Dificuldade de concentração;
  • Cansaço.

Sintomas Físicos:

  • Dor de cabeça;
  • Fome em excesso ou falta de apetite;
  • Sonolência;
  • Acne;
  • Aumento de peso;
  • Inchaço nas mamas;
  • Dores osteomusculares;
  • Distensão abdominal.

Para caracterizar a TPM não é necessária a ocorrência de todos esses sintomas, que devem desaparecer com o fluxo.

DIAGNÓSTICO DA TPM

Todos os meses, a tensão pré-menstrual atrapalha a vida pessoal e profissional de diversas mulheres em todo o mundo. Em geral, os sinais da TPM aparecem na metade do ciclo menstrual e desaparecem em até dois dias após o início da menstruação.

Tempo de diagnóstico – costuma ser demorado, principalmente pela falta de exames que comprovem a existência da tensão pré-menstrual. As mulheres que têm sintomas mais severos passam por diversos médicos e demoram anos para serem diagnosticadas com a TPM.

Ajuda médica – outra questão é que a maioria das mulheres que têm sintomas intensos de tensão pré-menstrual não procuram ajuda médica por acreditarem que eles são normais ou que o médico não dará importância para a queixa.

Apesar de não ter diagnóstico e tratamento específicos, a TPM pode ser caracterizada por um quadro de sintomas que podem ser amenizados por meio do tratamento correto. Se você passa por esse sofrimento todos os meses, não espere pela sua próxima menstruação, procure o quanto antes um ginecologista e explique seu problema para iniciar o melhor tratamento para o seu caso. A TPM tem tratamento!

TRATAMENTOS E CUIDADOS DA TPM

Pílula anticoncepcional – como a TPM está ligada à ovulação, muitas mulheres podem se beneficiar do uso da pílula anticoncepcional, que suspende a menstruação.

Antidepressivos – em casos graves de síndrome disfórica pré-menstrual, é necessária uma medicação mais específica. Atualmente, os medicamentos com melhores resultados são os antidepressivos. Eles têm melhorado muito a qualidade de vida das mulheres com a disfunção.

Vitaminas, minerais e ácidos – embora não haja comprovação científica, resultados de tratamentos com a vitamina B6 (piridoxina), a vitamina E, o cálcio e o magnésio mostram que essas substâncias podem melhorar os sintomas. O mesmo acontece com o ácido gama linoleico, que é um ácido graxo essencial presente no óleo de prímula.

Nunca se automedique, isso pode causar outros problemas e até agravar ou mascarar sinais e sintomas. Somente o médico pode indicar o melhor tratamento para o seu caso.

CONVIVENDO COM A TPM

Para muitas mulheres, a TPM pode atrapalhar as tarefas diárias, sejam profissionais ou pessoais. Veja algumas dicas para amenizar os sintomas da TPM:

  • Realize atividades que proporcionem bem-estar – como passear no parque ou ter um hobbie;
  • Faça exercícios físicos – uma caminhada, andar de bicicleta, nadar ou jogar tênis são alguns exemplos que podem ajudar a reduzir a tensão e a melhorar a autoestima;
  • Controle sua agenda – evite agendar compromissos importantes nos dias que antecedem a sua menstruação;
  • Cuide de seu corpo – faça isso mesmo que você não vá sair de casa, pois ajuda a elevar a autoestima;
  • Afaste os pensamentos negativos – seja otimista e mentalize coisas boas;
  • Tenha uma alimentação balanceada – coma verduras, frutas e legumes e evite alimentos muito industrializados e fritos;
  • Diminua o sal – ele ajuda a desencadear os inchaços, pois contribui para a retenção de líquidos;
  • Redobre os cuidados com a pele – o aumento de oleosidade da pele e surgimento de acne está relacionado com esse período;
  • Evite o consumo excessivo de carboidratos e açúcares – como doces, chocolates e amendoim.